COMPRAR OU ALUGAR UM IMÓVEL?

COMPRAR OU VENDER UM IMÓVEL

Comprar ou alugar um imóvel?

Talvez um dos maiores dilemas da família brasileira seja tomar essa decisão dificílima. Difícil porque estão incutidas na nossa sociedade as ideias de que “quem casa quer casa”, “quem compra terra não erra” e “imóvel é o bem mais seguro”.

Não são pensamentos totalmente equivocados, mas devem ser colocados em contexto. Será que você, leitor, tem dinheiro suficiente para comprar sua casa própria hoje?

Infelizmente, a resposta da maioria é “não”.

Porém, muitos simplesmente ignoram sua condição e querem a casa própria a todo custo, inclusive o de comprometer completamente o seu futuro financeiro.

No artigo “Por que não compensa comprar um imóvel”, o Leonardo Batistella analisa a questão entre alugar ou financiar um imóvel do ponto de vista financeiro, que foi justamente o que ele usou para decidir seu próprio caso.

Porém, hoje eu gostaria de expor algumas reflexões dos pontos de vista financeiro e subjetivo para que possamos avaliar em que situações seria mais interessante comprar ou alugar um imóvel.

1) Quais as vantagens de comprar a casa própria?

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a) Realização pessoal

Conforme dito no início do artigo, ainda é muito forte em nossa sociedade a questão de ter a casa própria.

Esse é um dos maiores sonhos dos brasileiros e, de fato, a realização pessoal de comprar um imóvel que é seu pode dar uma satisfação incrível.

b) Sensação de segurança e tranquilidade

A casa própria é um bem seu e que, a princípio, não pode ser tomado. Essa sensação de segurança também é um dos fatores mais decisivos para a escolha da compra.

c) Personalização

O seu próprio imóvel você pode personalizar da maneira que quiser, sem a necessidade de prestar contas a ninguém e sem estar utilizando seu dinheiro para melhorar o patrimônio de outra pessoa.

d) Possibilidade de valorização do patrimônio

Durante muitos anos, os imóveis tiveram uma valorização espetacular, algo que talvez não se repita tão cedo.

No entanto, o imóvel, por ser um bem físico, tende a repor pelo menos o valor da inflação do período. Isso teoricamente, pois é impossível saber se conseguirá vender o imóvel no preço desejado em caso de necessidade.

e) Imóveis estão mais baratos hoje

Por conta dessa valorização dos últimos anos e por causa da crise atual no país, temos uma grande oferta de imóveis desocupados, seja por inquilinos que não conseguem pagar o aluguel ou financiamento, seja por proprietários que precisam do dinheiro e precisam vender suas casas.

Seja qual for o motivo, quem tiver dinheiro disponível hoje (ou talvez até o próximo ano) pode fazer um belo negócio, sempre procurando barganhar um desconto à vista ou tentando dar um bom valor de entrada para diminuir o prazo do financiamento.

f) Obrigação de “guardar” dinheiro todo mês

No caso de uma compra por financiamento ou consórcio, você é obrigado a pagar aquelas parcelas todos os meses. É uma espécia de poupança forçada.

Mesmo pagando juros ou taxas, alguns justificam ser uma boa escolha por não terem a disciplina de guardarem o dinheiro por conta própria.

2) Quais as desvantagens de comprar a casa própria?

a) Imobilização de dinheiro

Um imóvel, como o próprio nome já diz, imobiliza seu capital, ou seja, o valor do imóvel é um dinheiro seu, mas que não pode ser utilizado a menos que decida vender a casa.

Na área financeira, é o conceito conhecido como custo de oportunidade, ou seja, seu dinheiro poderia estar sendo melhor aproveitado em uma aplicação financeira que estaria gerando rendimentos para você.

Poderia até mesmo utilizar parte desses rendimentos para pagar seu custo de vida ou outros desejos de menor valor, como viagens, roupas, eletrônicos, etc.

Para efeito de exemplo, um imóvel no valor de 300 mil reais renderia cerca de 3 mil reais por mês se o valor fosse aplicado no mercado financeiro.

b) Imobilidade geográfica

Quando você compra um imóvel, acaba ficando “preso” à localização dele.

Imagine que você tenha estudado bastante o melhor local para morar. No entanto, cerca de 5 anos depois, começa a haver uma favelização daquela região.

É possível que você não queira mais morar lá, mas ainda está preso ao financiamento ou, caso já tenha quitado, não será tão fácil vender.

Outra possibilidade é a de você ter uma oportunidade de emprego em uma outra região da cidade ou até mesmo em outro estado, outro país.

Esses são alguns fatores que devem ser levados em consideração.

c) Possibilidade de desvalorização do patrimônio

Assim como pode haver valorização dos imóveis. Também é possível que haja desvalorização.

Como mencionado na parte de vantagens, os imóveis tiveram uma grande valorização nos últimos anos e, hoje, pode ser que essa valorização futura não seja tão expressiva, com probabilidade até mesmo de prejuízo.

Para quem pensa em morar ali por muitos anos, isso não seria um grande problema. Porém, é necessário pensar muito bem por conta do item “b”.

d) Risco de não conseguir honrar os pagamentos

No caso de um financiamento ou consórcio, existe o risco de você não conseguir honrar uma dívida tão longa com pagamentos pesados.

Caso isso aconteça, você corre o risco de ficar sem o imóvel e perder tudo aquilo que investiu nesse bem. Ou seja, enquanto o financiamento não for quitado, o imóvel não é realmente seu.

e) Risco de pagar muito mais do que o imóvel vale

Esse risco é mais comum no caso de um financiamento ou consórcio por conta dos juros e das taxas.

Com esses custos embutidos, você pode acabar pagando o dobro do valor real do imóvel do que se tivesse pagado à vista.

Na semana passada, escrevi o artigo “Quero minha casa! Faço consórcio ou financiamento?” no blog Me Poupe para decidir qual das duas opções era mais vantajosa.

3) Quais as vantagens de morar de aluguel?

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a) Menores gastos

Os gastos com aluguel são muito inferiores aos gastos de um financiamento ou consórcio e, até mesmo, do que de uma casa própria (uma vez que o desembolso do valor total da casa foi um gasto e tanto!).

Se considerarmos um aluguel médio mensal no valor de 0,5% do valor do imóvel, demoraria 200 meses (16 anos e meio) para o gasto com aluguéis se igualar ao preço da casa.

b) Maior mobilidade geográfica

Ao alugar um imóvel, você pode selecionar o local mais adequado às suas necessidades. Por que gastar horas no trânsito morando longe do seu trabalho ou faculdade?

Surgiu uma oportunidade de morar no exterior? Seu novo vizinho é muito barulhento? Sua casa está ficando pequena demais para os filhos que estão crescendo? Cancele o contrato de aluguel, pague uma multinha e saia feliz!

É muito mais simples do que os trâmites para vender um imóvel.

c) Maior possibilidade de escolha

Quando queremos comprar a casa própria, muitas vezes optamos por escolher um preço que caiba no nosso bolso, seja o valor à vista ou o tamanho de cada parcela.

No caso do aluguel, é possível morar em uma casa com padrão construtivo e localização muito melhores do que uma que você conseguiria comprar.

Partindo do pressuposto de que um financiamento custa cerca de 1% ao mês e o aluguel é de 0,5%, com o mesmo valor disponível, seria possível morar em uma casa que custasse o dobro do valor da que você conseguiria comprar.

Além disso, muitos casais compram uma casa grande já pensando nos futuros filhos que terão. Porém, enquanto os filhos não chegam, estão pagando por uma casa muito acima do padrão que precisam e que conseguem bancar.

No caso do aluguel, isso pode ser feito gradativamente, começando com um imóvel pequeno na vida a dois e aumentando aos poucos conforme a família cresce.

d) Acumulação maior de patrimônio

Vamos supor que você tenha um valor de 300 mil reais, suficiente para comprar um imóvel à vista. Seria melhor comprar aquele apartamento que você tanto deseja ou investir esse valor para multiplicar seu dinheiro?

Muitos optariam pela segurança de ter sua casa própria, mas, pensando friamente, responda: é mais fácil chegar de 0 reais a 300 mil reais ou de 300 mil reais a 600 mil reais?

Exatamente. Com os 300 mil reais em mãos, você poderia investir esse capital que, atualmente, seria possível de ser dobrado em cerca de 6 anos nos investimentos mais conservadores.

Então, depois de 6 anos, você teria mais de 600 mil reais em mãos, poderia comprar sua casa e ainda sobrariam 300 mil para continuar multiplicando seu patrimônio.

e) Economia para comprar posteriormente

E se você não tivesse o valor para comprar à vista? Qual seria a alternativa?

Você se lembra que no item “c” comentei que o financiamento normalmente custa 1%, enquanto o aluguel custa 0,5%, certo?

Está aí o grande pulo do gato!

Em vez de morar de aluguel em um imóvel de padrão melhor, você poderia pegar esses outros 0,5% e investir para, no futuro, conseguir comprar sua casa.

Vamos transformar em números: em um imóvel de 300 mil reais, o financiamento fica cerca de 3 mil reais por mês, enquanto o aluguel fica em 1.500 reais.

Se o financiamento cabe em seu bolso, então o aluguel também cabe, certo? E ainda sobraria 1.500 reais que você poderia investir todo mês para comprar sua casa no futuro.

Utilizei este simulador do site do Gustavo Cerbasi e constatei que, aplicando 1.500 reais mensalmente, a uma taxa de rentabilidade de 1% ao mês, com inflação de 0,6% ao mês e imposto de renda de 15% ao final, conseguiria mais de 300 mil reais em 163 meses, cerca de 13 anos e meio.

Esse prazo costuma ser muito inferior aos financiamentos que vemos por aí, geralmente de 20 a 30 anos.

f) Dinheiro em mãos

Esta situação é muito parecida com a do item “d”, mas, em vez de manter investido para comprar um imóvel no futuro, a ideia seria de morar sempre de aluguel e ter um patrimônio financeiro cada vez maior.

Supondo novamente os 300 mil reais, você teria um rendimento mensal de 3 mil reais. Desse valor, 1.500 reais iriam para o pagamento do aluguel, enquanto os outros 1.500 restantes poderiam ser reinvestidos.

“Mas que vantagem levo nisso? Está parecendo o item ‘e’…”

Exceto por um pequeno detalhe: no item “e”, os pagamentos estão sendo feitos com o seu próprio salário. Aqui, os pagamentos são feitos com sua renda passiva. Ou seja, seu salário está totalmente livre para ser utilizado com os demais gastos.

4) Quais as desvantagens de morar de aluguel?

a) Pagamento de algo que não é seu

Talvez a maior crítica de morar de aluguel seja o fato de pagar por um bem que não é seu. Alguns até vão além: “fazendo isso, estou pagando o imóvel pelo proprietário”.

Não é uma visão equivocada, mas é simplista demais.

Falarei mais a fundo o que penso sobre isso no item “5) Morar de aluguel é jogar dinheiro no lixo?”

b) Reformas e melhorias em algo que não é seu

Eventualmente, para manter o imóvel um lugar agradável de se morar, serão necessárias reformas e melhorias que sairão de seu bolso, mas que agregarão valor ao proprietário.

Às vezes, essas obras são negociadas com o proprietário na forma de algum pequeno desconto no aluguel.

Mesmo assim, temos uma sensação ruim de desembolsar por algo que não é nosso.

c) Necessidade de seguro fiança

Como forma de garantia que você conseguirá manter o compromisso de pagar os aluguéis, o proprietário provavelmente pedirá um seguro fiança.

Ele é feito junto a uma seguradora e custa, em média, 2 a 3 vezes o valor de um aluguel, podendo ser parcelado em 4 vezes (e algumas empresas aceitam em até 12 vezes).

Outras formas de garantia seriam o depósito caução ou um fiador, mas o seguro fiança se mostra muito mais confiável, tanto para o inquilino quanto para o proprietário.

d) Instabilidade

Quem mora de aluguel não tem a estabilidade de poder ficar naquele local até quando desejar.

A qualquer momento, o proprietário pode solicitar a saída, mesmo que você seja um bom pagador e que cuide bem do imóvel dele.

Pode acontecer de ele querer morar no imóvel, pode precisar vender para pagar dívidas, pode querer presentear um filho.

Enfim, existem inúmeros motivos para que um proprietário solicite a sua saída. E, às vezes, nem mesmo dão um tempo hábil suficiente para que você encontre outro local.

e) Reajustes no valor do aluguel

Assim como o valor dos imóveis pode aumentar, o aluguel deles também costuma ter um reajuste anual, normalmente pelo IGP-M, mas pode ser também por outro índice, conforme estabelecido no contrato de locação.

Em períodos de economia aquecida, os proprietários ficam com os inquilinos na mão, pois não ficam com muito receio de perder os inquilinos, em caso de um reajuste alto, uma vez que fica mais fácil de encontrar novos inquilinos.

Por outro lado, em época de maior oferta do que demanda, o inquilino é que pode solicitar reajustes para baixo, pois os proprietários preferem manter o imóvel alugado por um valor mais baixo do que um imóvel vazio.

5) Morar de aluguel é jogar dinheiro no lixo?

Conforme dito no início do artigo, é natural que as pessoas pensem que, ao alugar um imóvel, estão jogando dinheiro no lixo, pois poderiam estar pagando um financiamento ou consórcio para comprar a casa própria.

Porém, eu gostaria de levantar a seguinte reflexão: o aluguel nada mais é do que a contratação de um serviço. Você adquire o direito de utilizar um imóvel que não é seu.

Podemos levar essa lógica para diversas áreas de nossa vida que fazemos naturalmente, mas que se torna um “crime” quando se trata de moradia.

Por exemplo, quando andamos de ônibus ou táxi, estamos contratando um serviço, seja por ser mais econômico ou prático do que ter ou utilizar um carro próprio.

Comemos em restaurantes para usufruir de diferentes culinárias, pratos ou mesmo locais, que, em casa, não nos daria a mesma satisfação. Fazer churrasco em casa pode ser muito bom, mas ir a uma churrascaria para desfrutar de uma maior variedade de carnes e com o atendimento profissional pode ser a preferência de muitos.

A maioria de nós compra roupas, sendo que poderia aprender a costurar por conta própria. Por que não? Muitos fazem suas próprias roupas, mas a maioria prefere comprar.

Quando vamos à praia, alugamos um apartamento ou quarto de pousada para ficar. Por que não comprar uma casa de praia? Alguns acham isso vantajoso quando vão muitas vezes para o mesmo lugar. Outros preferem ter o dinheiro para alugar e conhecer lugares diferentes.

Enfim, citei vários exemplos simples que encaramos de forma tão natural que nem enxergamos o mesmo tipo de relação que é o aluguel da casa para moradia.

Tenho certeza que há inúmeros outros casos. Se você souber de algum que não citei, compartilhe nos comentários abaixo!

O que eu quis mostrar é que o aluguel não deve ser encarado como um desperdício, mas sim como o usufruto de um serviço que precisamos em determinados momentos da vida.

Considerações finais

Primeiramente, parabéns a você que leu até aqui! Significa que está bastante interessado em aprender e realizar reflexões para tomar as melhores decisões para sua vida!

Para relembrar as vantagens e desvantagens entre comprar ou alugar um imóvel, veja a tabela abaixo:

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Analisando cada um desses pontos, podemos concluir que não existe definitivamente a melhor escolha.

Tudo deve ser considerado de acordo com o seu perfil e de sua família.

Por exemplo, não faz muito sentido em um jovem solteiro querer comprar um imóvel caro já pensando na futura esposa e filhos. Seria mais interessante ele morar de aluguel em um lugar mais simples e focar em se aprimorar e também investir para construir uma riqueza.

Já para um casal mais bem estabelecido, com 3 filhos e trabalho estável, comprar uma casa perto da empresa e colocar os filhos em uma escola das redondezas pode ser uma estabilidade que a família almeja.

O que não pode acontecer é de tomar uma decisão precipitada que comprometa o orçamento familiar e, consequentemente, os laços entre os entes por falta de planejamento.

A felicidade e a riqueza vão muito além da casa própria.

Ficarei muito grato se você compartilhar sua experiência com relação à casa própria. Como se planejou para a compra?

Caso more de aluguel, quais os motivos que o levaram a optar por essa escolha?

Deixe seu comentário para continuarmos o debate!

Grande abraço!

Vitor Hernandes

  • Muito boa sua análise Vítor. Todos deveriam fazer esta análise antes de sair comprando seu primeiro imóvel desesperadamente. Parabéns!

  • Airton Dias

    Muito bom Vitor, e lembrando que imóvel não é ativo e sim passivo, porque tira dinheiro do seu bolso.

  • Muito obrigado, Dorival!

    Infelizmente, muitos fazem por pressão da sociedade e acabam cavando buracos difíceis de serem fechados…

    A propósito, você já está no nosso grupo de discussão do Facebook?

    Convido você para os debates por lá também: http://jornadadodinheiro.com/grupo/

    Grande abraço!

  • Valeu, Airton!

    Exatamente, o imóvel para moradia acaba sendo um passivo, pois não traz nenhum retorno.

    É possível transformar imóveis em ativos, mas já entra em outro contexto!

    A propósito, você já está no nosso grupo de discussão do Facebook?

    Convido você para os debates por lá também: http://jornadadodinheiro.com/grupo/

    Grande abraço!

  • Anderson Henrique Chaves

    Outro ponto interessante a ser considerado é o meio termo.

    Não devemos olhar apenas para o que sai mais barato pq existem questões emocionais envolvidas.
    Como por exemplo. Como ja irei casar em breve, vou procurar imóveis pra alugar, justamente pelo fator racional.
    1- não tenho dinheiro suficiente pra comprar uma casa
    2- odeio pagar juros
    3- não quero pagar 2, ou 3 vezes por um imóvel

    No entanto, apesar da economia feita durante esse período de aluguel e reinvestindo o dinheiro que sobra, pode ser uma vontade sua ter uma casa própria em algum periodo da vida seja mais pra frente ou no curto prazo.

    Então, meu raciocínio tem sido esse. Economizar agora pra no mínimo dar uma boa entrada, ou ir construindo minha casa do meu jeito aos poucos. Mas entrar liso num financiamento e financiar 100% acho mt pesado

    Como diz Robert Kiosaky, o imóvel nada mais é do que um buraco onde você enterra dinheiro. E pior. Quando você precisa desenterrar por algum motivo, descobre um saco com metade das moedas pq rasgou e o restante ficou perdido pelo solo.

    abçs e excelente artigo

  • Fala, triatleta!

    Com certeza, tudo deve ser feito com planejamento adequado!

    Tendo um valor acumulado para uma boa entrada é excelente!

    Tenho ouvido falar sobre boas opções de imóveis em leilão, mas ainda não pesquisei a fundo. Pode ser uma opção!

    A propósito, quando é o casório? Não esquece do meu convite!

    Grande abraço!

  • Luciano

    Vitor, boa noite! Tudo bem? Parabéns pelo texto. Gostaria de uma dica: Tenho uma casa financiada no valor de 130mil, ainda faltam 100mil para terminar o financiamento. O juros é absurdo, cerca de 700 reais por mês. Devo arrumar um jeito de quitar ou amortizar a divida ou com esse dinheiro investir em outro negocio (Tesouro direto, fundos, etc…). Obrigado

  • Fala, Luciano! Tudo bem?

    No caso, você teria os 100 mil para quitar o restante do imóvel?

    Aí, é interessante pensar quanto esses 100 mil renderiam para você. Atualmente, conseguimos encontrar investimentos que rendem cerca de 0,8 a 1% ao mês, o que seria 800 a 1.000 reais com 100 mil investidos.

    Caso você tenha esses 100 mil e consiga manter os pagamentos com seu salário, sem precisar resgatar do investimento, é mais vantajoso investir esse valor e continuar pagando com o fluxo mensal que você recebe do salário, pois o valor que você estaria recebendo no investimento seria superior ao valor pago no financiamento.

    Espero que tenha ajudado!

    Grande abraço!

  • Samuel Gonçalves

    Prezado, boa tarde!

    Tenho um apartamento, que comprei a mais tempo. Devo 116 mil nele, ou seja, ele é do banco. Devo permanecer com ele ou vender e alugar um imóvel, pensando apenas financeiramente o que é melhor?

  • Fala, Samuel!

    Pensando somente pelo lado financeiro, é mais vantajoso ter o dinheiro de um imóvel aplicado em investimentos e rendendo para você. Com o valor dos rendimentos, você conseguiria pagar tranquilamente o valor do aluguel.

    No entanto, existe a questão psicológica, que é a mais complicada de agradar. Se você tem o sonho da casa própria, não existe cálculo matemático que tire essa ideia da cabeça.

    Quanto você conseguiria se vendesse a parte atual que tem? Somente para tentarmos ser mais precisos aqui.

  • Rodrigo

    Olá Vitor. Estou gostando muito deste site. Agradeço, em nome de muitos que desejam arrumar uma alternativa de investimento para o nosso dinheiro suado de cada dia.

    Estou com uma dúvida enorme. Sou solteiro, não tenho filhos e moro no RJ com meus pais e desejo ter a minha privacidade. Tenho cerca de R$ 100.000,00 “investidos” em poupança e condições de realizar aportes mensais de no mínimo R$ 500,00. Me apareceu a oportunidade de comprar um imóvel novo por R$ 90.000,00 , porém não muito espaçoso. Tenho lido muito sobre investimentos no Tesouro Selic e fiquei interessado nesta modalidade. Agora que é o X da questão! Compro o imóvel mesmo não sendo grande e sem garagem? Invisto o dinheiro no Tesouro Direto e continuo morando com meus pais para aumentar o poder de compra? Não cito a opção de aluguel, pois encontram-se na faixa dos R$ 1.200 e tenho um salário de aprox. R$ 3.200,00. Se puder orientar desde já agradeço.

  • Fala, Rodrigo!

    Muito obrigado pelos elogios!

    A opção financeira mais vantajosa sem dúvidas é de continuar morando com seus pais enquanto acumula mais capital.

    No entanto, a parte psicológica também pesa bastante. Se você quer mais privacidade, a melhor opção seria o aluguel mesmo. Você não conseguiria encontrar algo bem mais simples por um valor menor? Talvez uma kitnet, studio, enfim…

    A compra de um imóvel poderia atrasar demais sua tranquilidade financeira, pois não é somente o valor dele em si. Existe também a manutenção, eventuais reformas, mobílias, IPTU, contas em geral…

    Imobilizar 90 mil reais é algo arriscado quando sobraria somente 10 mil para o restante do que você precisa.

    E depender do seu fluxo de salário é estar na corrida dos ratos, como infelizmente a maioria da população está, mas não deveria.

    É claro que o que sempre acaba falando mais alto é a emoção e os desejos, então cabe a você colocar todos esses prós e contras na balança para tomar sua decisão!

    Participe também do nosso grupo no Facebook, onde você pode levantar essa excelente questão e receber a opinião de outros participantes! Acho que isso sempre enriquece os debates: http://jornadadodinheiro.com/grupo/

    Grande abraço!

  • Fernando Araújo Bagno da Silva

    Olá @vitor_shimada_hernandes:disqus, tudo bem? Não conhecia você nem o site mas cai na minha primeira busca sobre essa decisão que estamos pra tomar em família hoje. Vou citar minha situação atual e será que poderia fazer seu comentário?

    Hoje moramos num apartamento cedido por meu pai mas que logo logo será vendido (ou alugado). Por esse motivo estamos pensando em ou comprar o imóvel ou então alugar um. O valor do financiamento hoje na simulação é de ~R$ 1.400,00 por 36 meses em um lugar que fica ~40km de nossos trabalhos. Já o aluguel em um lugar próximo ao trabalho, tão próximo que podemos vir a pé, custa o mesmo preço. Minha duvida é: vale a pena comprar o imóvel, mesmo que a prestação caiba em nosso bolso e continuar tendo tanto gasto com mobilidade, ou vir para um lugar mais próximo, ter o conforto de mobilidade, economizar com o carro e então investir numa poupança (meu perfil é mais conservador, não tenho “sangue” para investimentos mais arriscados.)

  • Fala, Fernando! Tudo certo?

    Só para me ajudar a entender melhor: nesse caso do financiamento, quanto você teria dado de entrada? Pois seria mais um valor para você computar a seu favor no caso de optar pelo aluguel (valor que poderia ser investido para comprar a casa no futuro).

    Sobre a localização, acredito que morar perto do seu trabalho dê uma ENORME diferença para sua qualidade de vida. Além dos gastos com transporte, você deve também contar o seu tempo (que é importantíssimo) e o estresse de ficar horas no trânsito.

    Sinceramente, acho que isso traria muito mais conforto para sua família, mesmo não sendo a sua casa própria. É claro que sempre há o risco de o proprietário solicitar uma saída, mas tente ser sempre um bom inquilino, pagando em dia e cuidando bem do imóvel, que dificilmente o dono arriscará despejar você para colocar um inquilino que pode ser ruim.

    Tem também a parte psicológica de que a maioria quer sua casa própria. Mas financeiramente falando e pensando em qualidade de vida, eu optaria com certeza pelo aluguel próximo ao trabalho.

    E, enquanto morar de aluguel, junte um valor para conseguir comprar sua casa no futuro, se assim desejar.

    Sobre a questão de guardar na poupança, é natural que você pense assim por ainda não conhecer outros investimentos que são inclusive mais seguros do que a poupança. Sugiro a leitura deste artigo: http://jornadadodinheiro.com/investir/a-nova-poupanca/

    Também convido você a participar do nosso grupo no Facebook, onde discutimos diversas dessas questões diariamente: http://jornadadodinheiro.com/grupo/

    Espero que tenha ajudado!

    Grande abraço!

  • Fernando Araújo Bagno da Silva

    Então, no nosso caso é uma entrada que não é nossa. É uma espécie de “herança em vida”, no qual de 210.000, 60.000 seriam descontados para financiar apenas 150.000. Então não dá pra contar com que minha família tenha esse dinheiro, pois a condição de uso é única e exclusiva neste financiamento específico.

  • João

    Bom dia @vitor_shimada_hernandes:disqus !

    Vim tentar te falar de uma situação que estou passando que por enquanto não está relacionada a imóvel, porém pode ser pra um futuro próximo, mas mesmo assim gostaria da sua ajuda se possível.

    Cara moro com a minha mãe e minha irmã, pois minha mãe se separou recentemente o que me tornou o “homem da casa” e temos uma dificuldade que é a de não ter um automóvel. Hoje eu moro e trabalho em uma cidade pequena do interior de São Paulo, porém como a maioria das cidades pequenas não temos tanta opção para varias coisas que precisamos o que acaba fazendo que precisamos ir fora para isso. Atualmente eu faço MBA aos sábados em uma cidade 150km de distancia, sendo assim necessito mesmo do automóvel. Vamos as situações que pensei as quais gostaria de sua opinião:

    Hoje eu consigo aplicar na poupança cerca de R$ 500,00 por mês até o fim de 2016 + 13º. Em 2017 consigo guardar cerca de 50% do meu salário com um bom planejamento o que seria em torno de R$ 1.250,00.

    Como dito precisamos de um carro, porém eu não gostaria de financiar, pois pagaria entre 2 e 3 carros. Pensei então em guardar um dinheiro até Abril/2017 +/- uns R$ 10.000,00, pegar esse valor e fazer um consórcio (carta de crédito) no valor de R$ 30.000,00 e dar esse valor poupado de entrada e diminuir nas parcelas..

    O que você acha? Seria uma boa opção ou acha melhor algum outro negócio?

    Fico no aguardo, Abraço!

  • Fala, João! Tudo certo?

    Legal que você já tenha uma mentalidade de poupar, pois a maioria das pessoas nem isso consegue.

    Realmente, um automóvel dá muito mais praticidade para o dia a dia, principalmente você morando no interior, onde o transporte público tem muito menos opções.

    Só sugiro para que NÃO faça consórcio, porque você sairia em desvantagem em qualquer cenário:

    – Dar um lance alto e conseguir o carro: você precisaria continuar pagando as demais parcelas do consórcio, que teriam reajustes e seu carro sendo depreciado com o tempo. Ao final dos pagamentos, você teria pago mais do que o valor do carro e teria um bem já depreciado.

    – Conseguir o carro somente no final: você não poderia usufruir do bem imediatamente, mas teria uma carta de crédito em um valor melhor. No entanto, se investisse o dinheiro em vez de pagar o consórcio, conseguiria acumular muito mais.

    Veja que, no primeiro caso, o financiamento seria mais interessante, pois você teria a certeza de poder usufruir do carro desde o começo. No segundo caso, investir seria MUITO melhor.

    Portanto, caso precise realmente do carro, opte pelo financiamento.

    Outra dica: em vez de comprar carro zero, pesquise carros com 1 ou 2 anos de uso, pois dificilmente terão problemas mecânicos e o valor já estará bem depreciado em relação ao zero.

    Espero que tenha ajudado.

    Grande abraço!

  • João

    Tudo certo Vitor!

    Sim cara além de aumentar a praticidade, eu me vejo em necessidade, pois não tem automóvel em casa e no caso de urgência a situação piora. Não é uma coisa que eu acho um investimento, porém hoje me vejo com necessidade do mesmo.

    Então cara o meu pensamento referente ao consórcio ser mais interessante é pelo seguinte fato:

    Consórcio de R$ 30.000,00 com uma taxa de 17,5% sendo 14,5% taxa administrativa e 3% fundo de reserva, ou seja, no fim do mesmo eu pagaria R$ 35.250,00 é isso? No caso daria o lance de R$ 10.000,00 que teria poupado o poderia ser abatido no valor da parcela que inicialmente é de R$ 490,24 ou no número de parcelas que inicialmente é de 72 meses.

    Já um financiamento no valor de R$ 30.469,00 dando os mesmos R$ 10.007,00 e financiando então R$ 21.160,05 pagaria uma parcela de R$ 676,09 no prazo de 60 meses o que daria um montante de R$ 40.565,40, sendo assim pagaria 91,71% a mais do que o financiado.

    No caso do consórcio teria que comprar um carro de no máximo 5 anos de uso, já no financiamento o prazo pode ser em média 10 anos…

    Essas informações foram simulações feitas no site do Banco Bradesco, eu ainda preciso ir até as instituições financeiras para pesquisar onde é mais barato.

    Diante dessas informações Vitor, mesmo assim você acha que compensa o financiamento ao invés do consórcio?

    Abraço

  • Fala, João!

    Muitos bons cálculos! Faltou somente considerar o reajuste anual das parcelas do consórcio. Esse reajuste é feito com base na tabela do fabricante do carro ou na tabela FIPE, o que, em um prazo mais alongado, aumenta demais o valor total pago.

    Você pode consultar essa inflação da FIPE neste link: http://www.portalbrasil.net/ipc.htm

    Veja que a média costuma ser na casa de 5 a 6% ao ano, mas em 2015 foi de 11%.

    Se o parcelamento for em somente 60 meses, creio que o consórcio está saindo em um valor melhor. Espero que eu não tenha esquecido nenhum outro detalhe.

    Enfim, agora a questão é se você teria disposição para esperar vários meses caso não conseguir ser contemplado no início.

    Espero que tenha ajudado.

    Grande abraço!

  • João

    Correto Vitor, eu realmente não sabia dessa questão do reajuste no valor das parcelas, pois é ainda não fui pesquisar a fundo nos bancos, porém creio eu que como são vendedores as vezes não me falariam também. Preciso fazer uma lista de perguntas a serem realizadas, pois preciso estar ciente das situações para tomar a melhor decisão. Pensando então Vitor no caso desse reajuste anual se eu realizar a compra do veículo através do consórcio o mais interessante seria diminuir a quantidade de parcelas ao invés do seu valor?

    Então Vitor poder esperar é uma questão relativa, pois quando preciso mesmo do carro tipo pra ir no MBA eu pego emprestado da empresa onde eu trabalho, no caso eu iria continuar até acumular o montante de pelo menos uns R$ 10.000,00.

    Agora outra ajuda se possível claro.. Quanto eu poupar esse dinheiro em média de R$ 500,00 por mês esse ano o que já começou em Agosto + 13º e a partir do ano que vem uma previsão de R$ 1.250,00 por mês. Você acha melhor poupança mesmo ou um outro tipo de investimento em renda fixa, exemplo CDB.

    Lembrando que esse valor poderá ser sacado a qualquer momento para compra do automóvel.

    Obrigado por enquanto, Abraço!

  • Fala, João!

    Seja consórcio ou financiamento, o tempo sempre está contra você. Pagará parcelas mais altas pelos reajustes ou pelos juros. Quanto menor o tempo, melhor.

    Quanto ao investimento, você pode colocar no Tesouro Selic ou em algum CDB com liquidez diária. Nos bancos falados neste artigo você consegue investir a partir de valores mais baixos: http://jornadadodinheiro.com/investir/cdb-sofisa-daycoval-ou-intermedium/

    Grande abraço!

  • daniel

    Vitor, tenho 33 anos, casado, sem filhos, servidor publico. Tenho 600 mil. Considerando apenas o aspecto financeiro. Preço atual e no curto/medio prazo dos imóveis e possibilidades de ganhos na renda fixa hoje e nos próximos anos. Qual seria a melhor opção? Encontrei um apto que vale 570 mil por 530 mil. Se nao compra-lo agora vou morar de aluguel nele por 2 mil mensais. Como estratégia de investimento nesse caso vale a compra?

  • Fala, Daniel!

    Do ponto de vista financeiro, é mais interessante ter um patrimônio com mais liquidez, ou seja, ter os 600 mil reais investidos, em vez de imobilizar o montante em algo que você não conseguirá vender.

    A liquidez dá uma flexibilidade enorme para sua vida, tanto em termos geográficos quanto no de escolhas de gastos mesmo.

    Veja que, com 600 mil reais investidos, você conseguiria cerca de 5 a 6 mil reais por mês, dependendo da aplicação.

    Seria suficiente para você pagar o aluguel e ainda sobraria uma boa grana para outros fins.

    É claro que o imóvel também pode se valorizar e você vender com um lucro no futuro. Aí depende do que você preza mais: ter um imóvel + 70 mil investidos (que daria cerca de 500 a 700 reais por mês) ou ter 600 mil investidos que renderiam os 5 a 6 mil.

    Não existe uma escolha certa, apenas a que deixa você mais confortável.

    Grande abraço!

  • Braga

    Vitor! Excelente texto!! Muito bom!!

    Gostaria de compartilhar com você que é um especialista no assunto uma decisão que estou prestes a tomar. Desde que fiquei noivo da minha atual esposa, em 2006, sempre tivemos o sonho de morar em uma cobertura aqui em BH. Porém nossa renda limitava e muito este sonho. Ao invés de dar um passo maior que a perna, decidimos então em dar dois passos menores. Em meados 2009 adquirimos uma cobertura pequena de 2qts com 98m2 e 1vg de garagem por 105 mil. Entramos com 20% do imóvel e financiamos pela Caixa o restante em 25 anos. Graças á Deus conseguimos quitar o financiamento em 2015, com apenas 6 anos morando no imóvel. (1º passo dado) Agora em 2016 vendemos o imóvel por 250 mil e encontramos uma oportunidade de negócio, no imóvel que sonhavamos anos atrás. Uma linda cobertura de 220m2, com 3qts, e 4vg de garagem em um excelente bairro de BH. Descrevendo dessa maneira vc já deve ter notado que o imóvel realmente superou nossas expectativas. Porém o preço estava muito salgado R$ 650 mil, de início nem demos muita bola, porque realmente estava muito acima das nossas capacidades. Porém ao saber que estávamos com 250 mil reais em mãos o corretor nos levou para conversar com o construtor. Descobrimos que ele construía dois prédios por ano e em 2014 resolveu construir 6 empreendimentos. Ai vc já imagina, veio a crise e paralisou 4 das 6 obras que ele tocava. Diante da nossa melhor oferta que foi de 500 mil ele aceitou por 505, ficando 5 mil para o corretor. Solicitei uma avaliação profissional para verificar se realmente o imóvel valia o que estavam pedindo, o laudo do engenheiro apontou o valor de mercado de R$ 629 mil. Agora a situação é a seguinte: Temos os 250 em mãos e boas opções para investir e conquistar uma renda passiva com investimentos, pois já invisto um pouco das minhas economias em CDB e Tesouro Direto. Do outro lado o imóvel dos sonhos meu e da minha esposa e dos filhos que Deus permitir. E claro, um financiamento de R$ 275mil (restante + ITBI, avaliação, etc), com CET de 11% ao ano e 360 parcelas. Minha situação: Tenho 36 anos, sou tecnólogo em manutenção industrial, trabalho na área á 10 anos na mesma empresa, Minha esposa tem 33 é arquiteta, também trabalha na área a mais de 11 anos. Temos 6 anos de casados e planos de ter filhos daqui uns 2 a 3 anos. Renda bruta família de 11 mil reais. E ai?

  • Fala, Braga! Muito obrigado pelo comentário!

    A decisão acaba sendo muito mais psicológica e subjetiva, pois se trata de um sonho de consumo de vocês. Seria muito fácil eu chegar e falar que financeiramente falando seria prejudicial, mas vivemos a vida para conquistar nossos sonhos também.

    Dito isso, levanto somente algumas questões para sua reflexão.

    Você precisa realmente de uma cobertura assim? Com 3 quartos e 4 vagas de garagem, sendo que vocês ainda não têm nem filhos? Não seria um espaço grande demais para duas pessoas?

    Claro que os filhos estão nos planos e podem vir quando menos esperamos, mas até realmente precisarem de um lugar maior vocês conseguiriam juntar ainda mais dinheiro para aumentar o valor da entrada e diminuir as parcelas.

    Por outro lado, o imóvel que está saindo por 505 mil hoje pode ser cobrado por 650 mil daqui a uns anos.

    Se você comprasse esse imóvel, teria uma reserva financeira confortável para o seu dia a dia e eventuais emergências?

    O financiamento comprometeria grande parte da sua renda?

    A decisão final é com vocês, pois seria a realização de um sonho. E isso é importante na vida, desde que esse sonho não comprometa a sobrevivência (como infelizmente é o caso da maioria da população que se mete em financiamentos que não dá conta de pagar).

    Espero que tenha ajudado!

    Grande abraço!

  • Virginio Sanches

    Vitor, seu texto é um dos mais completos e claros que encontrei sobre o tema. Parabéns.
    Meu caso é o seguinte: acabo de me aposentar aos 59 anos, moro com minha esposa e recebo esporadicamente a visita de filhos e netos. Vendi minha casa num bairro nobre do Rio de Janeiro, à vista, e tanto posso comprar outra na Serra quanto alugar uma de padrão melhor do que conseguiria comprando o imóvel. Ressalte-se que sempre pensei na minha ex-casa como minha aposentadoria confortável, pelo valor que conseguiria por ela. Neste momento bate a dúvida: aplico o dinheiro e alugo um novo imóvel, que pagarei com parte dos rendimentos, ou imobilizo parte desse capital na compra de outra casa, reduzindo assim minha liquidez? Sei que vc já deu todos os argumentos pró e contra no seu artigo, mas gostaria de ter um comentário seu a respeito, se possível. Abraço.

  • Fala, Virginio!

    Muito obrigado pelas palavras!

    Creio que você pensou certo em tratar a casa como uma aposentadoria confortável, pois de fato dá uma tranquilidade. Na aposentadoria, o que menos queremos é passar por estresses e é aí que muitos justificam o fato de ter uma casa (usam esse argumento até mesmo no início da vida financeiramente ativa, mas acho que fica mais forte na aposentadoria).

    Achei muito interessante você cogitar a ideia de morar de aluguel nessa fase da sua vida, em que normalmente se busca mais estabilidade.

    A principal questão é: sua esposa concorda em morar de aluguel para ter um valor maior com liquidez e vocês poderem desfrutar de outras experiências, abrindo mão da casa própria?

    Em termos financeiros, sem dúvida é mais interessante morar de aluguel e ter uma grande quantia investida para arcar com os gastos do dia a dia e demais objetivos que vocês tenham.

    Em termos de estabilidade, morar de aluguel pode ser um incômodo caso o proprietário do imóvel solicite a saída de vocês.

    Acredito que sua melhor escolha nesse momento é não entrar em conflito com a esposa!

    Espero que minhas opiniões tenham ajudado!

    Grande abraço!

  • SARAH RIBEIRO

    Bom dia Vitor!!! adorei seu texto mas mesmo assim fiquei na dúvida do meu caso, e gostaria q vc com sua experiencia analisasse e me ajudasse….Estou morando de aluguel, do qual pago 2 mil reais por mês ( 1300 aluguel e 700 condomínio), apareceu uma oportunidade de comprar um imóvel por 260 mil 81 metros ( antes o dono estava pedido 360 mil), e acredito que seja mesmo isso por ser um prédio com vista para o mar em uma área nobre de Fortaleza e no mesmo prédio ter outros apartamentos sendo vendidos por 370 e 390 mil… condomínio lá custa 360 reais… nesse caso qual seria a melhor opção, continuar no aluguel ou comprar esse imóvel a vista já que de cara está tendo um desconto de pelo menos 100 mil?

  • Érika Busani

    Muito bom Vitor!
    Você fala da dúvida entre comprar e alugar, minha situação é oposta. Tenho um imóvel quitado que vale cerca de 400 mil – já descontado valor de comissão em caso de venda). Mas o prédio é antigo, vive precisando de manutenção e o condomínio fica caro – em torno de 700 reais. Tenho pensado em vender, aplicar o dinheiro e morar de aluguel. As vantagens, além da parte financeira, seriam: 1- poder morar mais perto da escola em que meu filho vai estudar a partir do ano que vem (e que fica numa região da cidade que adoro!); 2- optar por um condomínio-clube enquanto meu filho é adolescente (não é o tipo de moradia que eu gosto, por isso alugar seria mais interessante que comprar. Daqui a uns anos, mudo de novo, rs); 3- ir para um apartamento menor, portanto de manutenção mais fácil, já que contrato diarista só uma vez por mês e no restante sou eu que limpo; 4- condomínio mais barato. Andei pesquisando e achei na região e condições que quero por 1900 de aluguel e 400 de condomínio. Sou jornalista e trabalho como freelancer em casa. Uma das minhas rendas vem da locação do meu carro por uma plataforma de compartilhamento e se eu ficar distante da escola, teria de abrir mão dessa renda.
    Tudo parece apontar pro aluguel como melhor solução – fora que estou bem animada pra mudar, hehe. Tenho duas dúvidas: quanto à segurança no futuro – um imóvel próprio sempre dá essa segurança – e que tipo de investimento me permitiria fazer retiradas mensais para pagar o aluguel. O que você acha?

  • Olá, Sarah!

    Essa decisão depende de alguns fatores:

    1) Você teria o dinheiro para pagar à vista? Em caso positivo, teria algum valor como reserva de emergência para eventuais imprevistos? Em caso negativo, faria via financiamento de quanto tempo? E quais os valores das prestações?

    2) Você realmente deseja ter uma casa própria ou acha que pode ser interessante somente pelo desconto oferecido?

    3) O proprietário desse imóvel disponibilizaria para aluguel? Ou ele procura somente a venda mesmo? Caso conseguisse alugar esse imóvel (e se julgar mais interessante que o seu atual), o custo do seu aluguel provavelmente seria bem semelhante ao atual, certo? O aluguel real deveria ficar por volta de uns 1600 e mais os 360 que você mencionou do condomínio.

    4) Depende do que você planeja para seu futuro. Pretende morar nessa região durante anos?

    Lembrando que não existe uma resposta certa ou errada. Existe o que é mais adequado para você e sua situação atual!

    Participe também do nosso grupo no Facebook: https://www.facebook.com/groups/662338143896292/

    Espero que tenha ajudado!

    Grande abraço!

  • Olá, Érika!

    Excelente depoimento! Você já considerou diversas características para optar por um ou outro!

    Normalmente, o que mais nos impede de tomar a melhor decisão financeira, é justamente a parte psicológica de querer ter a casa própria. No seu caso, parece que quase tudo levaria a uma vantagem para morar de aluguel.

    Sobre a segurança, muita gente tem medo do aluguel porque o proprietário poderia pedir para que você saísse e isso realmente traz alguns inconvenientes, mas faz parte do negócio. No entanto, dificilmente um proprietário pede sua saída se você for um bom inquilino: pagar o aluguel sempre em dia, cuidar bem do imóvel, ter bom relacionamento com o proprietário. Enfim, fazendo isso, dificilmente terá problemas. Ele pediria para você sair somente se resolvesse vender o imóvel ou quisesse colocar alguém da família para morar lá (ou ele mesmo quisesse ficar lá).

    Sobre investimentos para a retirada mensal, gosto muito de fundos imobiliários. É como se você investisse em imóveis e recebesse aluguel todo mês, mas com algumas diferenças, como: possibilidade de investir valores muito mais baixos (a partir de 1 real), diversificação de imóveis (pode ter participação em shoppings, agências bancárias, escritórios, galpões, etc.), diversificação de inquilinos, enfim… falo sobre isso neste artigo: http://jornadadodinheiro.com/investir/invista-em-imoveis-com-pouco-dinheiro/

    Neste outro artigo, falo dos tipos de investimentos que geram renda passiva mensal, mas já adiantei que os fundos imobiliários são os mais interessantes para esse objetivo: http://jornadadodinheiro.com/investir/tipos-renda-passiva-mensal/

    Além disso, é indicado que você tenha uma parte em renda fixa para reserva de emergência.

    Entre também no nosso grupo do Facebook, onde discutimos sobre educação financeira e investimentos diariamente: https://www.facebook.com/groups/662338143896292/

    Espero que tenha ajudado!

    Grande abraço!

  • Érika Busani

    Que legal Vitor! Vou estudar mais sobre os fundos imobiliários.
    Quando falei de segurança pensei mais no futuro mesmo, a história de ter um lugar para morar e tal. Quanto à possibilidade de o proprietário pedir o imóvel, não tenho receio. Mudanças são necessárias na vida, trazem renovação e novidade. 😉
    Excelente seu trabalho. Abraço!

  • Janaína Dantas

    Tenho o dinheiro para comprar um imóvel à vista. Nesse caso vale a pena financeiramente falando, comprar o imóvel ou alugar e deixar o dinheiro aplicado?

  • Oi, Janaína! Tudo bem?

    Financeiramente falando, acho mais interessante deixar o dinheiro aplicado, ficar no aluguel e aumentar cada vez mais seu patrimônio! Isso desde que você não tenha nada contra morar de aluguel!

    Dá uma relida na parte de vantagens sobre morar de aluguel e veja se concorda! Em especial, o item F.

    Pense assim: vamos supor que você tenha 500 mil reais. Para chegar no 1 milhão, será muito mais rápido do que você comprar o imóvel agora e depois juntar 500 mil reais tudo de novo.

    Chegando primeiro no 1 milhão, você pode comprar o imóvel de 500 mil reais e ainda terá 500 mil reais para gerar renda e aumentar ainda mais seu patrimônio.

    Reflita sobre isso!

    Aproveito também para convidá-la para o nosso grupo no Facebook: http://jornadadodinheiro.com/grupo/

    Espero que tenha ajudado!

    Grande abraço!

  • Thomaz Rebelo

    Vitor, parabéns pelo post. Essa é uma duvida muito frequente na situação atual em que vivemos, e confesso que está tirando minhas noites de sono. Atualmente moro em um apartamento de 46m financiado com minha esposa, o qual estava me atendendo perfeitamente até o momento, porem estamos grávidos de 4 meses, e o apartamento não comporta mais, sendo que tenho apenas 2 quartos pequenos e somente um banheiro. O apartamento está avaliado em 200 mil e ainda faltam 73 mil para quitar o saldo devedor, porém estou tentando vender há 4 meses e não tive nenhum retorno até o momento e preciso mudar o mais rápido possível para começar a adaptar o imóvel para o bebê. Com isso veio a ideia de alugar o meu por 950 + condomínio e alugar um novo por 1300 + condomínio. Porém meu imóvel ficará preso para venda. Poderia me ajudar a escolher a melhor opção???? Desde já agradeço.

  • Fala, Thomaz!

    Essa é uma escolha bastante subjetiva, pois leva em conta os desejos da sua família.

    Primeiro, o imóvel atual realmente não comporta você, sua esposa e um bebê? Imagino que um bebê não precise de tanto espaço a princípio (pelo menos até completar 1 ano). Conforme ele for crescendo e se desenvolvendo, aí sim seria interessante ele ter mais espaço para aprender a andar, correr e fazer outras atividades, mas eu pessoalmente não enxergo com toda essa urgência ainda. É claro que também envolve suas vontades na decisão.

    Caso queira realmente se mudar, imagino que a melhor escolha seja realmente tentar colocá-lo para alugar, como você mencionou. Para venda, dificilmente você conseguirá um valor bom no atual cenário em que estamos.

    Espero que tenha ajudado!

    Aproveito também para convidá-lo a participar do nosso grupo no Facebook, onde você pode postar essa dúvida também e receber a opinião de outras pessoas que talvez possam ajudar a tomar uma decisão mais interessante: https://www.facebook.com/groups/662338143896292/

    Grande abraço!

  • Lidiane Scheid

    Olá Vitor,

    Primeiramente parabéns pelo seu texto, andei lendo alguns artigos sobre investimentos, considerando este o melhor.
    Estava com dúvida, se deveria comprar ou não um imóvel, andei visitando alguns e fazendo algumas simulações. Perguntei aos corretores quanto ficaria um imóvel no final do pagamento, muitos não sabiam me dizer, ou é claro, faziam questão de não comentar justamente para ter uma venda.
    Fiz uma pequena simulação, adquirindo um imóvel de R$ 350.000,00, dando de entrada R$100.000,00, financiamento seria em 420.
    Fiquei horrorizada com o valor final, o imóvel teria um custo final de R$ 761.000.00.
    Atualmente pago R$ 2.200,00 entre aluguel e condomínio, valeria muito investir a diferença entre o valor pago de aluguel e do financiamento.
    Neste caso, qual o melhor investimento nos dias de hoje? LCI seria um deles? E em quanto tempo teria um valor de um apartamento, considerando um investimento?

    Muito obrigada.

  • Oi, Lidiane!

    Muito obrigado pelas palavras!

    Financeiramente falando, é mais vantajoso realmente fazer isso que você falou de investir a diferença entre o valor de aluguel e o de financiamento.

    A LCI é mais indicada para objetivos de curto prazo (até uns 2 anos). O objetivo de comprar uma casa pode ser de 5, 10, 20 anos, então o ideal é colocar em um investimento com prazos mais alongados.

    Além disso, como o valor a ser acumulado será bem alto, o ideal é diversificar em investimentos diferentes para diminuir seu risco. Estude sobre Tesouro Direto no nosso mini-curso gratuito: http://www.jornadadodinheiro.com/mini-curso-tesouro-direto

    Participe também do nosso grupo no Facebook, onde discutimos diariamente sobre esses assuntos: https://www.facebook.com/groups/662338143896292/

    Grande abraço!

  • Laura Sampaio

    Olá Vitor,

    Eu e meu marido estamos exatamente com essa dúvida, que na verdade nunca pensei que teria, pois sempre acreditei que pagar aluguel fosse “jogar dinheiro fora”. Atualmente moramos na casa da minha sogra e arcamos com todas as despesas da casa (água, luz, condomínio, etc), temos 32 anos, 4 anos de casados e estamos esperando nosso primeiro filho. Tínhamos planos de comprar nossa casa ano que vem, mas com a chegada do bebê demos uma acelerada nesse procura. Achamos um apartamento ainda na planta, com o desconto que conseguimos sairia de 501.000,00 por 410.000,00. Temos uma reserva de 120.000,00 aplicada, onde usaríamos 100.000,00 para dar de entrada e até a entrega, em junho do ano que vem, ainda teríamos que pagar mais 40.000,00 entre parcelas mensais e parcela de entrega das chaves. Restando um saldo devedor de aproximadamente 270.000,00. Para o financiamento ainda usaríamos cerca de 30.000,00 de FGTS projetado para época, financiando 230.000,00 em 30 anos, com uma parcela inicial de aproximadamente de 2.400,00.
    Foi durante a negociação desse apartamento e pesquisando na internet que começamos a ver que financeiramente quase sempre vale mais a pena alugar do que comprar, mudando um pouco aquela ideia que eu tinha sobre pagar aluguel. Aí entra o meu questionamento, temos 120.000 aplicados (70.000 em LCA com uma taxa de 83% e 50.000 em CDB DI) onde iriamos usar 100.000 para entrada e os 20.000 deixaríamos para fazer obra e mobiliar toda a casa. Assim gastaríamos toda nossa reserva, além das despesas com toda documentação que teríamos, mais uma parcela inicial em torno de 2.400. Procurando imóveis para alugar achamos no mesmo bairro, apartamentos padrões parecidos, com valores em torno de 2.000 de aluguel.
    Então eu peço a tua ajuda para entender melhor, nesse caso vale mesmo a pena alugar do que comprar? Hoje eu sei que a taxa de financiamento está alta, em torno de 10%a.a, mas se no futuro a taxa cair posso vender minha dívida para outro banco com uma taxa melhor certo?
    Outro ponto, meu financiamento utilizaria a tabela SAC, onde as parcelas são decrescentes enquanto no aluguel os valores teoricamente são reajustados todo ano pelo IGMP ou IPCA, o que tornaria meu pagamento crescente, certo?
    Quais investimento a longo prazo você indicaria para diversificar minhas aplicações e que pudesse render próximo de 1% a.m já descontado o IR?

    Parabéns pelo site e pelo jeito atencioso que você trata a todos.

    PS: Não tem a possibilidade de continuarmos na casa da minha sogra, pois com a chegada do bebê o apartamento de 2 quartos e um banheiro irá ficar inviável, além de ser no quarto andar sem elevador.

  • Oi, Laura! Tudo bem?

    Realmente, quando gastamos com aluguel, temos a sensação de que estamos jogando dinheiro fora. Mas o ideal é você encarar isso como um serviço, como se estivesse pagando um jantar em restaurante, um ônibus como transporte ou mesmo uma assinatura de internet.

    O aluguel é um serviço pelo qual você paga para desfrutar. É claro que nesses serviços citados poderíamos também substitui-los por algo “próprio” também, como optar por fazer suas próprias refeições sempre ou ter seu próprio carro (para a internet, não conheço uma outra opção…), mas isso também gera custos. Assim como ter a casa própria também gera custos.

    E o principal “custo” que vejo na casa própria é você ter um grande capital imobilizado, que poderia estar investido e aumentando seu patrimônio.

    É claro que é possível que haja valorização do imóvel também, embora não seja garantido. Mas com o dinheiro “em mãos” você tem mais flexibilidade para usar no seu dia a dia.

    Trazendo para o seu exemplo mais concreto: você tem 120 mil reais atualmente que estão investidos e aumentando seu patrimônio.

    O que acontece se você pegar esse montante todo e imobilizar em um imóvel?

    Você acaba com sua reserva que poderá precisar em algum momento. E, mesmo que não precise, é uma reserva que dá mais tranquilidade a vocês. Colocando esse valor no imóvel, vocês precisam começar a reconstruir uma nova reserva, mas isso ficará mais difícil, pois a chegada de um filho fará os gastos aumentarem também, além das parcelas do financiamento.

    Sei que o sonho da casa própria existe para a grande maioria dos brasileiros, mas será que vale a qualquer custo? Ter o teto, mas não ter um orçamento confortável para o dia a dia?

    Se o desejo da casa for realmente alto, pense em começar com um imóvel pequeno que não comprometa totalmente sua reserva.

    Acho que acabei gerando ainda mais dúvidas para vocês, mas acho legal vocês discutirem juntos para tomar a decisão que cabe melhor para a sua situação.

    Grande abraço!