HÁBITOS FINANCEIROS – A CHAVE PARA UMA VIDA DE SUCESSO

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Muitas pessoas consideram a causa do insucesso financeiro como sendo a falta de conhecimento teórico ou matemático sobre finanças. Entretanto, este conhecimento é apenas uma ferramenta. É extremamente importante ter as ferramentas corretas para auxiliar na sua jornada, porém se você não souber ou não estiver preparado para usá-las, não conseguirá aproveitar seu potencial. E é justamente aí que entram os hábitos financeiros.

Grande parte dos distúrbios financeiros são causados pela existência de crenças negativas relacionadas ao dinheiro e maus hábitos financeiros. Estes últimos são extremamente perigosos, pois acontecem de maneira automática e inconsciente.

Maus hábitos financeiros incluem o consumismo, tomar decisões impensadas, economizar em coisas que não deveria e gastar em outras supérfluas, apostar compulsivamente, economizar dinheiro de maneira obsessiva, dentre outros.

Estes hábitos consistem em manifestações práticas de algo muito mais profundo. Existem alguns hábitos-chave que podem ser desenvolvidos para alcançar o sucesso financeiro e também em outras áreas da vida, como carreira e relacionamentos.

Stephen Covey, em seu livro ‘’Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes’’, determina 7 hábitos-chave que conduzem ao máximo de benefícios a longo prazo na vida das pessoas. Neste artigo, você irá aprender um pouco sobre os três primeiros hábitos discutidos no livro.

Estes três hábitos são considerados os hábitos responsáveis pela vitória interna, ou seja, ações e atitudes automáticas que você pode adotar para crescer como pessoa.

E aí, está pronto para começar a sua transformação? Então vamos lá!

Hábito 1 – Ser Proativo

O primeiro hábito se baseia na capacidade humana de pensar a respeito do próprio pensamento, ou seja, a autoconsciência. A partir do momento em que somos seres autoconscientes, podemos evoluir aprender com nossos próprios erros e com os outros.

Este é o principal motivo da nossa evolução como espécie e uma das características principais que nos distinguem dos animais. Uma vaca ou um chipanzé são seres que possuem um certo nível de racionalidade, porém eles não conseguem desenvolver a autoconsciência de entender e desenvolver seus próprios pensamentos.

Devemos aproveitar essa incrível capacidade para termos consciência de como vemos a nós mesmos e aos outros. Sem isso, o nosso potencial é limitado, pois criamos uma série de paradigmas que dependem de circunstâncias específicas, mas que tomamos como verdade absoluta. E assim, não conseguimos evoluir em várias áreas de nossas vidas e nossos relacionamentos são dificultados.

O espelho social

O espelho social é a maneira pela qual nós nos enxergamos através dos outros. Essa é uma visão perigosa, já que as pessoas nos veem baseadas em seus próprios princípios e paradigmas, e o resultado são visões distorcidas sobre nossa personalidade.

Para explicar a natureza do ser humano, existem três espelhos sociais:

Determinismo genético – você é assim porque sua família ou suas origens te fizeram assim, é como se estivesse em seu DNA. Sua personalidade é herdada.

‘’Você é preguiçoso porque é baiano, e todo baiano é preguiçoso’’, ou

‘’Você é teimoso porque seu avô também era e você herdou isso dele’’, ou ainda

‘’ Você é pobre porque seu pai também é, e sua família sempre foi’’.

Determinismo psíquico – a culpa é dos seus pais, dos seus traumas de infância e da criação e do meio em que você viveu. Você sente culpa, e age através da lembrança de um roteiro emocional aprendido na infância.

‘’Você tem dificuldades nos seus relacionamentos porque não teve estrutura familiar na infância’’

‘’Você é consumista porque Na infância via seus pais brigando por dinheiro’’

Determinismo ambiental – Esse tipo de determinismo é o mais comum. A culpa é do seu chefe, da sua esposa, da internet, da economia, da política. Enfim, de qualquer coisa em seu meio ambiente. A responsabilidade é sempre de outro ou de um fator externo e fora do seu controle.

‘’Sou pobre porque meu chefe não me dá um aumento no salário’’

‘’Não consigo ficar rico porque pago muitos impostos’’

‘’Não consigo poupar dinheiro porque tenho filhos’’

Ao nos basearmos puramente nos espelhos sociais para definirmos nossas respostas ás situações, passamos a limitar nossa capacidade, uma vez que não tomamos para nós mesmos a responsabilidade pela nossa própria vida.

O hábito da proatividade se baseia, portanto, na premissa de que somos livres para alterar e escolher as respostas aos estímulos. Diferentemente de um cão adestrado, o ser humano pode a qualquer momento modificar sua reação perante aos problemas.

Sendo assim, ser proativo não significa somente tomar a iniciativa, mas também significa que nós somos responsáveis pelas nossas próprias vidas. Então, para ser proativo, você deve se acostumar com a responsabilidade e escolher as respostas que você dará ás situações, ou seja , seus hábitos financeiros. Seu comportamento deve ser o produto de uma escolha consciente e baseada em valores, e não resultado de um condicionamento, baseado em sentimentos.

Ter a consciência da responsabilidade pelo nosso próprio destino significa não atribuir a fatores externos a causa de nosso insucesso. Na vida financeira esse conceito é muito importante.

É comum ouvirmos as seguintes frases:

”Minha família é pobre, por isso não tenho dinheiro’‘.

”Estou endividado porque ganho mal”

”Sou pobre porque meu chefe não me deu um aumento”

”Morando no interior é muito difícil enriquecer”

”O governo brasileiro não deixa ninguém ficar rico”

Essas afirmações mostram uma posição reativa das pessoas com relação á própria vida financeira.

Para que as mudanças ocorram, é preciso primeiro mudar esse posicionamento e entender que somos responsáveis pela nossa situação atual e que somos igualmente capazes de mudar e atingir um equilíbrio financeiro e a prosperidade. Isso significa desenvolver o hábito da proatividade.

Hábito 2 – Começar com um Objetivo em Mente

O Hábito 2 é o hábito da liderança pessoal, que é a definição dos objetivos.

A eficácia não depende apenas da quantidade de esforço que estamos dedicando a uma causa, mas principalmente se a causa está correta. Não se deve confundir ação com movimento, pois apenas agir e conhecer o caminho não são condição suficiente para chegar ao destino certo. É preciso usar os recursos na direção correta que leve ao destino final. Dessa forma, é necessário primeiro definir qual é esse destino.

Enquanto a proatividade preza pela autoconsciência e o reconhecimento da própria responsabilidade sobre seus hábitos financeiros, suas ações e seu destino, o Hábito 2 estabelece que o segundo dom exclusivamente humano – a imaginação – nos permite reavaliar e reestruturar nossos papéis e criar novos que estejam de acordo com nossos valores verdadeiros.

Sendo assim, começar com um objetivo em mente significa saber quais são esses valores e onde queremos chegar, para assim agirmos com integridade e de acordo com o que é importante para nós.

A relação entre o estabelecimento de objetivos e a educação financeira é extremamente importante para um bom planejamento financeiro. Este passo é essencial para que você consiga ter um ponto de partida em sua jornada pela independência financeira.

Este objetivo deve estar em acordo com seus valores pessoais. É preciso eliminar as crenças negativas, e pensar no dinheiro como uma ferramenta para demonstrar tais valores. Por exemplo, se você valoriza sua família acima de tudo, o dinheiro deve servir como uma ferramenta para proporcionar conforto e felicidade para você e a sua família.

Lembre-se, o objetivo final nunca é o dinheiro. Ele é um meio para conseguir uma vida plena.

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Hábito 3 – Primeiro o Mais Importante

O Hábito 3 consiste na parte prática dos Hábitos 1 e 2, ou seja, exercitar a vontade soberana para concentrar suas ações em seus princípios.

Estabelecer prioridades é fundamental para o sucesso financeiro. O foco deve ser no que é importante, de acordo com os valores e princípios estabelecidos nos outros dois hábitos. É importante frisar que a maior parte do resultado não é proveniente de grandes esforços, e sim da prática diária e rotineira de comportamentos  e hábitos financeiros construtivos.

Sendo assim, é essencial a criação de bons hábitos financeiros.  O hábito de poupar, investir, comprar á vista e resistir a impulsos de consumo irá proporcionar um planejamento financeiro sustentável e de longo prazo.

As decisões do dia-a-dia devem sempre priorizar o que é importante. Se possuímos um objetivo em mente (Hábito 2), devemos segui-lo e nossas ações devem nos levar em direção a ele. Então, se o objetivo é uma viagem, imóvel ou algum sonho, ele deve ser soberano frente ao consumo não planejado.

Outro ponto importante dentro deste habito é que devemos aprender a dizer ‘’não’’. Muitas vezes surgem oportunidades para coisas que não nos levam ao nosso objetivo. Uma promoção relâmpago, uma viagem inesperada ou mesmo uma balada com os amigos podem não ser uma boa ideia dependendo da sua situação financeira. É preciso equilíbrio e discernimento para observar se tal ação não irá prejudicar o seu objetivo, que é o mais importante.

Hábitos Financeiros – Conclusão

O desenvolvimento destes hábitos é essencial para o desenvolvimento de uma mentalidade correta sobre o dinheiro e tomar ações automáticas que beneficiem sua vida financeira.

Entender que somos responsáveis pela nossa própria vida, estabelecer valores e objetivos e organizar nossa vida em torno dessas prioridades é fundamental para a manutenção de um planejamento financeiro sustentável a longo prazo.

Sem objetivos, foco e responsabilidade, qualquer solução será apenas temporária e não irá influenciar em definitivo as ações futuras. É necessário reformular crenças limitantes e modificar hábitos, para que os comportamentos limitantes sejam eliminados em busca da prosperidade e do equilíbrio financeiro.

Espero que este artigo tenha esclarecido a importância de crescermos como pessoa para conseguir atingir o enriquecimento financeiro. Observe que estes três hábitos podem ser aplicados a todas as áreas da vida, não somente a educação financeira.

Leia, reflita, repense suas atitudes e exercite os hábitos da proatividade, foco e priorize as atividades-chave para que você consiga atingir seus objetivos. Deixe seu comentário e dê a sua opinião!

  • Anderson Henrique Chaves

    Excelente artigo e excelente livro.
    O segredo do sucesso, em resumo, é o habito. E bons hábitos.

    Infelizmente os maus hábitos requerem menos energia, e são mais fáceis de entrar em nossa rotina justamente por conta dos gatilhos emocionais os quais você citou. É ai que entra a zona de conforto.

    Os hábitos bons, que são responsáveis pelo sucesso, já requerem mais energia, mais esforço físico e mental para mantê-los e se nao houver um propósito e metas claramente definidas, o hábito se perde no espaço.

    parabéns pelo artigo
    bjao! e sucesso!

  • Gilmar

    Muito bom e esclarecedor esse artigo.

  • obrigada Gilmar!

  • Obrigada Anderson! Prestar atenção nas nossas atitudes automáticas e um ponto super importante para o autoconhecimento e o crescimento pessoal! Concordo contigo.

    bjs

    Hevlin

  • Kennedy Linhares

    Ótimo artigo e muito obrigado pela indicação do livro, vou tratar de adquiri-lo em breve!