OS 4 PRINCIPAIS CRITÉRIOS PARA ESCOLHER OS INVESTIMENTOS

OS 4 PRINCIPAIS CRITÉRIOS PARA ESCOLHER OS INVESTIMENTOS

Os 4 principais critérios para escolher os investimentos

Depois que, finalmente, saímos da forte onda do consumismo, começamos a poupar pensando em nosso futuro e nos sonhos que queremos conquistar.

Nós, da Jornada do Dinheiro, recebemos com frequência perguntas diretas do tipo: “tenho uma reserva na poupança, mas gostaria de investir em outras coisas. Em que devo investir?”.

Já aprendemos que a poupança não é lá grande coisa como investimento. Porém, é o mecanismo de investimento mais fácil e simples para quem está iniciando.

Então, aqui vai uma notícia para você, iniciante: se você tiver preguiça de aprender como cuidar do seu dinheiro, dificilmente terá sucesso no futuro.

Sei que não tivemos base nenhuma de educação financeira na escola. Portanto, não saber sobre isso não é culpa sua. Mas é sua obrigação reverter esse quadro.

Aprenda, leia, estude, informe-se. Valorize o suado dinheiro que você conquista com seu trabalho.

Estamos aqui para ajudá-lo a se organizar financeiramente e poder finalmente conquistar tudo aquilo que sempre sonhou. Se tiver qualquer dúvida, deixe um comentário e participe do nosso grupo de discussão no Facebook.

Dito isso, ensinarei agora os 4 principais critérios para escolher os investimentos.

Como saber em que investir?

É muito comum ouvirmos nas mídias notícias como: “o Ibovespa fechou o pregão com queda de 1,43%” ou “a poupança rendeu 8,41% no ano de 2015”.

Isso indiretamente nos induz a pensar que o fator mais importante para se realizar um investimento é verificando a rentabilidade dele, ou seja, o quanto ele rende.

Nada mais natural que isso, pois queremos saber quanto dinheiro ganharemos ao investir em determinado ativo.

O grande problema é quando olhamos somente a rentabilidade e esquecemos de considerar outros fatores ainda mais importantes.

Acabamos seguindo cegamente notícias de que “o dólar é o investimento da vez: já rendeu mais de 80% desde 2014”. Aí, acabamos investindo em um dólar muito valorizado simplesmente porque achamos que ele continuará subindo 80% sem risco nenhum.

Esse é um erro muito comum de quem ainda está começando seus estudos de educação financeira e investimentos.

Vejamos então os 4 critérios que são extremamente importantes na hora de escolher os investimentos.

1) OBJETIVOS

Este primeiro critério deveria ser muito óbvio, mas muitas vezes as pessoas não pensam nele como o mais importante.

Por qual motivo investimos dinheiro?

O dinheiro em si não significa nada. O grande valor do dinheiro é poder alcançar nossos objetivos, realizar nossos sonhos e proporcionar tranquilidade e qualidade de vida para nós e para a nossa família.

Sempre que vamos investir devemos pensar qual é o nosso objetivo com aquele investimento.

O nosso objetivo é fundamental para saber em que devemos investir.

Por exemplo, não podemos investir em ações um valor que precisaremos para viajar no fim de 2016. A volatilidade do mercado de ações é muito grande para utilizar como investimento de curto prazo.

Da mesma maneira, se nosso objetivo é juntar para aposentadoria, não faz sentido investir em uma LCI com prazo de 1 ano, por exemplo. Seria mais vantajoso já escolher um investimento de longo prazo que tivesse a incidência de juros compostos por muito mais tempo.

Portanto, sempre devemos saber qual é o nosso objetivo para saber qual o investimento mais adequado para alcançá-lo.

2) RISCOS

Este é um critério que alguns subestimam e que muitos superestimam.

Os riscos de um investimento devem ser sempre levados em consideração, mas nunca deixando que o medo paralise você e o impeça de agir.

Ironicamente, os que ficam com medo de investir acabam mantendo o dinheiro na poupança, cujo histórico já demonstrou não ser o investimento mais seguro do país. Outros, ainda, preferem gastar tudo o que ganham. Quer algo mais arriscado do que viver todos os meses no limite?

É importante salientar aqui que todos os investimentos têm algum tipo de risco, assim como tudo em nossas vidas.

Pense: viver já é um risco em si. Quando você nasce, você tem o risco (na verdade, a certeza) de morrer. Pode acontecer algo quando atravessamos a rua, quando estamos comendo, quando praticamos algum esporte, quando trabalhamos ou, até mesmo, quando não estamos fazendo nada.

Por que então não correr riscos tentando fazer alguma coisa para melhorar nossas vidas?

Portanto, estude o investimento, conheça suas características e decida se aceita os riscos inerentes a ele. O risco que aceitamos normalmente está ligado ao nosso perfil de investidor e à situação de vida em que estamos.

Feito isso, a melhor maneira de se proteger dos riscos é por meio da diversificação. Leia este artigo em que explico como uma diversificação adequada permite que você durma tranquilamente, mesmo com investimentos mais “arriscados”.

3) LIQUIDEZ

O terceiro critério muito importante dos investimentos e pouco valorizado pelos iniciantes é a liquidez do ativo.

A liquidez nada mais é do que a capacidade de transformar um ativo de volta em dinheiro.

Isso é algo fundamental e deve estar sempre alinhado aos prazos dos seus objetivos.

Vamos supor que você deseja comprar um carro em 2017, mas investiu em um CDB com vencimento em 2019. Esse não foi um bom investimento, pois como comprará o carro em 2017 se seu dinheiro só será recuperado em 2019?

Recentemente, escrevi também um artigo sobre a importância da liquidez, em especial no momento de crise atual. Leia aqui.

Lembre-se: a liquidez também andar lado a lado com seu objetivo.

4) RENTABILIDADE

Agora sim, a rentabilidade.

O quanto de fato rendeu nosso dinheiro é algo muito importante também para fazermos boas escolhas. Caso contrário, não haveria necessidade de investir em outro investimento que não a poupança. Ela tem liquidez imediata, baixo risco e pode ser alinhada a qualquer objetivo.

No entanto, ela não passa na nota de corte deste critério que também é fundamental, mas que é um pouco menos importante que os demais.

Olhar somente a rentabilidade é um grande perigo. Mas ignorá-la completamente também é.

O que, então, poderia substituir a poupança?

No artigo “A Nova Poupança”, falo sobre um dos investimentos mais versáteis que temos: o Tesouro Selic.

Ele tem liquidez diária, risco menor que da poupança e pode ser alinhado com quase todos os objetivos de curto e médio prazo. O grande trunfo é que ele rende muito acima da poupança e é o investimento que indico para montar a reserva de emergência.

Normalmente, uma maior rentabilidade está ligada a um risco maior ou liquidez menor. Nesse caso específico, apenas a liquidez é um pouco menor, mas nada que justifique o não uso desse ativo.

Já no caso de investimento em ações ou fundos imobiliários, que são investimentos de renda variável, a possibilidade de ganhos (e também de perda) é muito maior do que um ativo de renda fixa.

Um banco de menor porte costuma oferecer rentabilidade superior a bancos grandes, justamente para conseguirem captar novos recursos. Se oferecessem a mesma rentabilidade com um risco maior, por que um investidor escolheria esse banco pequeno em vez de um grande?

Portanto, esses 4 critérios que citei estão intimamente ligados e devem ser muito bem analisados na escolha de seu investimento.

Considerações finais

Agora você já sabe que, antes de decidir em que investir, deve analisar as características dos investimentos e verificar se atendem os quatro critérios fundamentais: objetivos, riscos, liquidez e rentabilidade.

Não siga o “investimento do momento”, mas sim aquele que atende aquilo que você busca e precisa.

É provável também que, com o tempo, seu leque de investimentos aumente para cumprir diversos objetivos e manter uma diversificação saudável que deixe você tranquilo para viver a vida.

Caso tenha dúvidas ou queira expor sua opinião, fique à vontade para deixar um comentário.

Grande abraço!

Vitor Hernandes

  • Douglas Ribeiro

    Muito bom!

  • Vitor Shimada Hernandes

    Valeu, Douglas!