POR QUE NÃO COMPENSA COMPRAR UM IMÓVEL?

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Está em dúvida entre comprar um imóvel ou viver de aluguel?

Então este artigo foi escrito para você, que se encontra nesse dilema.

Digo isso por experiência própria. Recentemente, estava sentindo isso na própria pele e, após muito pensar e estudar sobre o assunto, cheguei à minha decisão.

Um pouco do que estou passando…

Durante a batalha mental que travei em minha mente, levei em consideração muitos fatores, desde a enorme vontade em ter um imóvel próprio (comprar) e não depender mais de ninguém para morar (morar de favor), passando pela hipótese em ter de pagar um valor fixo mensal para um terceiro para residir em um local que nunca seria meu (alugar), até o pensamento frio e calculista do ponto de vista financeiro tão somente.

Tinha em mente que devia tomar uma decisão sábia, afinal não podia dar um passo em falso e perder uma excelente oportunidade de comprar um imóvel ou de investir em outra opção. Time is money, my friend!

Estava procurando um imóvel há meses, quando, subitamente, surgiu um com valor de mercado muito abaixo dos demais, exatamente com as características que eu queria como primeiro bem, custava cerca de R$ 105.000,00 e poderia valorizar uns R$ 15.000,00 quando o revendesse.

Eu tinha o suficiente para pagá-lo quase à vista. “Chegou a hora da verdade”, pensei. Todavia, esse bem ficava em uma região um pouco afastada do centro da cidade e levaria certo tempo para revendê-lo, caso eu desejasse.

Logo, descartei a hipótese de adquiri-lo, mesmo que praticamente à vista, pois eu utilizaria todo o meu capital em um bem que não me traria um lucro 100% garantido.

Não demorou muito e apareceram outros imóveis, logo quando o governo cortou pela metade o incentivo ao financiamento, fazendo com que o valor caísse em relação ao período anterior. Tudo parecia conspirar para a aquisição da casa própria.

Como passei a analisar racionalmente, em vez de emocionalmente?

Sentei-me e coloquei no papel todas as possibilidades futuras, tentei deixar de lado o fator emocional nessa hora. E isso foi muito importante.

No meu caso, eu teria de financiar parte do imóvel, assumindo, assim, uma dívida por um longo período. Financiaria metade do bem, um imóvel que só seria meu depois de quitado o financiamento, pois, caso não cumprisse aquela obrigação, o banco, dentro do seu direito, tomaria aquele bem e eu ficaria a ver navios.

Muita coisa pode acontecer durante o prazo de um financiamento. Assim como eu também poderia receber uma boa quantia a títulos de honorários, já que sou advogado, podendo quitar todo o financiamento de uma tacada só.

Então eu pensava: tenho R$ 100.000,00. Comprarei um imóvel de aproximadamente R$ 200.000,00 (na minha cidade, encontro bons imóveis a esse valor) e assumiria as prestações do financiamento.

Meus amigos que financiaram diziam: “as parcelas do financiamento são decrescentes. Veja bem, você começa pagando um valor e, ao final, estará pagando cerca de 1/4 do valor da primeira prestação. Além disso, a valorização do salário mínimo será inversamente proporcional, ou seja, daqui a 20 anos, o salário estará valendo mais e a prestação terá caído. É uma maravilha!”

Então, compensa mesmo esse negócio de financiamento?

Algo ainda me tirava o sono e não parecia assim tão simples.

Comecei a colocar em números e me surpreendi com alguns dados. Veja a simulação que fiz no site da Caixa:

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Perceba que maravilha: a última prestação será de R$ 264,87, sendo que a primeira foi de R$ 1.034,60!

Isso se deve ao SAC (Sistema de Amortização Constante). Era isso o que os meus amigos falavam, mas que eu tinha sérias reticências.

Estudando melhor, vi que o valor da última parcela é o que realmente estaria sendo abatido do saldo devedor do meu apartamento. Isso em todas as parcelas. O restante do valor seria apenas os juros. Portanto, R$ 769,73, se subtraídos do valor da primeira parcela seriam os juros que eu pagaria para o banco, ou seja, dinheiro indo pelo ralo.

Como já dito, essa diferença entre o valor da primeira e da última parcela eu estaria pagando para o banco a título de juros e, com um pouco mais que esse valor, eu teria condições de alugar um apartamento no mesmo padrão que eu compraria, lembrando que esses valores são dos imóveis aqui da minha cidade, mas proporcionalmente seria o mesmo raciocínio para o lugar onde você vive.

Você prefere pagar ou receber juros?

Assim, entre financiar, utilizando todo o meu ativo financeiro na compra de um imóvel e ainda assumindo uma dívida de longuíssima duração, ou alugar um apartamento de iguais características por um período contratual anual ou de até 30 meses, como é na maioria dos contratos de locação, resguardando os meus R$ 100.000,00 em um investimento conservador ou moderado, o qual pagaria o meu aluguel e ainda poderia reinvestir a sobra, dependendo do investimento.

Preferi ficar com o aluguel.

Posso optar por investir em investimentos seguros, como o Tesouro Direto, ou até mesmo investir em imóveis com parte do dinheiro, pelos Fundos Imobiliários.

Você provavelmente quer me perguntar: “ok, entendi a sua lógica, mas assim você ficará a vida inteira morando de aluguel. E a tão sonhada casa própria?”

Não pretendo morar de aluguel pelo resto da vida. É apenas uma escolha temporária e inteligente financeiramente.

Mesmo que você não tenha os R$ 100.000,00 no momento, digamos que bem menos que isso, considerando, também, que você trabalhe e aufira um salário mensal, alugando um imóvel no valor de aproximadamente R$ 1.000,00, investindo o seu dinheiro de forma segura e reinvestindo as possíveis sobras, você poderá adquirir o seu imóvel em muito menos tempo que os 35 anos do financiamento, e à vista.

Explicarei melhor.

Digamos que você consiga pagar o seu aluguel e encargos apenas com os rendimentos de seus investimentos.

À parte disso, existe o seu salário, o qual, inevitavelmente, seria utilizado para pagar as parcelas do financiamento por 420 meses em um valor próximo de R$ 1.000,00, conforme o nosso exemplo.

Invista o valor referente às parcelas em um investimento de longa duração e deixe os juros compostos trabalharem para você!

Bingo! Em aproximadamente 20 anos ou menos, você poderá comprar o seu imóvel à vista, ou quase isso, pagando bem menos juros e tendo à sua disposição dinheiro vivo para algum investimento imperdível que por ventura possa surgir.

Não se esqueça que, além dos R$ 1.000,00 investidos todo mês, você ainda contará com o valor principal, aquele que lhe rende os juros que você utiliza para pagar o seu aluguel.

Veja bem, os imóveis são bens que valorizam, isso é verdade, mas analisando a valorização e desvalorização durante os últimos anos, sinceramente não acredito que ocorra milagres nessa seara.

Já em relação aos investimentos, como o Tesouro Direto, as oportunidades são crescentes. É um novo mundo que está se abrindo frente a debandada do mercado de ações.

Por essas razões, o meu palpite e história de vida pessoal é que você espere algum tempo, estude e analise antes de tomar uma atitude.

É o que estou fazendo e, sinceramente, a cada mês fico mais positivo e feliz com a minha escolha, sempre com um planejamento econômico atento, pois quem quer comprar um imóvel e ainda não tem todo o dinheiro para comprá-lo à vista, invariavelmente deve ter uma vida econômica regrada e equilibrada, evitando gastos supérfluos, mas sem esquecer de ter uma boa qualidade de vida e viver bem, conforme as suas possibilidades. Do contrário, você se tornará um robô que só pensa em economizar.

Se este artigo lhe ajudou ou se você ficou com mais dúvidas depois de lê-lo, deixe o seu comentário que procuraremos, com muito carinho, responder.

Caso tenha se interessado em investir, mas ainda se sente inseguro com relação aos investimentos, aprenda como perder o medo em 10 dias e quais são os 3 bloqueios que impedem a sua prosperidade.

Em relação à investimentos em Imóveis e Fundos Imobiliários, recomendamos o excelente ebook COMO COMPRAR IMÓVEIS do Leandro Ávila. Uma boa forma para dar primeiro passo.

Obrigado e até a próxima!

Leonardo Batistella

  • Guilherme Dante

    Realmente 300% de juros ao longo de 30 anos é um absurdo,
    mas se você multiplicar R$ 3.500,00 (que é +- a renda que você colocou no
    simulador da Caixa) por 360 meses, dará um grana boa (R$ 1.260.000,00). Ok que
    você gaste por volta de R$ 2.000,00/mês, ainda assim terá uma grana boa (R$
    540.000,00). Nesse caso não estamos contando com o FGTS, ou alguma carta de
    crédito aprovada, ou Subsidio – disponibilizado pelo programa minha casa minha
    vida (para meu 1º imóvel), ou Subsidio Casa Paulista (utilizado por Servidores
    Públicos do Estado), ou Férias. Financiar não é lá um mal negocio, até que ponto esse intervalo (o Financiamento) será bom para “mim”.

    “Posso financiar o meu imóvel, abatendo o saldo devedor de 2
    em 2 anos com meu FGTS (se for o caso), talvez posso até reduzir os meus gastos
    e ao invés de gastar R$ 2.000,00 ao mês eu gaste R$1.500,00 os outros R$ 500,00
    eu posso investir no Tesouro Nacional ou em Fundos de Investimentos Imobiliários
    (Junto com os outros R$ 1.500,00).”

    Nunca vi o aluguel como um bom negócio, a não ser para quem
    recebe. Pensemos:

    Aluguel hoje em dia não sai por menos de R$ 1.200,00 se eu
    for pagar o aluguel em +- 20 anos, como diz a proposta (Bingo! Em aproximadamente 20 anos ou menos, você poderá comprar o seu
    imóvel à vista, ou quase isso), vou gastar R$ 288.000,00 (sem
    retorno nenhum), onde está o bom negocio? A essa altura (20 anos) você estaria “prestes”
    a terminar o seu financiamento e já estaria pensando e comprar outro, venderia
    o imóvel de R$ 200.000,00 por R$ 240.000,00, ou mais (Isso depende muito do que
    a região proporciona).

    Sugestões… Procure um profissional da área (Corretor de
    Imóveis, Corretor da Bolsa, Contador ou Administrador) para auxiliar, por mais autodidata
    que possamos/pensamos ser, nem sempre o que pensamos sobre um mercado que não
    estamos familiarizados é.

    Para conseguir alguma coisa precisam-se correr riscos, desde que esses riscos não comprometam
    o seu bem maior.

  • André Luiz Hernandes

    Excelente artigo Leonardo! Infelizmente, o brasileiro quando se casa ou está prestes a se casar, acaba sempre se enfiando em dívidas de financiamento em imóveis que atendem hoje à necessidade da família mas que em breve já não atenderão, imóveis muitas vezes distantes do local de trabalho, comprometendo tempo e com custos de deslocamento. O sonho da casa própria é o responsável por esse tipo de precipitação. Como você bem disse, um dia todos queremos ser donos do imóvel onde moramos, mas com paciência e inteligência financeira, conseguiremos comprar o imóvel dos sonhos e com muito menos dinheiro “dado” a título de financiamento imobiliário. Parabéns! Continuem nos brindando com artigos inteligentes e brilhantes como este e que saem do lugar-comum.

  • Willian Dougherty

    Leonardo excelente artigo e em boa hora! Tenho 19 anos e penso em usar o programa Minha Casa Minha Vida para conseguir o primeiro imóvel, com minha renda atual (que nao chega a 2 salarios minimos) e ajuda do subsidio, seria uma boa ideia adquirir um imovel e o colocar para gerar uma renda de aluguel que cubra o valor de suas parcelas?

  • Olá, Guilherme! Muito pertinente seu comentário. Porém, vamos analisar com calma.

    Você disse que “Aluguel hoje em dia não sai por menos de R$ 1.200,00”. Ok, quanto sairia o valor para financiar esse mesmo imóvel? Uns 2.000 por mês, ou seja, 480 mil reais ao fim dos 20 anos, em um imóvel de 200 mil. Isso significa que você pagou 280 mil só em juros.

    Aí você poderia falar “Viu só? Gastei mais dinheiro com aluguel do que com os juros e ainda fico sem o imóvel”.

    Porém, o mais importante: a disponibilidade de investir 800 por mês (a diferença entre os 2.000 do financiamento e os 1.200 do aluguel). Ao longo de 20 anos, esse valor poupado vira um montante considerável de 192 mil, sem considerar os juros do investimento.

    Resumindo, você teria gastado 8 mil a mais no aluguel, mas teria poupado uma diferença de 192 mil + rendimentos dos juros compostos (que não vou calcular agora, mas no mínimo triplicaria os 192 mil). Com o valor que você pagou em um único imóvel, poderia comprar uns 3.

  • Leonardo Savian Batistella

    Fico feliz que gostou, muito obrigado.
    Nada impede que você adquira este imóvel, se achar que é um bom investimento e que poderá lucrar com isso, vai fundo! Todavia, conforme destacado no artigo, existem alguns fatores que devem ser observados atentamente.
    Em relação ao aluguel para pagar o financiamento, pode acorrer de você não conseguir alugar o imóvel por algum tempo, pense se está preparado para arcar com estas possíveis despesas caso ocorra este fato, lembrando que ainda terá de arcar com o condomínio, no caso de um apartamento.
    Você é jovem, e pelo que percebo já tem um lugar para morar, já que iria alugar o seu imóvel para pagar o financiamento, então aguarde um pouco mais para tomar esta atitude, o seu salário ainda não é muito alto, então é um pouco arriscado você correr o risco de comprometer o seu dinheiro, que por enquanto é limitado, com uma dívida tão longa como a de um financiamento.
    Em resumo, analise por quanto tempo seria este financiamento, qual o subsídio oferecido pelo governo, qual o valor das parcelas, taxa de juros, possibilidades de investimento, caso não venha a adquirir o imóvel, veja tudo dentro de um contexto, e, principalmente, deixe de fora o fator emocional de ter uma cada própria para tomar a sua decisão.
    Espero ter ajudado, demais dúvidas é só falar.

    Grande abraço.

  • Leonardo Savian Batistella

    Maravilha, André! Obrigado pelas palavras, você está mais do que certo.
    Tem vezes que o tempo mostra para as pessoas quais as melhores escolhas, temos de ser pacientes para isso, ocorre que a impaciência e pressões vindas de terceiros, os quais caminham dentro do senso comum, nos fazem tomar atitudes precipitadas.
    Não perder uma boa oportunidade é uma coisa, mas se jogar de cabeça nas primeiras oportunidades que surgirem, achando que é única e que se não aproveitar naquele momento será difícil oportunidade semelhante surgir, é outra coisa bem diferente. Inteligência emocional é a palavra.

    Muito obrigado, grande abraço!

  • Leonardo Savian Batistella

    Olá Guilherme.

    Sim, comprar um imóvel não é um negocio ruim, em alguns casos. Como você bem asseverou, existem possibilidades da compra do imóvel ser uma grande oportunidade de ganho, mesmo um financiado, no artigo eu relatei o meu caso, de acordo com a minha situação atual, aqueles que se identificam que sigam o meu singelo conselho, ou não.

    Para deixar claro, eu me aconselhei com inúmeros corretores de imóveis, vi que você é corretor de imóveis, correto? Pois é, tenho amigos que são corretores e, de acordo com a minha realidade, me aconselharam a esperar um momento melhor, DE ACORDO COM A MINHA REALIDADE! (desculpe as letras maiúsculas), entretanto, outros muitos corretores de imóveis, os quais não eram meus amigos, me diziam para comprar. Preferi seguir os conselhos daqueles que são meus amigos, por obvio, pois eles estavam sendo honestos comigo. Não tenho nada contra corretores de imóveis, visto que já iniciei um curso para corretagem imobiliária, não que eu vá fazer disso a minha profissão, mas é uma carta a mais na manga, pois acho interessante.

    Também tenho amigos corretores da bolsa, me aconselho com os mesmos praticamente toda a semana sobre bons investimentos, eles também me disseram para esperar um pouco até decidir adquirir um imóvel, também sou administrador de empresas e tenho espírito empreendedor desde adolescente, quando tive a minha primeira empresa, portanto sei me arriscar, como já fiz e venho fazendo em minha vida.

    O que quero lhe dizer, com todo o respeito, é claro, é que faz tempo que eu venho estudando a compra de um imóvel, acho que 1 ano, mais ou menos, mas quero comprar sim o imóvel, só estou, de forma inteligente, esperando e trabalhando com o meu capital.

    Prefiro receber juros a pagá-los.

    A maioria das coisas se resume a tempo, comprar um imóvel de R$ 200.000,00 por meio de um financiamento de 20 ou 30 anos, pagando juros que comprariam dois imóveis do mesmo valor, para revendê-lo a R$ 240.000,00, (imóvel velho e difícil de vender, somado ao tempo que levaria para vender). Pergunto, onde está o bom negócio neste caso?

    Então eu sei muito bem o que estou fazendo, e no momento que eu desejar comprar um imóvel eu tenho esta possibilidade, pois o meu capital está rendendo juros todos os meses, todavia, caso eu adquirisse um imóvel nas condições em que eu relatei no artigo, se eu quisesse vendê-lo creio que não seria da noite para o dia, poderia me arrepender, e este risco eu preferi não correr, pelo menos neste momento da vida.

    Investindo o seu dinheiro de entrada de um financiamento e fazendo aportes mensais você pode comprar um imóvel em 20 anos, e à vista, sem juros para bancos, certamente que o valor do aluguel seria pago para um terceiro, muita coisa pode acontecer em 20 anos, até mesmo você encontrar um aluguel barato, pelo menos mais barato do que os juros pagos ao banco, e caso eu não possa pagar o aluguel, no máximo eu seria despejado, caso eu não possa pagar o financiamento, bem, aí eu perderia todo o dinheiro investido, pois o banco não iria ter pena de mim.

    Faço das minhas palavras as do comentário do Vitor, e reforço com os fundamentos trazidos pelo artigo.

    Muito obrigado pela contribuição, criticas construtivas e inteligentes são sempre bem vindas.

    Abraço!

  • Janete Barbosa

    Gostei muito do artigo! Tambem estou nessa fase de análises, se compro ou não compro… E por enquanto também resolvi esperar. Valeu pelas dicas!! Obrigada

  • Marina Alves

    Eu e meu marido fizemos a mesma análise (não tão profunda como a sua) e decidimos não adquirir imóvel neste momento e como não pagamos aluguel (herança) iremos fazer aportes para renda fixa. Mais uma vez, parabéns pelo artigo, muito esclarecedor.

  • Fernando

    boa análise. Estou nesse pensamento esses dias. Mas com teus cálculos, acho que a opção de aluguel, em esses tempos de alta taxa de juros, fica evidente. Saudações!

  • Chapa Man

    Leonardo,
    Muito bom seu artigo!
    O meu caso é bem parecido. Fui casado por 4 anos e me divorciei. O imovel que eu morava já era meu antes de casar. Depois do divórcio, fiquei sozinho num apto que era muito espaçoso para uma pessoa só. Vendi o imóvel há dois meses atrás por 460k. Cheguei a procurar aptos menores e mais perto do meu trabalho. Daí, quando coloquei no papel, assim como vc fez, verifiquei que havia bons apartamentos próximo ao meu trabalho para alugar por R$1.250 e com preço avaliado em R$300k, ou seja, retorno para o proprietário de 0,33% ao mês já descontando o Imposto de Renda.
    Ao aplicar o montante em uma aplicação ultra-conservadora, é possível obter uns 0,8% a.m. já descontando o IR. Foi o que fiz !
    Posso mudar de idéia mais pra frente, mas hoje, financeiramente dizendo, posso afirmar que continuarei a deixar o montante aplicado e morando de aluguel.
    Os títulos do Tesouro Direto, pra mim, estão sendo a melhor alternativa : Em 5 anos, 35% de ganho REAL !!! (IPCA + 7% a.a.) fora a correção da inflação.
    Casa própria, agora, só quando eu for me aposentar ! Nesse caso, comprarei um lote em um condominio mais afastado e construirei uma casa como quero – sem stress !
    Abraço e bons rendimentos !

  • Chapa Man

    Prezado Corretor Imobiliário Guilherme Dante,

    Sobre a citação : “Nunca vi o aluguel como um bom negócio, a não ser para quem recebe.”. Os números nos mostram exatamente o contrario. Imóveis de R$300.000,00 estão sendo alugados, facilmente, por R$1.300. R$1.300 dividido por R$300.000 dá 0,43% de retorno para o proprietário (“quem recebe”) . Descontando o imposto de renda, o proprietário está recebendo 0,34% .

    Caso vendesse o imovel por R$300.000, e tivesse aplicado no mercado financeiro, estaria recebendo rendimentos de pelo menos R$2.500,00 (ultra conservador) – 0,83%.

    Ainda estamos aguardando a sua réplica para os comentarios abaixo.
    Abraço e bons rendimentos!

  • Karol Pereira

    Acho que é melhor comprar. Se não tiver dinheiro pede financiamento. Comprei uma casas a venda em Campinas e estou satisfeita!

  • Thaty

    Leonardo, Boa Tarde!
    Tenho uma dúvida, se eu conseguir quitar o financiamento antes do tempo total, comprar ainda é uma opção viável? Até quanto tempo ainda essa opção ainda seria positiva?
    Muito Obrigada 🙂

  • Leonardo Savian Batistella

    Boa! Este é o raciocínio correto!

  • Leonardo Savian Batistella

    Janete, obrigado, que bom que gostou! Passado algum tempo desde a publicação do artigo, percebemos que as taxas de juros só aumentaram, ou seja, quem havia financiado está pagando cada vez mais por um bem que só desvaloriza ao longo de um financiamento de 30 anos, por exemplo.

  • Leonardo Savian Batistella

    Muito obrigado, Mariana, espero ter ajudado você e sua família nesta importantíssima decisão!

  • Leonardo Savian Batistella

    Maravilha em, Chapa! Após algum tempo desde a publicação do artigo percebemos que as taxas e juros dos financiamentos estão cada vez mais oscilantes, mesmo hoje podendo financiar até 90% do imóvel, isso é só um embuste, um chamariz que esconde os altos juros cobrados com o tempo, quanto mais se financia, mais se paga. E pagar mais por um imóvel que só desvaloriza com os anos, financiamento de 30 anos, por exemplo, não é bom negócio em lugar algum.
    Gostei da sua estratégia, para o seu caso ela está certíssima, ao meu ver. E se os ventos mudarem, mudam-se as estratégias também, o raciocínio do artigo não é estanque, e ainda bem que não é!
    Forte abraço!

  • Leonardo Savian Batistella

    Karol, existem boas oportunidades hoje no mercado sim, quem tem dinheiro nesses tempos de crise pode fazer excelentes negócios. Mas, convenhamos, pagar juros exorbitantes não é bom negócio, não é mesmo? Cada caso é um caso, o seu provavelmente foi um bom negócio, pois está satisfeita, mesmo lendo o artigo e entendendo o raciocínio que quis passar. Portanto, tem casos que comprar o imóvel pode ser uma boa, mas noutros pode ser uma cilada, em especial com financiamento.
    Abraço!

  • Leonardo Savian Batistella

    Thaty, perdão pela demora. Quitar pode ser uma boa escolha, mas isso depende de alguns fatores pessoais. Já que você pactuou um financiamento, pode fazer um cálculo da seguinte forma. Se você tem um valor para quitar o financiamento, quanto este valor geraria por mês em um investimento seguro? será que com os rendimentos você não conseguiria quitas as parcelas todo o mês e garantir a liquidez do valor que daria como quitação? E se for possível quitas duas parcelas com os rendimentos? Você poderia quitar a do mês e quitara última, como forma de diminuir os juros e encurtar o prazo do financiamento.

  • Arthur

    Ótimo artigo Leonardo… Eu estou começando a guardar um dinheiro agora, inicialmente para comprar um imóvel para morar. Investindo no TD. Mas estava pensando nos últimos dias: Quando eu tiver uns 100 mil, por exemplo, e isso render cerca de mil reais por mês, será que vou ter coragem de gastar tudo como entrada de um apartamento e abrir mão do rendimento?? E se isso compensa…?
    Pq não vou achar nenhum imóvel de 100 mil reais, isso seria só a entrada e depois estaria endividado por alguns anos. E já como investimento, rende mais do que o próprio possível aluguel que esse imóvel poderia me render (sem contar que eu nem poderia alugá-lo pq não tenho um local pra morar sem ser alugando)…
    Acho que quando eu tiver 100 mil que vou realmente começar a guardar o dinheiro pra comprar um imóvel (sem mexer nesse montante) rsrsrs

  • Jonatas Cesário

    Olá boa noite. Estou nesta dúvida. Tenho casa e carro quitados, ou seja, graças a Deus tenho uma vida estruturada. Tenho em cash mais de 20 mil na poupança e vai me entrar nos próximos 5 meses 60 mil referente a um processo ganho, e tb quase 25 mil de FGTS.
    Comprar ou não comprar um imóvel como investimento? Eis a questão. Vi um apto de 130 k a venda e que poderia ser alugado por uns 700,00. Se eu compra-lo dando 65 mil de entrada (40+FGTS) poderia pagar as parcelas apenas com o aluguel, porém estou pensando se valeria mais a pena ir neste sentido ou investir em TD ou LC, algo do tipo. E aí, qual melhor caminho ?

  • Cleilton

    Creio que não seja uma boa opção. Alugando por R$700,00 mensais (R$ 8.400,00 anual) você teria um rendimento de 6,4% no ano sobre o capital de R$ 130.000,00 (valor do apartamento). Você só ganharia em relação à poupança. Diversos outros investimentos lhe renderiam acima de 8%, 9% ou mais, líquido. Para tentar amenizar a situação seria vc receber o aluguel em mãos e não declarar e que o inquilino não declare também. Vários outros problemas surgem como: Manutenção do imóvel (inquilinos não zelam muito), período em que o imóvel pode ficar desocupado, o imóvel pode (OU NÃO) valorizar… por exemplo a construção de um presídio próximo, aumento da violência fazem o valor despencar. Assim, são muitas variáveis que giram em torno de imóvel como investimento.
    Um investimento em títulos públicos ou outros, a depender do local investido vc ainda tem a cobertura até o valor de R$ 250.000,00 do Fundo Garantidor.
    Por fim, não creio que um imóvel seja um investimento tão bom assim. Só se vc chutar um moribundo… e pagar muito pouco pelo imóvel.

  • Cleilton

    Outro detalhe… evite expor sua vida financeira na internet… atrai curiosos e criminosos.

  • Eddu Gomez

    Independentemente da decisão tomada,é importante que seja consciente,eu entendo todos argumentos,ocorre que em certo ponto da vida da gente que o maior lucro não é tão importante,o aluguel de um imóvel te da segurança ,não só pela renda ,mas por saber que seu dinheiro está investido em algo concreto,outros investimentos também teem segurança ,talvez mais ,mas é diferente.
    Atualmente possuo 11 imoveis ,todos alugados ,mesmo com essa crise,sendo criterioso e “bom de negócio ” isso faz a diferença para atravessar tempos difíceis como os que vivemos .
    E se sobrar uma grana futuramente ,adivinha em que vou investir kkkk

  • Paulo Makay

    Perfeito o raciocínio.
    Não compensa comprar imóvel no Brasil.
    Qualquer um pode chegar ae essa conclusão com ajuda de calculadoras de investimento.
    Ninguém entende o que é passivo, e que se vc tem uma casa e está morando nela, ela não é um investimento!!!Até pq quando a vender , estará fazendo isso para comprar outra casa geralmente mais cara e pagando mais juros.
    No final da vida você pode
    vende la e conseguir uma boa grana caso vc se veja em uma difícil situação.
    Só que ai cabe perguntar.
    Não seria melhor ter vivido de aluguel e investido o dinheiro?
    O seu artigo responde isso de maneira a não deixar margem nenhuma.
    Eu fiz isso em 2013.Invisto em ações e tesouro direto.
    Vivo num bom apartamento, perto de tudo no centro de Jundiaí, eliminei outro passivo que é o carro e não me arrependo nem um pouco.
    Construir e alugar é um investimento que pode ser usado na diversificação, porém basta um teste simples com uma HP 12c para perceber que sua taxa de retorno é quase sempre pior que a de um título pré fixado do tesouro direto.
    O rapaz que aluga 11 casas está feliz, eu não duvido, mas e se ele tivesse investido os seus ganhos em renda fixa e em renda variável? Ele estaria trilhardario….tenho ctz disso.

  • Gisely de Oliveira

    Não concordo. Pois mesmo que investisse tudo: R$ 100.000,00, ainda assim em 10 anos nãovaloririzaria para comprar o mesmo imóvel, uma vez que a especulaçõa imobiliária é bem maior que os juros. E há três anos encontrava vários imóveis de 1 dormitório na Santa Cecília por R$ 150.00 e agora estão a partir de R$ 250.000,00 e não tem investimento que renda tanto assim. Mellhor um apê na mão que suposições voando.