LEILÕES JUDICIAIS – O GARIMPO DOS INVESTIMENTOS

leiloes

Leilões Judiciais – o Garimpo dos Investimentos!

Depois de apresentar um guia para você conhecer o investimento em franquias e falar sobre como o dinheiro pode e deve ser tratado, o tema de hoje será abordado em um tom descontraído que tentarei expor de maneira menos formal e o mais objetiva possível, embora o assunto seja técnico e muito importante para quem optar por este tipo de investimento.

Estou falando dos leilões judiciais. Você conhece ou já ouviu falar?

O que são leilões judiciais?

Para quem tiver interesse no assunto, recomendamos que entre no site Leilões Judiciais e cadastre-se. Você precisará enviar algumas documentações para eles e confirmar os dados bancários, semelhante ao cadastro em uma corretora: bem fácil e sem custo.

Porém, antes de se cadastrar, você pode explorar o site e escolher entre leilões de veículos, imóveis, maquinários, peças, vestuário. Resumindo, são inúmeros os bens que podem ser oferecidos em leilões judiciais.

Tais leilões acontecem quando uma pessoa ou uma empresa não possui recursos financeiros para quitar uma obrigação de pagamento, advinda de um processo judicial.

Tal hipótese pode ocorrer em dívidas trabalhistas entre patrão e funcionário, dívidas fiscais, etc. Nesses casos, os bens pertencentes aos devedores são penhorados, ficando em depósito com o próprio devedor ou com um terceiro escolhido pelo juiz ou pelas partes litigantes, em que o depositário terá o dever de zelo com o objeto, ou o bem ficará guardado em um depósito com inúmeros outros bens na mesma situação.

Nesses leilões, basicamente, o valor de venda dos objetos caem bastante, abrindo uma possibilidade de ganho rápido e relativamente seguro. Basta ter dinheiro vivo para a compra e previamente fazer uma vistoria física e documental do bem.

Quem estipula o valor do objeto do leilão é um oficial de justiça avaliador, valor este que será avalizado pelo próprio juiz da causa, normalmente a um preço ligeiramente inferior, por se tratar de um bem que já foi usado.

Como funcionam os leilões judiciais?

Ocorrem dois leilões: no primeiro leilão, o lance mínimo é igual ao valor da avaliação dado pelo juiz. Caso esse bem não seja arrematado, prossegue-se para o segundo leilão, no qual as chances de ganho são significativas, pois o valor inicial dos lances é reduzido para até menos da metade do valor avaliado pelo juiz.

Peguemos o seguinte exemplo: uma casa foi avaliada pelo juiz a um preço de R$ 160.000,00.

No primeiro leilão, ela será ofertada pelo valor da avaliação. Mesmo nesse caso você tem chances de lucrar, em vista que a ideia de se fazer um leilão é para que o bem seja convertido em dinheiro, justamente para pagar as obrigações advindas do processo judicial.

Caso esse bem não seja arrematado, procede-se ao segundo leilão, geralmente alguns dias após o primeiro. No segundo leilão, também existe um lance mínimo, só que este é pelo menos metade do valor da avaliação. De acordo com o nosso exemplo, colocaremos metade do valor da avaliação, R$ 80.000,00. A partir disso, cada um começa a dar lances, arrematando aquele que der o lance mais alto sem que ninguém cubra o mesmo. Bingo! Você acaba de fazer um investimento seguro e muito rentável.

leiloes_img

Então, não há riscos?

Cuidado! Nem tudo é tão simples assim! A seguir temos algumas dicas para não entrar em uma cilada ao participar de um leilão judicial.

Existem leilões presenciais, nos quais é indispensável o comparecimento do arrematante, justamente para dar os lances em concorrência com os demais presentes. E existem os leilões eletrônicos, nos quais é permitido que você ofereça lances da comodidade do seu lar, acompanhando em tempo real os lances das outras pessoas.

Até aí, tudo tranquilo, sem mistérios. Todavia, os cuidados devem ser redobrados na escolha dos bens que você deseja arrematar.

Sempre leia o edital do leilão, pois é onde estará descrito o bem e os ônus que o acompanham, como dívidas fiscais, por exemplo. Tais valores não estão diretamente descritos na ficha de arrematação, é preciso atenção na leitura do edital, nunca vá a um leilão e arremate um bem sem antes ter pesquisado a sua história, a não ser que você queira correr um altíssimo risco. Depende do perfil de cada um.

Outro risco é o do executado da ação judicial contestar a arrematação, mas na pior das hipóteses você terá o seu dinheiro devolvido de forma corrigida.

Explicando melhor, se o objeto do leilão judicial for um imóvel, vá até a prefeitura e ao cartório de registro de imóveis da cidade do imóvel, estude se ele possui dívidas fiscais ou ônus reais que o acompanhem, veja quem foram os seus antigos proprietários.

Se o bem for um veículo, o procedimento é um pouco mais simples. No site do Detran (o link leva para o Detran do Rio Grande do Sul, mas basta você substituir o endereço com as iniciais de seu estado), você consegue fazer uma consulta pública sobre o veículo. Entretanto, o que preocupa bastante é o estado de conservação do bem, mas é possível visitá-lo antes da arrematação para conferir o estado em que se encontra, pintura, motor, caixa de transmissão, etc.

Considerações finais

De maneira bem resumida, os leilões judiciais funcionam dessa forma. Obviamente, existem outros fatores que devem ser levados em consideração na hora de investir neste ramo, mas aqui procuramos apresentar os pontos principais para uma maior segurança e também para despertar o seu interesse para essa opção de investimentos.

É de suma importância que, antes de arrematar um bem, você procure um profissional com experiência na área, tal qual um advogado, justamente para evitar surpresas desagradáveis para marinheiros de primeira viagem.

Quem se interessou e tiver dúvidas comente este artigo. Responderemos o quanto antes.

Muito obrigado e até a próxima!

Leonardo Batistella