AS 5 VARIÁVEIS MAIS IMPORTANTES NO PLANEJAMENTO FINANCEIRO

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As variáveis mais importantes no planejamento financeiro

Você já imaginou como seria sua vida se você não fosse obrigado a trabalhar?

Ou se você pudesse viajar com muita frequência, conhecendo vários países diferentes do mundo?

Então você precisa alcançar sua independência financeira (veja aqui tudo o que você precisa saber sobre esse tema e aqui o passo a passo para você conquistá-la)

E é justamente nessa busca pela independência financeira que você precisa trabalhar o seu planejamento financeiro.

Porque é através dele que você conquistará seus principais objetivos.

Diferentemente do que muitos pensam, não existe nenhuma fórmula mágica, ou algo do gênero, que muitos seguem para acumular riqueza.

O que existe, verdadeiramente, é um processo simples.

E “planejamento financeiro” é justamente o nome que damos a este processo.

Neste post, você conhecerá as 5 principais variáveis que você precisa monitorar com mais atenção no seu planejamento.

Então continue lendo esse artigo para conhecer…

  • A principal ferramenta na sua busca pela independência financeira
  • A fórmula infalível para o fracasso financeiro (e como evitá-la)
  • Como descobrir qual foi a taxa de retorno real (isso é, acima da inflação) de seus investimentos
  • Por que R$ 1.000 poupados hoje são, na realidade, R$ 30.000

E muito mais!

#1 – SUA RECEITA ATUAL

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O dinheiro que você ganha todo o mês é a variável mais importante para sua independência financeira.

Mais do que isso, a sua receita mensal é a sua principal ferramenta nesta busca.

É a partir de seus ganhos mensais que você conseguirá poupar mais dinheiro, investir mais e, consequentemente, fazer seu patrimônio crescer mais rápido.

Por isso, você precisa trabalhar para otimizar a sua receita.

Tão importante quanto encontrar formas de poupar um percentual maior dela é buscar formas de aumentar ela.

E isso pode ser feito através de cursos de especialização profissional, por exemplo.

Segundo uma pesquisa realizada pela Catho, o domínio de um idioma estrangeiro pode fazer com que o salário de um funcionário suba em até 52%…

Por isso que eu costumo dizer com frequência no Clube do Valor que o melhor investimento do mundo é o investimento em conhecimento…

Através dele, você estará “lapidando” a sua principal ferramenta para construção de riqueza: sua receita.

 

#2 – SUAS DESPESAS ATUAIS

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Esse é um fator quase tão importante quanto a sua receita.
Se eu lhe perguntar qual é a fórmula infalível para o fracasso financeiro, o que você responderia?
Se você pensou em “gastar mais do que recebe”, meus parabéns!

É justamente tendo um nível de despesas superior ao de receitas que você estará comprometendo seu futuro financeiro.
Então, procure levar um padrão de vida que seja condizente com a sua receita…

Lembre-se de uma famosa frase de Will Rogers, que diz:

“Muitas pessoas gastam o dinheiro que ganharam… Para comprar coisas que elas não precisam… Para impressionar pessoas que elas não gostam.” – Will Rogers

Assim, tenha todo o cuidado do mundo com as suas despesas!
Mantenha-as “na ponta do lápis”, controlando toda e qualquer oscilação que você perceber nelas.

#3 – TAXA DE RETORNO DE SEUS INVESTIMENTOS

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A taxa de retorno é o quanto seus investimentos estão rendendo.

Você precisa prestar muita atenção nela e buscar construir uma carteira de ativos com uma boa alocação, para otimizá-la.
Um ponto de extrema importância: considere sempre os retornos acima da inflação, o que é chamado de “retorno real”.

Para isso, basta descontar a taxa de retorno de seu investimento da inflação do período analisado.
Então, se sua carteira rendeu 14% no ano passado e você percebeu que a inflação foi de 10,67%, significa que você teve um ganho real de…
3,33%?

Errado!

Como trata-se de comparação de taxa de juros, não é uma subtração simples que deve ser feita.
E sim, uma subtração composta.
Para isso, basta dividir 1+taxa de juros auferida por 1+taxa de juros da inflação e depois subtrair 1.
No caso: (1,14)/(1,1067)-1
A resposta correta é de 3,00%.

#4 – HORIZONTE TEMPORAL

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Em palavras simples: trata-se do prazo de seus investimentos.

No meu artigo sobre finanças pessoais, reservei alguns parágrafos para falar sobre o enorme poder dos juros compostos.
O poder dos juros sobre juros resultam da combinação da taxa de retorno com o horizonte de tempo.
Se você parar para pensar, um retorno de 12% num ano sobre um investimento de R$ 1.000,00 não é algo que chame muita atenção.
Afinal de contas, o lucro seria de apenas R$ 120.

Agora, se você repetir esse retorno de 12% por 30 anos, esses mesmos R$ 1.000 serão transformados em quase R$ 30.000.

Incrível, não?

#5 – SUAS DESPESAS FUTURAS

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Você não pode deixar de considerar as suas despesas no futuro, no seu planejamento financeiro.
Elas são muito importantes, porque nosso padrão de despesas costuma mudar ao longo da vida.

Um adolescente que mora com os pais, por exemplo, possui muito menos despesas do que um pai de família que sustenta seus filhos adolescentes…
Por isso, é importante que você tenha pelo menos uma estimativa de quanto “custaria” a vida de seus sonhos por mês.
Considere algumas despesas, como:

● Educação dos filhos
● Viagens anuais
● Planos de saúde
● Hábitos mais caros (mais jantares fora, por exemplo)

CONCLUSÃO

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A construção de um planejamento financeiro é simples, embora manter-se fiel a ele não seja algo fácil.

Espero que você tenha gostado deste artigo…

Compartilhe nos comentários, conosco, quais variáveis você domina melhor e quais você ainda tem para melhorar.

E não deixe de conhecer o Clube do Valor!

Nossa missão é muito semelhante à da Jornada do Dinheiro!

Forte abraço,

Ramiro Ferreira

  • Moacir Santana

    Uma pergunta: a fórmula do ROE é: Lucro Líquido / Patrimônio Líquido. Feita essa conta obtemos um índice, um percentual. Porém, qual é o critério para avaliar se a empresa é realmente boa: qto maior o índice melhor? Se o índice for maior é pq a empresa teve um lucro maior?

  • Moacir Santana

    E em relação ao indicador Preço sobre Lucro, qual seria o parâmetro? Poderiam explicar, por favor?

  • Fala, Moacir!

    Não entendi por que você fez essa pergunta neste artigo, mas vamos lá.

    Quanto maior o ROE, maior a lucratividade da empresa. É similar com o nosso rendimento pessoal: o valor do nosso rendimento sobre quanto investimos inicialmente.

    Normalmente, a Selic ou o CDI são utilizados como referência para isso: um retorno de cerca de 14% ao ano atualmente.

    O ideal é que uma empresa tenha um ROE acima disso, mas não é obrigatório. Depende muito do setor em que ela atua e do negócio dela.

  • O indicador P/L se trata do valor da cotação de uma ação sobre o lucro que a empresa gera por ação.

    Nesse caso aqui, quanto menor o valor, melhor (exceto se for negativo).

    Se for negativo, significa que a empresa deu prejuízo, em vez de lucro.

    O P/L representa, teoricamente, quantos anos demoraria para você ter o retorno do seu dinheiro investido. Por exemplo, um P/L de 10 diz que, se mantido o mesmo lucro no futuro, você terá o retorno do seu investimento em 10 anos.