INVISTA EM IMÓVEIS COM POUCO DINHEIRO

fiis

Invista em imóveis com pouco dinheiro!

Certamente já passou pela sua cabeça ou pela de algum conhecido a ideia de comprar um imóvel como forma de investimento, seja para vendê-lo por um valor maior ou para alugá-lo e receber uma graninha todo mês.

Porém, você tem um valor disponível para comprar um imóvel sem cair em um financiamento longuíssimo e que compromete grande parte do seu salário todos os meses?

Realmente, para o pequeno investidor, não é fácil juntar um capital suficiente para adquirir um imóvel à vista (e também já sabemos que pagar juros para a compra de um bem não costuma ser bom negócio).

Felizmente, existe uma modalidade de investimento que permite a aplicação em imóveis com baixíssimo custo e excelentes rendimentos!

Conheça os Fundos de Investimento Imobiliário (FII)

Os FIIs são fundos (assim como existem os fundos de renda fixa, fundos cambiais, fundos DI, fundos multimercado e outros) cujo objetivo é o investimento em imóveis físicos (em sua maior parte, comerciais), em papéis com lastro imobiliário (LCI, CRI, etc.) ou, até mesmo, em outros fundos imobiliários.

Esses fundos surgem com uma IPO (oferta pública inicial) ao mercado, em que reúnem recursos financeiros de diversos investidores. Com o total adquirido, o fundo divide o valor em cotas, que representam pequenas partes do valor do fundo. Cada um dos investidores iniciais recebe um número de cotas correspondente ao valor investido. Esse é o chamado mercado primário, em que o investidor adquire as cotas diretamente do fundo.

Depois que o fundo reuniu recursos suficientes, realiza as compras e investimentos combinados no prospecto de lançamento do fundo.

A partir daí, aqueles que desejam investir em FIIs também podem comprar essas cotas de outros investidores no mercado secundário, por meio de sua conta na corretora, de maneira simples e fácil.

Quando o fundo recebe o valor mensal dos inquilinos, 95% do lucro são repassados aos cotistas. Esse valor total é dividido pelo número de cotas e cada cota tem o direito de receber determinado valor em rendimentos. Quanto mais cotas o investidor tiver, mais rendimentos receberá.

Muitos especialistas dizem que é difícil definir exatamente o que é um FII, mas podemos identificar o que ele não é:

– Imóvel. Veremos neste artigo as principais diferenças entre imóveis físicos e fundos imobiliários.

– Renda fixa. É importante salientar que, apesar de gerarem fluxo mensal com aluguéis, os FIIs são renda variável e suas cotas oscilam de acordo com o mercado.

– Ação. O comportamento de mercado dos FIIs é semelhante ao das ações, mas o investimento é em imóveis, não em empresas, e os rendimentos são gerados de maneira diferente.

Veja a seguir as 20 principais diferenças dos fundos imobiliários em relação aos imóveis físicos, sendo 16 vantagens e 4 desvantagens

DIAGRAMA_FIIs
*Clique na imagem para ampliá-la

Para exemplificar, vamos supor que o investidor tenha R$ 300.000,00 disponíveis para aplicações financeiras e deseja decidir entre fundos imobiliários e imóveis físicos:

VANTAGENS

Valor mínimo de investimento
O investimento em fundos imobiliários é extremamente acessível, pois o valor mínimo é o equivalente a uma cota de fundo, que pode variar de R$ 1,00 até cerca de R$ 4.300,00. Por exemplo, o fundo FLMA11 fechou o pregão no valor de R$ 1,76. Com R$ 300.000,00, seria possível comprar 170.454 cotas.

Por outro lado, o investimento em imóvel físico requer uma quantia infinitamente superior. Com R$ 300.000,00, é possível comprar 1 único imóvel de qualidade (e olhe lá).

Rendimento do aluguel
Por se tratar de imóveis comerciais locados para empresas (e, normalmente, de padrão muito superior ao residencial), o valor do aluguel é mais alto do que um imóvel residencial. Os rendimentos podem variar de 0,5% a pouco mais de 1% ao mês. Um exemplo é o XPCM11, que está sendo negociado com o valor da cota próximo de R$ 78,00 e paga R$ 0,79 por cota ao mês, dando um rendimento pouco superior a 1%. Com os R$ 300.000,00, seria possível comprar 3.846 cotas, que gerariam um rendimento mensal de R$ 3.038,34.

No imóvel físico, os aluguéis podem variar de 0,2% a 0,6% ao mês, sendo que 6% desse rendimento é repassado à imobiliária (caso o investidor opte por usar os serviços dela). Um imóvel no valor de R$ 300.000,00 geraria uma renda bruta mensal de R$ 1.800,00 no melhor caso, da qual seria pago o valor de R$ 108,00 para a imobiliária, resultando em R$ 1.692,00. Além disso, o aluguel tem o desconto do imposto de renda.

Taxação do imposto de renda
Os rendimentos mensais dos FIIs são isentos de imposto de renda, mas as vendas das cotas com lucro são taxadas em 20%.

Os aluguéis mensais dos imóveis físicos são taxados de 7,5% a 27,5%, dependendo do valor do aluguel (veja aqui os valores). Como valores de aluguel de até R$ 1.787,77 são isentos, o resultado de R$ R$ 1.692,00 já seria o líquido em sua conta, mas mesmo assim muito inferior ao valor de R$ 3.038,34 gerado pelo XPCM11. As vendas de imóveis com lucro são taxadas em 15%.

Burocracia
Os FIIs são negociados em Bolsa de Valores. Basta abrir conta em uma corretora de investimentos e realizar as compras e vendas sem sair de casa.

O imóvel físico envolve várias burocracias, como corretor de imóveis, encontrar interessados, apresentar o imóvel, escrituras, certidões, etc.

Liquidez
Como as negociações dos FIIs são feitas pelo home broker (corretora), fica muito fácil encontrar compradores e vendedores pelo livro de ofertas, além dos valores que são muito mais acessíveis.
Por exemplo, o BRCR11 é o fundo imobiliário mais negociado (mais líquido), movimentando milhões de reais todos os dias. Ele também é o maior FII da bolsa, com um patrimônio superior a 3 bilhões de reais.

Para o imóvel físico, é necessário divulgar em canais eficientes e/ou ter um bom corretor para encontrar compradores e vendedores rapidamente. Além disso, os valores altos dificultam uma rápida decisão de compra ou venda.

Diversificação de imóveis
O investidor pode comprar cotas de vários fundos diferentes que, por sua vez, investem em vários imóveis diferentes. Com isso, é possível ter investimentos em centenas de imóveis com poucos milhares de reais. Isso reduz riscos de sobreoferta em certas regiões e eventuais reformas não causam grande impacto no rendimento. O fundo KNRI11 possui 16 imóveis, sendo 9 de escritórios comerciais e 7 galpões de logística, enquanto o MAXR11B possui 8 lojas grandes (Carrefour, Lojas Americanas, Bom Preço). Dividindo o valor investido nesses dois fundos, já estaria diversificando em 24 imóveis diferentes.

Pelo outro lado da moeda, é necessário um valor muito alto para comprar um único imóvel e isso acaba mantendo o valor todo “preso” em um único ativo.

Fracionamento
Como o investimento de FIIs é feito com base em número de cotas, caso o investidor necessite com urgência de, digamos, R$ 60.000,00, seria possível vender apenas 20% das cotas que ele tem (20% de R$ 300.000,00 investidos recuperaria os R$ 60.000,00 necessários). Por esse motivo, o investidor pode escolher exatamente quantas cotas e de quais fundos deseja vender, podendo vender apenas cotas que estejam com lucro ou, no mínimo, as que estejam com menor prejuízo. O BCFF11B tem sido negociado por cerca de R$ 65,00, ou seja, daria para comprar 4.615 cotas e, caso precisasse dos R$ 60.000,00, poderia vender apenas 924 cotas e manter as 3.691 restantes gerando rendimentos.

Caso o investidor precise de 20% do valor aplicado em um imóvel físico, não é possível vender apenas uma parte do imóvel. Teria de vendê-lo inteiro e, depois, dificilmente encontraria um imóvel de mesma qualidade por 80% do valor. Além disso, também é possível que venda o imóvel por um valor muito menor do que realmente vale, por causa da necessidade imediata do dinheiro.

Qualidade dos imóveis
Como os fundos reúnem recursos de milhares de investidores, conseguem juntar quantias suficientes para comprar imóveis de primeiríssima qualidade, o que não seria possível para uma única pessoa. Quando você teria dinheiro para comprar um shopping ou um hospital, por exemplo? Com os fundos imobiliários, você pode comprar shoppings de alta qualidade, como PQDP11 a R$ 1.260,00, e hospitais com grandes receitas, como o NSLU11B, da Rede D’Or, por R$ 180,00. Com R$ 300.000,00, você poderia comprar partes de shoppings, hospitais, escritórios, agências bancárias, universidades, hotéis… ou você prefere ter um único imóvel de baixo a médio padrão?

Como a valorização no ramo imobiliário foi enorme nos últimos anos, é difícil comprar imóveis residenciais (ou mesmo comerciais) que não estejam com valor excessivo quando comparado à qualidade do imóvel.

Diversificação de locatários
Com vários imóveis ou várias salas de um mesmo imóvel, é possível alugar para diversos inquilinos diferentes. Isso ajuda a diminuir o risco global de vacância e inadimplência nos seus investimentos. Apesar de ser um único imóvel, o EDGA11B é um prédio de escritórios e shopping com lojas no centro do Rio de Janeiro, com mais de 10 inquilinos.

Com apenas um imóvel físico, o investidor geralmente tem apenas um inquilino (ou uma única família). Caso esse inquilino decida sair do imóvel ou não consiga pagar o aluguel, seu rendimento mensal vai a zero.

Qualidade dos locatários
Por se tratar de imóveis comerciais, são, em sua maioria, locados para empresas (muitas de grande porte), como Banco do Brasil, Lojas Americanas, Ambev, Brasil Foods, entre outras. Isso diminui muito o risco de inadimplência, pois se trata de grandes empresas, com patrimônios enormes. O BBPO11 e o AGCX11 são considerados fundos muito seguros por serem investimentos em agências bancárias locadas, respectivamente, para Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Quando se tem apenas um imóvel, ele acaba sendo alugado para o Fulano ou o Beltrano. O risco de um deles não conseguir pagar o aluguel e ter de abandonar o imóvel é muito maior do que o dessas grandes empresas.

Gestão do imóvel
Os FIIs são administrados por profissionais da área, que, teoricamente, conhecem de mercado e têm o tempo disponível para estudar e avaliar a economia. A gestão ativa da CSHG nos fundos HGRE11, HGLG11 e HGBS11 é considerada a melhor gestão dentro do ramo dos FIIs, sempre entregando excelente valor e transparência ao cotista.

O proprietário comum de um imóvel dificilmente tem conhecimento e tempo suficientes para cuidar do dia a dia do imóvel.

Risco
Os fundos têm risco de vacância, inadimplência, desvalorização, catástrofes naturais, desaquecimento econômico, entre outros. No entanto, esses riscos podem ser mitigados por meio da diversificação. O FIIP11B é interessante por ter diversificação em 7 imóveis de diferentes segmentos (galpões logísticos e lojas varejistas), regiões (estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Bahia) e inquilinos (Ambev, Telhanorte, Magazine Luiza, etc.).

Os imóveis físicos possuem os mesmos riscos dos FIIs, mas, para conseguir diversificar, exigem um patrimônio muito maior.

Aumento de capital
Por serem negociados em bolsa, os FIIs estão sujeitos à oscilação de mercado e, muitas vezes, podem ser comprados a valores muito inferiores ao que realmente valem, podendo gerar lucros muito superiores no futuro. O PRSV11 tem valor patrimonial de R$ 1.045,15 por cota, mas está sendo negociado a cerca de R$ 550,00, um desconto de 47,38%!

O valor percebido de um imóvel físico é muito maior, podendo até ser negociados acima do valor real.

Manutenção do imóvel
No caso dos FIIs, gastos com obras de expansão ou reparos ficam por conta do inquilino e/ou da administração do fundo. O CEOC11B está com seu único prédio totalmente vago, o que gera custos para o fundo.

No imóvel físico, fica por conta do inquilino e/ou sua própria conta.

Custos para compra e venda
Para os FIIs, a corretora de valores cobra uma taxa de corretagem (para compra e venda), geralmente fixa, que é diferente dependendo da corretora (pode ser isenta ou até cerca de R$ 20,00). Também há o custo dos emolumentos e da taxa de liquidação cobrados pela Bovespa, com as taxas de 0,005% e 0,0275% sobre o valor da transação. Vamos supor que você decidiu investir R$ 300.000,00 em 10 fundos diferentes. Considerando taxa de corretagem de R$ 20,00, gastaria R$ 200,00 em corretagem (10 operações de compra), R$ 15,00 em emolumentos e R$ 82,50 em taxa de liquidação. Isso tudo somaria um gasto de R$ 297,50.

A imobiliária geralmente cobra do vendedor cerca de 6% do valor bruto de venda do imóvel. Isso equivale a R$ 18.000,00 (dezoito mil reais!).

Despesas
Nos FIIs, As despesas de um imóvel vago ficam por conta do caixa do fundo. O cotista paga uma taxa de administração ao fundo, que varia de acordo com o regulamento de cada fundo (geralmente, cerca de 0,5% a 4% ao ano sobre o valor do patrimônio). Também há a taxa de custódia, cobrada pela corretora, para guardar suas cotas (normalmente, de R$ 5,00 a R$ 20,00 por mês). Como no rendimento repassado ao cotista já está descontada a taxa de administração do fundo, isso não impacta tanto o resultado. Se considerarmos a taxa de custódia mais alta, o investidor gastaria R$ 20,00 por mês.

As despesas de um imóvel vago ficam por sua conta (condomínio, luz, água, etc.). Chutando valores (bem) baixos para cada um desses gastos (ou isento de condomínio), você gastaria pelo menos R$ 200,00 por mês.

DESVANTAGENS

Propriedade
O investidor de FIIs é dono de cotas de fundos (apenas papéis) que investem em imóveis.

O investidor em imóvel físico é dono do próprio imóvel.

Utilidade
As cotas dos FIIs compradas não têm nenhuma utilidade real.

Em último caso, se o imóvel físico não gerar lucro com aluguel ou venda, o proprietário pode optar por usá-lo para moradia própria.

Capacidade de decisão limitada
As decisões são todas tomadas pelo fundo, sendo algumas mais impactantes realizadas com votações em assembleias, nas quais os cotistas podem participar.

O proprietário de um imóvel pode decidir fazer o que quiser com seu imóvel.

Oscilação do patrimônio
Pelo home broker, o investidor vê seu patrimônio oscilar a todo instante durante o pregão. Por esse motivo, ele deve estar preparado para aceitar perdas “virtuais”.

No caso do imóvel físico, mesmo que seu imóvel esteja em desvalorização, o investidor não sente essa queda, pois não há “vizinhos” anunciando vendas por valores baixos a todo instante.

Fiquei interessado. Como faço para começar os investimentos?

O primeiro passo é abrir a conta em uma corretora. Veja este artigo para se decidir.

Depois disso, estude com atenção os fundos para selecionar os que melhor atendem seu perfil. Há sites muito bons, como o próprio site da Bovespa, que divulga os relatórios e informes de cada fundo, além do Blog do Tetzner e do FIIs.com.br, que são excelentes referências.

Invista aos poucos para ver como é a sensação de ver seu aluguel caindo na conta todo mês!

E, quando se sentir mais seguro, aumente gradualmente os investimentos ao mesmo tempo em que estuda e conhece novas opções.

Considerações finais

Vale ressaltar, novamente, que os fundos imobiliários são investimentos de renda variável, podendo tanto dar lucro como prejuízo.

Porém, com estudo, diversificação e controle de risco adequados, o rendimento mensal de aluguéis pode ser crescente e durar para a vida toda, mesmo que seu valor investido oscile durante todo esse tempo.

Os fundos imobiliários podem ajudar você a garantir uma aposentadoria tranquila. Mesmo que não acumule o suficiente para gerar rendimentos que paguem todos os seus gastos mensais, eles com certeza ajudarão a pagar grande parte de suas contas e proporcionar conforto e qualidade de vida para você e sua família.

Qualquer dúvida que tenha ficado, deixe um comentário.

Grande abraço e bons investimentos!

Vitor Hernandes

  • Agnaldo Rogério Ré

    Parabéns pela publicação, simples e bem didática.

  • Muito obrigado, Agnaldo!

  • Mauricio Silva

    Me esclareceu algumas dúvidas, foi bem explicativo e detalhado, parabéns pelo seu trabalho, fico muito grato que exista pessoas como voce, com vontade de dividir seus conhecimentos.

  • Muito obrigado, Mauricio!

    Elogios assim são muito gratificantes e nos incentivam a tentar melhorar cada vez mais!

    Caso tenha ficado alguma outra dúvida, é só entrar em contato!

    Abraço

  • Anderson Henrique Chaves

    Uma parcela mt pequena da populaçao tem acesso a essas informações infelizmente, amigo.
    Eu ainda espero ver a educaçao financeira como matéria obrigatória em todas as escolas do Brasil.

    Do jeito que estamos hoje nao dá. O pais nao vai pra frente com pessoas que vivem endividadas correndo atrás do proprio rabo, sujeitando-se a subempregos apenas para pagar as contas.

    Muito bacana o resumo! Reli pra fixar mais a informaçao hehe
    forte abç e bons investimentos

  • Fala, Anderson!

    Infelizmente, duvido que um dia insiram educação financeira como disciplina obrigatória nas escolas. A educação no geral é muito precária, e o governo (como um todo, independentemente de partido, presidente, ministros, etc.) não tem interesse nenhum em mudar isso. Afinal, povo ignorante é mais fácil de ser manipulado.

    Precisamos tentar ajudar à medida do possível. No nosso dia a dia, podemos aconselhar familiares, amigos, colegas. E a Jornada do Dinheiro tentará disseminar esse conhecimento para mais e mais pessoas.

    Grande abraço e bons investimentos!

  • Vitor, será que não houve uma confusão a respeito do imposto de renda?

    O valor conforme a tabela do IR é referente à um teto de isenção, ou seja, somada todas as rendas tributáveis do contribuinte, caso ultrapasse aquele teto ele estará obrigado a declarar.

    Portanto se o contribuinte ganha salário de 1500 reais e recebe um aluguel (imóvel físico) de 500 reais, ele tem o somatório de receitas tributáveis em 2000 mil reais, ultrapassando o limite de isenção. Aí ele terá de pagar IR desta diferença conforme a tabela de alíquotas.

    Os 500 reais recebidos de aluguel está dentro do limite de isenção, mas por ser renda tributável e somada à outros rendimentos, o contribuinte estará obrigado a pagar o imposto.

  • Fala, Diogo!

    Você tem razão. Porém, como o salário seria uma outra variável, confundiria a análise. O que é importante o leitor entender é que existe a isenção até tal valor e que existem as faixas de valor, que sobem dependendo do valor recebido.

    O mais importante aqui é o leitor compreender que o investimento em FIIs é muito mais vantajoso do que alugar um imóvel físico.

    Obrigado pela contribuição!

  • Parabéns Vítor, ficou excelente as explicações sobre FII.

    Ainda tenho algumas dúvidas específicas, acho que aqui pode ser um bom lugar para perguntar, assim fica registrado a resposta tb.

    Sobre o pagamento dos aluguéis mensais, suponha que no dia 10 o fundo pague o proporcional para cada cotista, e no dia 9 a cotação era de 50 reais, nesse dia 10 a cotação abre com ajuste devido ao pagamento do aluguel? Semelhante ao que ocorre com os dividendos de ações? Vc pode dar um exemplo prático dessa situação?
    Obrigadão!

  • Fala, Thomaz!

    Muito obrigado!

    Vamos supor que, na data base (que, como o nome diz, é a data base para saber quais são os cotistas que têm direito aos rendimentos daquele período), um fundo fechou com a cotação de R$ 100,00. Esse fundo, independentemente de seu valor de mercado, distribui um aluguel de R$ 1,00.

    Na data ex (que é o dia útil seguinte à data base, em que o cotista não tem mais direito sobre os rendimentos), ele abre o pregão com o desconto de R$ 1,00, ficando em R$ 99,00. Porém, isso não significa que você perdeu dinheiro ou ficou no zero a zero, pois o valor da cota pode tanto passar desse valor quanto cair ainda mais depois disso. A partir daí, é o mercado que controla os preços, assim como nas ações, como você mencionou. O mecanismo é o mesmo.

    Caso tenha ficado alguma dúvida, é só me perguntar!

    Grande abraço e bons investimentos!

  • Valeu Vítor….ficou perfeitamente claro!
    Obrigadão!

  • Lidiane Bastos

    sempre tive pouca grana, o pouco que eu tinha poderia ter sido melhor utilizado. Como eu gostaria de ter todo esse conhecimento financeiro antes 🙁

  • Andre

    belo artigo gostei muito, uma duvida vc acha melhor compra a vista ou aprazo? digo um carro no valor de 25mil ou ate mesmo um imovel
    se for aprazo pegar os juros do investido todos os meses para pagar ou pagar a vista retirando o dinheiro de seu investimento?

  • Fala, Andre!

    Quando há juros envolvidos, acabo preferindo sempre as compras à vista, principalmente para conseguir bons descontos.

    É claro que valores de imóveis e automóveis é bem mais difícil de acumular para comprar, aí acaba pendendo mais para o lado psicológico de que a pessoa normalmente não aguenta esperar e acaba parcelando.

    Já leu este artigo sobre comprar ou alugar o imóvel? http://jornadadodinheiro.com/investir/comprar-ou-alugar-um-imovel/

    Financeiramente falando, é sempre mais vantajoso poupar, investir e acumular dinheiro para a compra à vista.

    Porém, na maioria das vezes, a vontade de ter algo imediatamente fala mais alto.

    Você já tem a quantia para comprar à vista?

  • Olá, Lidiane!

    Nunca é tarde para começar! É claro que ficamos chateados de ver o tempo que se foi, mas o importante é focar no presente sem comprometer o futuro.

    O passado fica apenas de lição para evitarmos os erros e persistirmos nos acertos.

    Aproveito para convidá-la para o nosso grupo no Facebook: http://www.jornadadodinheiro.com/grupo/

    Lá, discutimos diversos temas da educação financeira e de investimentos.

    Grande abraço!

  • Lucas Stuque

    Ola Vitor. Tenho uma dúvida em relação ao chamado Rendimento Mensal Garantido (RMG). Esse rendimento garantido, em muitos fundos, pelo que andei pesquisando, é previsto até certa data. Assim, essa falta de garantia quanto ao rendimentos que se pode ter com o término do RMG não deixaria o investimento nos FII meio incertos e/ou muito arriscados?

  • Fala, Lucas!

    Em fundos que distribuem RMG, você deve sempre acompanhar qual a renda real que o fundo está conseguindo gerar para não ter nenhuma surpresa ao término da RMG.

    Atualmente, não são tantos fundos que ainda estão em RMG, então, se você não quiser se arriscar com isso, há vários outros que você pode escolher.

    Grande abraço!

  • Bernardo Filardi

    Vitor,

    Parabéns não só pelo artigo como pelo site também. Tenho acompanhado o site há um tempo gosto muito de tudo que é publicado.

    Minha dúvida é sobre o processo de venda de FII.

    Eu tenho atualmente alguns FIIs que comprei ao longo dos últimos dois anos. No entanto nunca estudei muito e me guiei mais por informações de quem já está investindo a um tempo. Agora estou querendo estudar mais a fundo e reposicionar minha carteira de FII.

    No caso da venda, se eu tiver lucro, eu preciso pagar um DARF, certo? Se eu vender hoje, como eu sei o valor a pagar?

  • Uorrem Bife Uó

    Caro blogueiro,
    Poderia nos ajudar quanto a questão dos elevados custos das correspondências?
    Fiz um post a respeito do assunto e a sua colaboração será bem vinda!
    http://abacusliquid.com/cvm-regras-de-fiis/
    Abraço
    Uó!

  • Fala, Bernardo!

    Desculpe a demora no retorno. Não tinha visto este comentário.

    Se você vender, deverá pagar 20% do lucro que tiver até o último dia útil do mês seguinte.

    Por exemplo, você comprou a 100 reais e hoje custa 200 reais. Se vender, terá 100 de lucro, então pagará 20 reais de imposto. Como estamos em novembro, você teria até o último dia útil de dezembro para pagar o DARF.

    Espero que tenha ajudado!

    Grande abraço!

  • Fala, Uó!

    Excelente iniciativa, amigo!

    Já estou divulgando para os contatos que conheço do mercado de FIIs. Precisamos acabar com essas correspondências desnecessárias que só diminuem nossos rendimentos.

    Grande abraço!

  • Leandro Santos

    Nesta ´parte pegou pesado en? rs

    Porém, com estudo, diversificação e controle de risco adequados, o rendimento mensal de aluguéis pode ser crescente e durar para a vida toda, mesmo que seu valor investido oscile durante todo esse tempo.

    Isso é pura verdade mesmo.

    Um abração,
    E voltarei sempre aqui.
    Abçs,

  • Valeu, Leandro!

    Grande abraço!

  • lordeleo

    Excelente artigo Vitor.
    Seria excelente se pudesse fazer essa exemplificação de FIIs novamente, mas com dados mais atualizados.
    Valeu, abraço