O PASSO A PASSO PARA CONQUISTAR E MANTER A INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA

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O PASSO A PASSO PARA CONQUISTAR E MANTER A INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA

Caros leitores,

Vocês já pensaram como seria a vida se vocês tivessem independência financeira? Se trabalhassem por prazer e não por necessidade? Imaginem poder viajar, passar mais tempo com a família e com os amigos, levar uma vida saudável, fazer caridade voluntária, ter uma aposentadoria tranquila e com renda crescente. Agora imaginem poder fazer tudo isso sem depender do trabalho. Imaginaram?

Chegará o dia em que todos vocês terão que parar de trabalhar, seja por vontade própria ou não, e terão que tirar dinheiro de algum lugar para manter o padrão de vida. E não dá para contar com a ajuda do governo, de bancos ou mesmo dos filhos, já que o Brasil está passando por uma grave crise financeira. Desta forma, cabe a cada um de vocês começar, o quanto antes, a construir um patrimônio gerador de renda crescente capaz de suprir as necessidades financeiras quando vocês não mais puderem trabalhar.

Conquistar e manter a independência financeira é perfeitamente possível se vocês seguirem os passos certos. Neste artigo veremos os passos que levarão vocês a tornarem-se independentes financeiramente e a usufruir desta independência financeira. E, quem sabe, onde mais isto poderá levá-los.

Primeiramente, é preciso entender quais são os ingredientes para a independência financeira. Sim, estes ingredientes existem e são apenas três:

1) Dinheiro
2) Tempo
3) Juros compostos

Com relação ao dinheiro vocês precisam saber que dinheiro atrai dinheiro. Quanto mais dinheiro se tem, mais dinheiro se ganha. Com relação ao tempo, este tem efeito exponencial sobre o montante final acumulado. Desta forma, quanto mais cedo vocês começarem a construir a independência financeira, mais rápido vocês a alcançarão e maior será a riqueza. Por fim, com relação aos juros compostos, são eles que irão proporcionar o crescimento da riqueza ao longo do tempo. Portanto, quanto melhores os juros, maior será a riqueza acumulada.

Feitas estas considerações, vamos aos passos necessários para conquistar e manter a independência financeira.

Passo 1. Planejamento Financeiro

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O planejamento financeiro é o primeiro e mais importante passo a ser dado. O objetivo do planejamento financeiro é fazer sobrar dinheiro todos os meses. Apenas com dinheiro sobrando será possível conquistar a independência financeira.

Muitos textos sobre planejamento financeiro orientarão vocês a tomarem nota de todos os gastos e a fazerem certas privações para fazer sobrar dinheiro. Claro que isto pode ser feito. Mas temos que considerar que os seres humanos não gostam de privações. As pessoas gostam de prazer e alegria. É por este motivo que poucas pessoas conseguem levar adiante o planejamento financeiro.

Minha principal dica para que vocês implementem e levem a diante o planejamento financeiro é a seguinte:
Encontrem a forma mais barata de levarem uma vida rica.

Desta forma, vocês poderão continuar fazendo tudo o que gostam, sem privações, porém pagando menos.
Para implementar esta dica é preciso que vocês se planejem com antecedência sempre que forem fazer algum gasto, de forma que vocês poderão obter descontos. Por exemplo, para uma viagem, comprar as passagens e reservar hotel com antecedência e fora das altas temporadas, custará bem mais barato.

Outra dica importante é a seguinte:

Não comprem o que vocês não precisam com o dinheiro que vocês não tem.

Para implementar esta dica é preciso evitar pegar empréstimos ou financiar bens que vocês não estejam precisando. Deve-se, primeiramente, juntar o dinheiro e planejar-se com antecedência para adquirir o produto desejado. Desta forma, além de não terem que pagar juros aos bancos, vocês ainda comprarão o produto com desconto.

Por último, a dica é a seguinte:

Usufruam dos benefícios fiscais.

Existem benefícios fiscais que ajudam a reduzir a carga tributária. Pagando-se menos tributos, sobrará mais dinheiro para investir. Por exemplo, os planos de previdência privada PGBL permitem abater até 12% da renda bruta anual da base de cálculo do imposto de renda. Optando pela tabela regressiva, o imposto de renda pago com resgate a partir de 10 anos será de 10% e não 27,5%.
Outro benefício fiscal, para os profissionais autônomos, é a escrituração do livro caixa que também permite reduzir a carga tributária.

Experimentem implementar estas medidas no cotidiano de vocês e verão que vale a pena.

Passo 2. Reserva de segurança

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Uma vez implementado o planejamento financeiro, passará a sobrar dinheiro todos os meses. No entanto, ainda não é o momento de investir. É preciso criar uma reserva de segurança já que a vida reserva surpresas e, nem sempre, elas serão agradáveis.
A reserva de segurança, também conhecida como colchão financeiro, é uma quantia em dinheiro capaz de pagar as contas por um período de seis meses a um ano, caso vocês fiquem impossibilitados de trabalhar.

Por exemplo, supondo que a despesa mensal seja de R$ 2.000,00, a reserva de segurança deverá ter entre R$ 12.000,0 a 24.000,0. Este montante deverá estar um fundo de renda fixa com resgate automático pois pode ser necessário utilizá-lo de forma urgente.

A reserva de segurança visa garantir recursos para pagar as contas até que se resolva a situação inesperada. Além disso, a reserva de segurança protege o investimento já que, caso algo inesperado ocorra, vocês usarão os recursos da reserva de segurança para pagar as contas sem precisarem consumir os investimentos.

Outro benefício é a liberdade para aproveitar as oportunidades que costumam surgir na vida. Aproveitar oportunidades implica, necessariamente, em navegar em cenários desconhecidos e incertos. A reserva de segurança confere tranquilidade para aproveitar as oportunidades.

Passo 3. Proteção do patrimônio

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Tão importante quanto fazer sobrar dinheiro e ter a reserva de segurança, é proteger o patrimônio ainda em construção. Proteger o patrimônio significa antecipar um ganho, caso necessário, sem que seja preciso usar recursos próprios.

Uma forma inteligente de fazer isso é por meio de seguros de vida resgatáveis. Estes são produtos oferecidos por seguradoras privadas que tem a vantagem de serem individualizados, impenhoráveis, inalienáveis e livres de inventários. O seguro é feito por um determinado período, determinado pelo contratante. Após o término do período, o valor investido no seguro retorna corrigido, usualmente pelo IPCA (índice que mede a inflação) acrescido de um percentual.

Passo 4. Construção e multiplicação do patrimônio

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Após cumpridas as etapas anteriores, finalmente chegou a hora de investir. Investir significa multiplicar o patrimônio por meio dos juros compostos ao longo do tempo.
A partir de agora, todo o dinheiro que sobra do planejamento financeiro será direcionado para investimento. Existem duas formas de investimento: Renda fixa e Renda variável.

Para saber a proporção entre renda fixa e renda variável, deve-se utilizar a regra dos 100. Segundo esta regra, subtraindo-se a sua idade de 100 resultará no percentual a ser investido em renda variável e, o restante, em renda fixa. Por exemplo, se o valor a ser investido é de R$ 10 mil e você tem 30 anos, segundo a regra, 70% deste valor, ou seja, R$ 7.000,00 (100-30) devem ser investido em renda variável. O restante, R$ 3.000,00 deverá ser investido em renda fixa.

O investimento tanto em renda fixa quanto em renda variável pode ser feito via bancos ou corretoras, exceto o investimento em ações que só pode ser feito via corretora.
Renda fixa. Investir em produtos de renda fixa significa emprestar seu dinheiro a uma instituição financeira (banco ou corretora), empresa privada (debênture) ou ao governo (tesouro direto) por um determinado período de tempo.

Os juros recebidos podem ser negociados no momento do empréstimo (produtos pré-fixados) ou ao término do período (pós-fixados). Vocês devem buscar sempre que seus investimentos deem retorno acima da inflação para que vocês não percam dinheiro.

Atualmente, os principais produtos de renda fixa são os CDB’s, as Debêntures, as Letras de crédito imobiliário e agrícola e o Tesouro Direto. A remuneração destes produtos costuma estar atrelada ao CDI (certificado de depósito interfinanceiro), aos índices de inflação (IPCA ou IGPM) ou a taxa básica de juros do país (SELIC). No geral, o rendimento bruto anual gira em torno de 14 a 15% ao ano.

É importante ressaltar que as instituições financeiras maiores (grandes bancos) costumam oferecer juros menores aos investidores enquanto que as instituições menores (bancos menores, corretoras) tendem a oferecer juros maiores.

Renda variável: Basicamente, existem duas modalidades de investimento em renda variável.

A primeira é o investimento em ações, no qual o investidor adquire ações de empresas de capital aberto, tornando-se sócio das mesmas e, desta forma, usufrui dos resultados da empresa. Deve-se montar uma carteira de ações de empresas de setores diferentes (bancos, varejo, siderurgia, serviços, commodities) para reduzir o risco. Neste sentido, o segredo para o sucesso é escolher ações de empresas sólidas e lucrativas. Assim, como sócios, vocês receberão regularmente uma parte deste lucro proporcionalmente à quantidade de ações que vocês possuírem. Portanto, quanto mais ações vocês tiverem, mais dinheiro vocês ganham.

Uma outra forma de lucrar com a carteira de ações é vender opções sobre as ações. Opções são uma espécie de seguro que podem ser vendidos todos os meses, trazendo rendimento extra para a carteira de ações.

A segunda forma de investimento em renda variável é através de fundos imobiliários. Fundos imobiliários são uma forma de investir em imóveis usando menos recursos do que seria necessário para investir na compra, venda ou mesmo no aluguel de imóveis. Ao adquirir cotas de fundos imobiliários vocês passaram a receber regularmente parte do rendimento do fundo proporcionalmente ao número de cotas que possuírem e também poderão lucrar com a valorização das cotas ao longo do tempo.

Diferente da renda fixa, não há como saber o rendimento do investimento em renda variável. No entanto, dados históricos de longo prazo (acima de 5 anos) mostram que o investimento em renda variável supera o investimento em renda fixa.

Portanto, o patrimônio gerador de renda deve ser construído ao longo do tempo, preferencialmente num período não inferior a 10 anos, deve ser alimentado regularmente com recursos do planejamento financeiro e protegido pela reserva de segurança e pelo seguro de vida resgatável.

Ele deve ser formado por produtos de renda fixa, ações e fundos imobiliários em diferentes proporções. Esta combinação permitirá o crescimento sistemático do patrimônio de tal forma que ele atingirá um tamanho suficiente para fornecer o ganho necessário para que vocês possam viver de renda e, desta forma, conquistarem e manterem a independência financeira.

Mensagem final

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É isso aí caros leitores. Existe vida inteligente além da caderneta de poupança e ela está ao alcance de todos vocês. Como dizia Raul Seixas na música Eu nasci há 10 mil anos atrás “Quando todos praguejavam contra o frio, eu fiz a cama na varanda”, cabe a cada um de nós preparar nossa cama e colocá-la na varanda porque o frio vai chegar!

Ótimos investimentos a todos.