COMO O MEDO DA POBREZA IMPEDE SEU ENRIQUECIMENTO

medo_da_pobreza

Como o medo da pobreza impede seu enriquecimento?

Você já sentiu alguma dor ou sintoma estranho no corpo e ficou com medo de ir ao médico?

Já deixou de fazer algum exame com receio do resultado indicar alguma doença grave?

Os seres humanos foram projetados naturalmente para sentir medo. Quando morávamos em cavernas, ter medo dos predadores ou plantas venenosas era uma questão de sobrevivência.

O medo nada mais é do que uma reação biológica a uma ameaça real à nossa integridade física, como estar cara a cara com um predador. Porém, com a evolução da civilização, esse medo instintivo e biológico é cada vez menos frequente. Ele aparece nas batalhas, brigas ou em situações extremas, mas o número de ameaças à integridade física das pessoas é cada vez menor. Logo, o medo deveria estar acabando, não é?

Não.

Nós distorcemos esse sentimento. Em vez de um medo biológico, de uma ameaça física e real à nossa sobrevivência e integridade física, o medo foi distorcido para algo psicológico. Este passou a ser um sentimento de necessidade de fuga de coisas que não existem, que estão somente na nossa imaginação.

Medos legítimos versus medos criados

Pense bem: quais são seus maiores medos?

Você tem mais medo de ser picado por uma cobra venenosa ou de passar vergonha em público?

As pessoas têm medo da morte, medo de doenças, medo de serem deixadas por quem elas amam, medo de perder entes queridos, medo de falar em público, medo da pobreza, medo de catástrofes, medo de assaltos, medo da opinião alheia, medo de errar…

Todos esses medos não são resultado de ameaças reais e físicas. Tratam-se de medos abstratos, hipóteses que não são concretas, mas que provocam a mesma reação física que um homem das cavernas sentia ao se deparar com um predador.

Nós sofremos com medo do desconhecido.

Esse tipo de medo, psicológico e abstrato, não foi um presente da natureza. Com a evolução da civilização, o medo saiu da esfera física e biológica. Hoje em dia não existem mais predadores e riscos reais à nossa sobrevivência, a não ser em situações extremas, como acidentes ou guerras.

O medo passou a ser emocional.

O Medo e as Finanças Pessoais

Você deve estar pensando: o que isso tem a ver com o meu dinheiro?

Acontece que a pobreza é um dos maiores medos das pessoas. Elas têm medo de perder tudo o que possuem, de não conseguir sustentar a família, de perderem a sua fonte de renda, de ficar com o nome sujo e cheias de dívidas.

E qual a reação natural quando estamos com medo?

Lutar ou fugir.

Quando o medo é menor do que nós: lutar.
Quando o medo é muito maior do que nós: Fugir.

Nós não sabemos o tamanho do desconhecido. Então, julgamos que ele é maior que nós, e nossa reação é fugir.

Como consequência, somos dominados pelo medo e fugimos da situação, na maioria dos casos ignorando ou negando a realidade.

Diagnosticar suas finanças, isto é, saber quanto é seu patrimônio, o tamanho das suas dívidas e quais são seus ganhos e gastos é a etapa mais importante de um planejamento financeiro. Porém, muitas pessoas desistem nessa etapa porque têm medo de saber quão grave é sua situação e preferem não aprender como controlar suas dívidas.

E é aí que elas são derrotadas pelo medo da pobreza.

Na verdade, elas já estão pobres. Podem estar endividadas ou muito perto disso. Enxergar a realidade é difícil, pois significa enfrentar esse desconhecido, e tomar para si a responsabilidade das atitudes necessárias para mudar a situação atual.

É muito difícil reconhecer que estava errado. Mais difícil ainda é sair do lugar e começar a realizar mudanças em sua vida.

Outras pessoas reagem ao medo da pobreza tornando-se extremamente controladoras com o próprio dinheiro. O medo de perder é tão grande que estas acabam deixando de aproveitar a vida e usufruir do fruto do próprio trabalho para contabilizar números em planilhas ou cadernos.

Tenho certeza que você já conheceu alguém assim. São justamente essas pessoas que criam aquele estereótipo de pessoas muquiranas, que economizam cada centavo e são mesquinhas. Guardam milhares de reais somente por guardar, sem um objetivo e sem usufruir desse dinheiro. Tudo isso é medo de ficar pobre.

Ser financeiramente equilibrado não significa contar moedas o tempo todo.

É preciso poupar, mas também é preciso viver. O seu planejamento financeiro não deve ser feito em função do medo da pobreza. Não é possível ser feliz vivendo em função do medo, qualquer que ele seja.

É essa a vida que você quer?

Se você passa a sua vida pensando que o mundo é perigoso e um lugar cheio de problemas, jamais prosperará em qualquer área que seja em sua vida.

Não faça um planejamento financeiro com medo de ficar pobre. Não invista com medo de perder dinheiro. Não foque toda a sua energia no aspecto negativo, pois dessa forma você sempre viverá na defensiva.

Você quer entrar na luta para vencer ou para não perder?

As pessoas prósperas, que vivem a vida que escolheram e que cresceram na vida, jogam para ganhar.

Pessoas egoístas, mesquinhas e medianas jogam para não perder.

Você precisa escolher seu time.

Cuide do seu dinheiro, faça um planejamento financeiro e invista para conseguir uma vida mais próspera no futuro. Sua mente deve estar ocupada com seu próprio crescimento, e não com medo e preocupação sobre coisas que podem, em um futuro hipotético, talvez, acontecer.

Seja corajoso. Encare a situação de frente. Faça um diagnóstico da sua situação financeira, veja seus ganhos e gastos e analise se essa situação levará você à prosperidade ou à ruína.

Seja proativo. A mudança depende de você. Analise tudo friamente e tome as atitudes necessárias para mudar. Converse com as pessoas próximas, exponha a situação e peça ajuda.

Não tenha medo de enxergar a realidade, pois quanto mais cedo isso acontecer, mais fácil será para você sair da situação atual.

Nas finanças e na vida em geral, o tempo não cura nada. Só aprofunda a ferida.

Pare de negar a realidade. Mexa-se. Faça um planejamento financeiro.

Saiba quais são os 3 bloqueios que impedem sua prosperidade e comece a agir agora!

Estamos aqui para ajudar você no que precisar.

Um abraço!

Hevlin Costa – Poupar e Viver

  • Anderson Henrique Chaves

    O medo do desconhecido é evolutivo.
    Como você mesma disse, trouxemos isso em nossa genética até hoje.
    O problema é que hoje não existem mais predadores. Ou melhor, eles são outros.

    Nosso maior predador de sonhos é o desconhecido.
    Gastar todo o salário é a coisa mais fácil, é o que a manada faz. Então tudo que nos tira da zona de conforto, oferece uma resistência muito feroz.

    Diagnosticar nossos erros nas finanças é quase que dizer para nós mesmos o quão incompetentes fomos no passado e com isso nem todos são capazes de lidar. Preferimos viver como se nada estivesse acontecendo e isso é o que nos afasta de nossa tão sonhada independência financeira!

    Abç e sucesso :}

  • Rodrigo Scalfo

    Ótimo artigo.Parabéns.
    Achei curiosa essa escolha “Medos legítimos versus medos criados”.

    Chamou minha atenção.
    O medo realmente passou a ser emocional…
    Abraço

  • guilherme fellet

    Fazendo um paralelo com o filme matrix: você escolhe a pílula vermelha ou azul? A realidade difícil e o caminho de luta ou a utopia imutável? Escolher a primeira pílula é a mais dolorosa, mas olhar para trás depois de anos, e perceber o quanto você se desenvolveu…Ahhh..isso não tem preço. É isso vale inclusive pro lado financeiro. Afinal de contas o que vale mais? Um iPhone novo? Um carro mais caro de luxo? Ou investir em ativos que possam garantir um futuro melhor?

  • com certeza! transformamos algo biológico em psicológico

  • exatamente 🙂

  • pois é, e precisamos reconhecer isso e ter a coragem para tomar a melhor decisão!

  • Leonardo Savian Batistella

    Você quer entrar na luta para vencer ou para não perder?

    Essa pergunta é genial e devemos fazer este questionamento todos os dias ao acordar.

    Os desafios de hoje eu os enfrentarei para vencê-los ou para simplesmente não perder?

    Parabéns Hevlin!

  • Janete Barbosa

    Ótimo artigo! parabéns… Simplesmente é preciso abandonar o medo para viver mais feliz e melhor…

  • Jonatam César Gebing

    Belíssimo artigo, Hevlin.

    Abraços.
    Pobre Poupador
    http://www.pobrepoupador.com