CARTÃO DE CRÉDITO: MEU GRANDE AMIGO!

CARTAO DE CREDITO

Cartão de crédito: meu grande amigo!

Quando começamos a estudar sobre educação financeira e investimentos, normalmente, os especialistas imediatamente sugerem: “elimine seus cartões de crédito”.

No entanto, será mesmo que o cartão é o inimigo a ser combatido aqui?

A verdade é que o crédito é uma faca de dois gumes. E, como tal, pode ser usado para o bem ou para o mal.

Assim como a faca, o problema não está na ferramenta, mas sim em quem a manuseia. E a principal dificuldade é saber usar o cartão de crédito como um benefício real.

Por esse motivo é que os especialistas indicam eliminar o cartão de crédito para quem está iniciando sua educação financeira.

Sabemos que o consumismo é algo muito presente em nosso dia a dia, e que a facilidade que temos em comprar algo sem precisarmos ter o dinheiro na hora pode ser fatal para o nosso bolso.

Neste artigo, você aprenderá como usar o cartão de crédito a seu favor.

O que os bancos ganham ao oferecer um cartão de crédito?

Você provavelmente achou essa pergunta muito óbvia, e ela realmente é.

Os cartões de crédito são uma forma de o banco emprestar recursos financeiros ao cliente e, em troca, receberão um valor muito maior do que o emprestado inicialmente.

Isso foi bastante comentado neste outro artigo, caso tenha interesse em se aprofundar.

No entanto, o que é importante notar é que as pessoas, mesmo sabendo que o banco está ganhando muitos juros em cima do empréstimo, continuam acumulando cada vez mais dívidas, muitas vezes comprando simplesmente por impulso, e não tendo o suficiente para pagar a fatura no vencimento.

“Consumismo nada mais é do que comprar aquilo que você não precisa, com o dinheiro que você não tem, para impressionar pessoas que você não conhece, a fim de tentar parecer uma pessoa que você não é.”

O que as pessoas ganham ao usar um cartão de crédito?

Como citado no tópico anterior, o crédito é algo que permite que as pessoas comprem sem a necessidade de ter o dinheiro imediatamente.

Normalmente, isso ocorre para bens de maior valor, como imóveis e veículos.

No entanto, para usos mais cotidianos, como alimentos, roupas, cursos e livros, não há uma real necessidade em pagar com crédito, pois seria perfeitamente possível você pagar todos esses gastos com aquilo que realmente ganhou no mês.

Mesmo assim, pagar esses bens com cartão de crédito pode trazer muitos benefícios para quem souber se organizar e controlar os gastos adequadamente.

Veja a seguir 5 mitos sobre cartão de crédito, que você já deve ter ouvido e talvez nem seja tão verdade assim.

5 mitos sobre o cartão de crédito

1) “Destrua seu cartão, pois ele fará você se afundar em dívidas.”

Como citado no início do artigo, essa frase é bastante dita por especialistas financeiros, já julgando (na maioria das vezes, com razão) com antecipação que o leitor não teria disciplina para manusear o cartão de crédito de forma adequada.

No entanto, o problema do cartão de crédito está nos juros que incidem sobre a fatura caso o usuário não a pague totalmente até a data de vencimento.

A dica aqui é: nunca pague somente a parcela mínima do cartão, pois é ali que começa a armadilha. Quem paga somente o mínimo normalmente está pagando apenas juros, e não de fato o que consumiu.

Portanto, para evitar qualquer tipo de problema e juros abusivos, basta pagar a fatura integralmente até a data de vencimento.

Caso você já esteja endividado, sugiro a leitura do artigo “Como controlar as dívidas”.

2) “Com o cartão, perco totalmente o controle dos meus gastos.”

Isso é verdade, em partes.

Veja bem, quando temos o cartão em mãos, ficamos com a impressão de que nosso dinheiro é infinito ou de que não estamos gastando de fato.

A dor não é tão sentida como quando sacamos aquelas notas de dentro da carteira e as vemos diminuir pouco a pouco.

Porém, para quem usa o cartão com disciplina, verificar o extrato da fatura com certa regularidade (talvez uma vez por semana) ajuda também a controlar os gastos do dia a dia, pois ali fica listado tudo o que foi lançado no cartão.

Assim, você terá a noção se precisa apertar um pouco mais o cinto naquele mês ou se está mais tranquilo para fazer mais atividades de lazer ou poupar um pouco mais para investimentos.

3) “O valor da anuidade não vale a pena.”

Essa frase muitas das vezes é verdade, pois quase sempre é possível negociar uma anuidade mais barata com seu gerente ou até mesmo isentar esse valor, mas são poucas as pessoas que o fazem.

Também há planos mais básicos de cartão de crédito que já são isentos independentemente de seu relacionamento com o banco.

Eu, pessoalmente, uso o Santander Free, cujo único pré-requisito para isenção da anuidade é de fazer ao menos uma transação com o cartão no mês.

Embora o limite não seja muito alto, ele satisfaz minhas necessidades muito bem.

Quem souber de outras opções de cartão de crédito vantajosas deixe um comentário abaixo.

4) “Deve-se fazer as compras à vista sempre que possível.”

Aqui está o meu mito favorito.

É verdade que, quando temos o dinheiro suficiente para compras à vista, sentimos que nos livramos de um peso que seria o parcelamento de uma compra. E muitas vezes esse psicológico é importante para as pessoas.

Quando faço alguma compra, sempre procuro saber se um pagamento à vista oferece desconto, seja para pagamento em dinheiro, débito ou crédito.

Caso não haja desconto algum, sempre pago no maior número de parcelas possível que não incida juros. E por que isso?

Reflita comigo: por que gastar o valor todo daquela compra se posso adiar esse pagamento? Qual a vantagem real que isso me traz? Deixe um comentário abaixo dizendo as vantagens que você vê nisso.

Pelo outro lado, posso citar a vantagem real que isso me traz adiando o pagamento. Fazendo isso, consigo deixar meu dinheiro investido e gerando juros a meu favor enquanto não preciso quitar o valor da compra.

Talvez você diga que os juros ganhos com o investimento são irrelevantes. Por isso, decidi comprovar matematicamente os benefícios que isso pode trazer.

Vamos supor que você queira comprar um sofá que custa R$ 1.200,00. A loja oferece as seguintes opções:

– À vista (R$ 1.200,00)
– 2 vezes (R$ 600,00)
– 5 vezes (R$ 240,00)
– 12 vezes (R$ 100,00)

Hoje é dia 14/07/2015 e a fatura do seu cartão vence no dia 15 de cada mês. Caso faça a compra hoje, mesmo pagando à vista, seu primeiro pagamento é somente dia 15/08/2015.

Que tal vermos quanto você ganharia em cada caso se resolvesse parcelar sem juros e investir o valor restante em um investimento conservador que rende aproximadamente 0,8% ao mês?

cartao_1

carta0_2

cartao_3

cartao_4

Veja que, mesmo à vista, é possível usar o cartão de crédito para ganhar um pouco com o investimento. Além disso, quanto mais estendido o prazo para o pagamento final, maior o valor restante, ou seja, maior o valor ganho com sua aplicação.

Talvez pareça que R$ 66,17 depois de 12 meses não seja nada, mas você prefere ter esse pequeno ganho ou não ter ganho algum?

Além disso, aqui foi simulado o exemplo com somente um sofá. E se você parcelasse o sofá, a geladeira, os livros, as roupas, o celular e tudo o que for possível? Quanto tudo isso geraria em ganhos ao final das contas?

Outro ponto interessante que deve ser levado em consideração é que nem sempre a compra à vista com desconto é mais vantajosa. É necessário calcular se o desconto dado é superior ao percentual do valor restante em relação ao preço da compra.

No nosso exemplo, se o desconto oferecido à vista fosse de 5%, o parcelamento em 12 vezes continuaria sendo vantajoso, pois o desconto equivaleria a R$ 60,00, enquanto conseguiríamos juntar R$ 66,17 caso fizéssemos o parcelamento em 12 vezes. Em relação aos outros parcelamentos, o desconto de 5% seria muito mais vantajoso.

É claro que, na hora de comprarmos, talvez seja inviável fazer todas essas contas, mas à vista com desconto costuma ser mais vantajoso, pois dificilmente se encontra um parcelamento tão estendido sem juros.

5) “Acumular milhas/pontos não serve para nada.”

O que muitos defendem aqui é que os pontos de cartões de crédito não são muito úteis, pois, comparativamente, os preços de produtos que podem ser resgatados com esses pontos seriam muito mais vantajosos se comprados em dinheiro do que juntando milhares e milhares de pontos.

Porém, já que esse é um “benefício” que o cartão oferece e você não ganha absolutamente nada se não utilizá-lo, por que não usar isso em seu favor?

Embora a maioria dos produtos oferecidos em troca não tenha uma vantagem real em relação à compra direta com dinheiro, passagens aéreas costumam ter uma relação custo-benefício muito boa nesses planos de fidelidade.

É muito comum ver pessoas que têm como objetivo viajar para conhecer outros lugares. No entanto, grande parte do custo de uma viagem pode ser exatamente o valor da passagem, que, dependendo do lugar, pode ser o equivalente a até 50% do valor total que você gastaria na viagem.

Portanto, usar pontos e milhas que você já acumula normalmente com suas compras do dia a dia seria apenas unir o útil ao agradável.

Caso tenha se interessado pelo assunto e queira saber mais sobre como otimizar seu acúmulo de milhas, veja o curso “Acelerador de Viagens”, do Allan Costa.

Esse curso me fez enxergar com outros olhos os planos de fidelidade e também me ensinou a otimizar os gastos que eu já tinha normalmente e transformá-los em viagens muito mais baratas.

Considerações finais

O cartão de crédito é muitas vezes tratado como vilão, quando, na verdade, nós é que fazemos mau uso dele.

Aprendendo a usar com inteligência e disciplina, o cartão de crédito pode ser um grande aliado para nossa construção de riqueza, ao mesmo tempo em que usufruímos do presente.

Caso tenha ficado alguma dúvida ou deseje compartilhar alguma história sua com o cartão de crédito, deixe um comentário!

Grande abraço!

Vitor Hernandes

  • Anderson Henrique Chaves

    Excelente artigo Vitor.
    Eu penso o seguinte. O cartão de crédito é uma ferramenta. Pode ser útil ou letal, dependendo da maneira como a pessoa lida com o dinheiro. Ja usei o cartão de credito muitas vezes principalmente quando eu importava suplementos e pagava tudo que era conta parcelada com o cartão, na ilusão de acumular milhas.

    Porém o que eu percebi era que o meu consumo mensal quase que dobrou, pelo seguinte motivo
    Nossa mente sente menos quando pagamos depois, ou seja, como é um dinheiro virtual nao temos o sentimento de perda no momento, apenas no final quando acumula e temos que pagar a fatura. Porém mesmo controlando a gente esquece da parte do salário que fica comprometida pela fatura e vai gastando gastando até ver que no final ainda tem que pagar a fatura e é ai que muita gente se enrola, como eu que sou super controlado acabei me enrolando

    Eu percebi que dói mais tirar o dinheiro na carteira, mais do que pagar no débito que doi mais do que pagar com o crédito. Pq na carteira voce sente na hora e isso deixa voce mais vigilante na hora de gastar. No crédito a pessoa se descontrola mais facilmente, já que no débito voce precisa ter o dinheiro ali em caixa para fazer alguma compra

    Outra coisa que aprendi é nunca usar o crédito para consumo fútil. Como fútil eu digo uma diversão que nao é urgente ou pode ser postergada para pagamento á vista com desconto.
    Após parar de usar o crédito minhas contas cairam pela metade. Uso apenas como voce citou mt bem no artigo. Quando o vendedor por teimosia prefere parcelar sem juros do que me dar 5% de desconto (que é o que eles perdem pra maquininha ou pra parcela)

    Segue aqui um vídeo para cancelamento de taxas de cartão de credito de maneira bem simples.
    na pior das hipoteses voce consegue metade do valor da anuidade.
    Eu liguei e sem esforço consegui economizar 100%. Ou seja, 200 reais a mais todo ano pra poupar como eu quiser

    https://www.youtube.com/watch?v=6ci_pcFlXbQ

  • ROSANA CALDI

    Olá Vitor!

    Excelente colocação !!!!

    Nossa… Assino embaixo absolutamente TUDO o que você disse !!!!!!! rssss

    Discordo totalmente dos economistas que sugerem logo de cara a sua supressão, pois sempre os utilizei como meus aliados… É bem verdade que o controle dos gastos é de fundamental importância, e que o crédito rotativo deve ser usado com consciência, para que não corramos o risco de ter quer pagar um valor menor do que o valor total da fatura, pois aí ele já começa a se tornar inimigo. Pagamento mínimo então, nem pensar… vira inimigo mortal !!!!!!!

    Como consumista assumida, tenho que reconhecer que a facilidade do uso do cartão principalmente via internet (através do compra rápida), onde nem mesmo temos que preencher os dados pois já estão cadastrados no site, pode se tornar uma armadilha, propiciando compras por impulso. Cabe a nós, neste momento, racionalizar se é ou não necessário aquele produto no momento. Se a resposta for negativa,
    simplesmente esquecer.

    Muitas compras que fazemos (nos damos conta somente depois), não tinham razão alguma para terem sido
    feitas, já que não precisávamos delas agora e não precisaremos nos próximos anos, quiçá jamais… A maioria delas, simplesmente pela baixa de preço. No entanto, de que adianta pagar metade do valor normal, por algo que nos é totalmente desnecessário?

    A sua exposição de motivos para parcelar as compras (sem juros, é claro), ao invés de pagá-las à vista, é simplesmente perfeita! Adorei ver sua colocação, pois faço isto há muitos anos, e já recebi muitas críticas por
    conta disso, pois como você mencionou, o fator psicológico entra em cena e a maioria das pessoas prefere pagar à vista, para ‘se ver livre’ do parcelamento. No entanto, prá que nos desfazermos de uma vez só de um valor que pode ser investido, gerando lucro, por mais irrisório que possa parecer?

    À favor dos cartões de crédito, existe também o conforto de você jogar com as datas e ganhar até 40 dias para pagar as compras, mesmo quando o nosso ‘mês’ está acabando e o $ disponível idem…

    No caso dos descontos, sendo de 10% é claro que eu aceito na hora… se for de 5% costumo não aceitar, pois além de haver rendimentos maiores do que este ao ano (isto no caso do parcelamento em 12 vezes por você mencionado), na atual conjuntura certamente a inflação terá um índice bem maior do que este no mesmo período de tempo (a real, não a declarada pelo governo, obviamente).

    Você está coberto de razão… As pessoas têm que ‘aposentar’ o termo vilão, ao mencionar o nosso amigo. Utilizado com disciplina e consciência, ele não é somente um aliado, mas também um instrumento indispensável nos dias de hoje.
    Eu não sei viver sem os meus… E você????

  • Letícia Selmi

    Olá, Vitor.
    Belo texto.
    Concordo com você em todos os aspectos e tenho usado o crédito a meu favor desde que abri minha primeira conta bancária.
    Compartilhando: Existe um cartão de crédito da NUBANK que não tem anuidade, não é vinculado à conta bancária. Acho interessante pois é um cartão platinum e portanto tem alguns benefícios extras como seguro gratuito na locação de veículos ou seguro saúde em viagens, quando o aluguel ou passagem são comprados com o cartão. O detalhe é que para adquiri-lo é preciso ser convidado. Mas, fica a dica.
    Abraço!

  • Mhariana

    Olha Vitor, confesso que ainda carregava traumas com cartão de crédito. Eu nunca tive, mas meu esposo tinha e acabou se afundando em dívidas, foi quando quebramos os cartões e decidimos quitar tudo, dessa forma resolvemos comprar tudo a vista, sempre planejando o que queríamos. Eu até pensava em voltar a usar o cartão, então decidi estudar melhor sobre educação financeira e nunca ninguém havia falado sobre as vantagen o que fez com que a vontade de ter um cartão se tornasse um receio, mas agora depois desse artigo, pensarei melhor. Muito obrigada, pois eu realmente não via vantagem em um cartão de crédito.
    Abraços.

  • Daniela Monteiro

    Olá, Victor

    Gostei muito do artigo, de verdade. Ajudou-me bastante com as duvidas que eu tinha, não somente com relação aos mitos do cartão de crédito, como também sobre quando usá-lo é mais vantajoso do que pagar a vista.

    Muito obrigada.
    Abraço

  • Olá, Mhariana!

    Fico muito feliz que tenham conseguido quitar todas as dívidas. Com certeza, foi um grande aprendizado com o esforço e a disciplina de vocês dois. Estão de parabéns!

    Agora é manter esse mesmo foco e conhecimento adquiridos para não cair na armadilha e se endividarem novamente!

    Grande abraço!

  • Olá, Letícia!

    Muito legal saber disso, pois você está na minoria daqueles que sabem como aproveitar o crédito a seu favor!

    Gostei bastante da sugestão. Já tinha ouvido falar do Nubank, mas nunca pesquisei sobre ele. Mais tarde procurarei me informar mais sobre como funciona, mas, pelo que você disse, parece ser uma boa opção!

    Grande abraço!

  • Olá, Daniela!

    Muito obrigado pelo elogio. Saber que estamos ajudando outras pessoas é muito gratificante e é o que nos incentiva a continuar produzindo conteúdos de qualidade.

    Grande abraço!

  • Olá, Rosana!

    Muito obrigado pelas excelentes colocações!

    De fato, o maior problema com o cartão de crédito é que acabamos consumindo coisas que nem precisamos ou não queremos de verdade, mas simplesmente pela facilidade, conforme você citou que fica gravado para compras online.

    Uma dica que sempre procuro seguir é: quando vir algo que desperte a vontade, espere cerca de 1 semana. Se ainda estiver pensando naquilo, volte e compre porque provavelmente é importante para você. Ao mesmo tempo, perceberá que muitas das coisas que despertam a vontade na hora, ficarão esquecidas depois desse período.

    Também concordo que, normalmente, descontos de 5% não são tão vantajosos, mas é interessante calcular, principalmente para compras de maior valor.

    Não sei se o cartão é imprescindível em minha vida, mas que ele ajuda DEMAIS não há dúvidas!

    Grande abraço!

  • Olá, Anderson!

    Gostei bastante de suas colocações!

    Confesso que, quando comecei com a história de acumular milhas, acabei gastando mais do que o normal, simplesmente para acumular mais. Realmente, essa é uma outra grande armadilha na qual eu caí, mesmo sendo muito controlado e até mesmo rotulado de “mão de vaca”. No entanto, logo percebi que estava fazendo um péssimo negócio e que o que deveria ser para meu benefício estava me fazendo gastar além do que o necessário. Hoje, meu controle está muito mais disciplinado.

    Um ponto que discordo é de não usar para coisas fúteis. Todos os gastos que não tenho desconto com dinheiro eu passo no crédito, exatamente pelos motivos citados no artigo: melhor controle (por aparecer na fatura), maior acúmulo de pontos (mesmo sem gastar um tostão a mais do que deveria) e mais dinheiro livre para investimento (enquanto não preciso pagar a fatura).

    O vídeo do Seiiti eu já tinha visto e realmente é excelente!

    Grande abraço!

  • Gilmar Passos

    Artigo muito esclarecedor, Parabéns! Eu uso cartão de crédito a mais de 10 anos e nunca tive nenhum tipo de problema com dívidas ou atrasos etc.Tudo depende da educação financeira de cada um.Uma dica que eu daria para um desconto na anuidade seria a mudança de bandeira internacional para nacional(Para quem não usa o cartão internacionalmente). No meu caso deu um bom desconto na anuidade, outra dica é sempre negociar o valor da anuidade com a central de atendimento da bandeira do cartão.

  • Fala, Gilmar!

    Muito obrigado! Parabéns a você também que já tem essa consciência há mais de 10 anos! Realmente são poucos que têm!

    Dica muito boa também!

    Grande abraço!

  • krebelc

    Só um palpite preciosista que não invalida as conclusões do texto:
    Comparar os R$ 60 obtidos no desconto de 5% à vista com os R$ 66,17 do seu exemplo não está correto porque são prazos diferentes. O certo seria capitalizar os R$ 60 pelos mesmos 12 meses do exemplo à taxa de 0,8% a.m. utilizada, que daria R$ 66,02 (um valor bem próximo, mas ainda menor).

    Abs!

  • Olá, krebelc!

    Você tem razão. Com o desconto de R$ 60,00 reais, seria possível pegar esse valor e investir durante os 12 meses para efeito de comparação. Embora a diferença seja pequena, entra no ponto de que fazer isso com todos os gastos e durante um tempo estendido poderia tornar a diferença relevante.

    Obrigado pelo comentário!

    Grande abraço!

  • Thomas Calimério

    Eu também possuo o Nubank, Realmente é um ótimo cartão, não cobra tarifa de anuidade e não possui nenhuma condição, como no caso do Santander qu exige pelo menos uma compra. Alem de não ter anuidade, o Nubank também cobra o menor juros do rotativo comparado a outros bancos. Ele cobra somente 7,75% e recentemente recebi um email deles dizendo que vão abaixar pra 5%. Muito bom comparado aos 14% do santander não? >>> https://www.nubank.com.br/contrato/ Como eu já possuo o Cartão, posso convidar outras pessoas. Se os Donos do Site quiserem um convite pra testar o cartão estou a disposição! Aliás, parabéns pela iniciativa e pelo site! Conheci essa semana e adorei! Abraço

  • Olá, Thomas!

    Muito obrigado pelo comentário e por oferecer o convite! Uma amiga já me enviou esse convite e estou aguardando a análise deles.

    Realmente, gostei bastante do fato de ser praticamente todo digital e de não ter anuidade, além de ser internacional e acumular pontos!

    No entanto, a questão dos juros vai totalmente contra o que pregamos aqui. Você não deve comemorar ou considerar uma vantagem pagar 5% de juros ao mês. Isso seria praticamente o rendimento de 6 meses em um investimento conservador, que você estaria queimando em um único mês.

    Tente nunca acumular juros em seu cartão. Juros bons são aqueles que você ganha, não os que você paga!

    Grande abraço!

  • Thomas Calimério

    Legal!

    Mas como eu disse, comparado a outros cartões…. 5% eh melhor que 14%.

    Mas com certeza, o melhor é evitar esse tipo de situação! E usar o cartão de crédito como aliado e não como inimigo.

  • Marcos Paes

    Muito bom texto, sempre parcelo minhas compras ao máximo (e sem juros) quando não há desconto.

  • Está certíssimo, Marcos! Se o vendedor não está a fim de dar desconto, por que pagar o valor total na hora? Desde que não haja juros, eu prefiro parcelar também!

    Grande abraço!

  • Kennedy Linhares

    Sempre gasto o que tenho no cartão, sempre pagando no credito à vista quando não tem desconto no dinheiro, mas depois de ler esse artigo acho que vou parcelar. Vou fazer isso aos poucos porque não quero perder o controle e também tenho que criar o costume de ver a fatura, porque como eu faço assim: tenho 2 mil esse mês, então posso gastar 2 mil no cartão e não vejo o extrato, quando recebo a fatura sei que está tudo em ordem! Mudanças para o bem são sempre bem vindas, mas essa vai ser aos poucos haha

  • Kennedy Linhares

    Sempre gasto o que tenho no cartão, sempre pagando no credito à vista quando não tenho desconto no dinheiro, mas depois de ler esse artigo acho que vou parcelar. Vou fazer isso aos poucos porque não quero perder o controle e também tenho que criar o costume de ver a fatura, porque eu faço assim: tenho 2 mil esse mês, então posso gastar 2 mil no cartão e não vejo o extrato!

  • Legal, Kennedy!

    A ideia do artigo é para dar uma visão diferente para as pessoas refletirem e ver o que se adapta melhor a elas.

    Obviamente, não funciona bem para todos e ter controle é fundamental para não se atolar em dívidas.

    Uma forma de não tornar isso uma cilada é, por exemplo, comprar o sofá apenas se realmente tiver o valor integral dele. Aí paga a primeira parcela e investe o restante, mas deve ter a disciplina de não resgatar aquele valor, porque é o que está destinado para quitar o sofá. Assim, não tem perigo de acumular uma dívida que não consiga pagar.

    Grande abraço!

  • Cristianne de Magalhães

    Concordo com tudo. Cartão de crédito pra mim sempre foi um aliado. E esse raciocínio de estender em muitas parcelas sem juros, sempre usei. Desde que não encontre desconto a vista em outro lugar, claro. O que dificilmente acontece, pois a loja prefere parcelar sem juros que deixar o estoque parado, coisa que é perfeitamente possível nestes tempos de crise.

  • Vinicius Baltieri

    Vitor boa tarde, ótimo artigo! Me tira uma duvida, eu invisto o dinheiro que iria pagar a vista, e as parcelas eu vou pagando a parte do investimento, ou seja, eu não tiro o dinheiro do investimento ou todo mês eu tiro 100 pra pagar a parcela?

  • Exatamente, Cristianne!

    Normalmente, descontos à vista a partir de 5% acabam sendo vantajosos, porque dificilmente você consegue parcelar em 12 vezes sem juros. Caso não haja desconto, prefiro parcelar mesmo!

    Você já faz parte do nosso grupo de discussão no Facebook? Participe lá também!
    https://www.facebook.com/groups/662338143896292/

    Grande abraço!

  • Valeu, Vinicius!

    Se você conseguir pagar as faturas sem precisar tirar o dinheiro que investiu, melhor ainda! Tente fazer isso: invista o valor que seria para comprar aquele bem e tente pagar o bem com o novo salário que entra nos próximos meses para aumentar cada vez mais seus investimentos.

    Caso não seja possível, resgate os valores aos poucos conforme a necessidade.

    Somente um adendo: no Tesouro Selic, não é possível resgatar exatamente o valor que você deseja, mas sim partes dos títulos. No entanto, como você pode vender até mesmo 1% do título, consegue fazer resgates de cerca de 70 reais, aí você ajusta o valor que precisa de acordo com isso.

    Espero que tenha ajudado!

    Você já participa do nosso grupo de discussão no Facebook? Entra lá para trocarmos mais opiniões!
    https://www.facebook.com/groups/662338143896292/

    Grande abraço!

  • Vinicius Baltieri

    Muito obrigado Vitor!!

  • Tom sale

    ¿Necesita negocio o un préstamo personal?
    Damos a préstamo de 1000 a 100.000 a cualquier individuo y empresas a una tasa de interés del 2% anual. Para obtener más información, contacto Correo electrónico: tombradinvestment@gmail.com

  • Renan Rocha

    Vitor, você mencionou que o limite do Santander Free é baixo, mas se você entrar em contato com o atendimento do Santander é possível aumentar bem o limite. Meu limite hoje já é 6x maior do que era no início. Geralmente o limite fica pré aprovado baseado nos seus gastos e pagamentos em dia.

  • Fala, Renan!

    Você está certo! Desde que escrevi este artigo, meu limite já aumentou em cerca de 4 vezes, o que é muito mais do que meus gastos mensais!

    Valeu pela contribuição!

    Grande abraço!