POR QUE VENDI MEU CARRO E FIQUEI MAIS PERTO DA INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA?

CARRO

Por que vendi meu carro e fiquei mais próximo da independência financeira?

Sabemos que ter um automóvel hoje no Brasil pode causar um impacto absurdo no nosso orçamento.

Geralmente, quando ainda adolescentes, um de nossos maiores sonhos é a compra do carro próprio por diversos motivos:
– Sensação de liberdade e autonomia
– Símbolo de status
– Ter maior aceitação pelo grupo
– Poder viajar com os amigos e ir para festas

O automóvel foi fabricado para ser um bem de consumo durável. Ou seja, você compra, faz todas as revisões e, cuidando dele, poderá usufruir por décadas.

Infelizmente, a mídia nos persuade de forma a pensarmos que o carro deve ser trocado todo ano. E aqui entra o ponto mais crítico, que é o custo invisível do carro: a desvalorização.

Como sabemos, os automóveis são depreciados segundo a tabela FIPE e sofrem as maiores depreciações nos 2 primeiros anos. Ele se desvaloriza a uma taxa menor ao longo dos 4 anos seguintes até chegar em um valor “X” que tende a poucas variações.

Portanto, podemos muito bem já economizar aqui. Ou seja, tentar adquirir um veículo seminovo, bem conservado e pouco rodado, com cerca de 2 a 4 anos de uso, e a economia será enorme.

A minha decisão em relação ao automóvel

Para se ter uma ideia, comprei em 2014 um modelo 2009 bem conservado e pouco rodado, com todas as revisões feitas, por 34 mil reais. Se o carro fosse 0 km, teria de desembolsar mais de 54 mil reais.

É claro que o carro 0 km tem suas vantagens de garantia de fábrica e primeiras revisões gratuitas, mas, via de regra, comprar um veículo seminovo de boa qualidade normalmente vale mais a pena do que comprar um novo.

Entretanto, após 9 meses com o carro, decidi vendê-lo.

Antes disso, realizei algumas contas e simulações para saber se valeria a pena e comparei com um aluguel de automóvel.

É importante ressaltar aqui que todos esses exemplos são com relação aos meus gastos e condições pessoais. Cabe a cada um listar os próprios gastos para um comparativo mais preciso.

Desconsiderando os gastos com pedágio, estacionamento e gasolina, que eu teria em ambos os casos, coloquei no papel tudo que eu havia gasto no período com o meu automóvel para ter uma ideia de quanto ele me custava por mês. A conta surpreenderá vocês. Veja a lista de gastos:

1- Manutenção
2- IPVA
3- Seguro
4- Peças
5- Revisão
6- Depreciação
7- Multas

Além dos gastos, também devemos considerar:
8- Custo de oportunidade investindo em RF
9- Custo de oportunidade investindo em RV

Aluguel do automóvel

Na tarifa promocional de um carro comum com ar-condicionado, por quilometragem ilimitada e com desconto pela empresa, consegui um carro por 110 reais ao dia.

Como uso o carro apenas nos finais de semana, considerei que, na pior das hipóteses, saindo nos meus finais de semana de folga (que são 21 dias / 3 semanas) incluindo sexta-feira, eu teria 9 dias no total do mês (3 sextas-feiras, 3 sábados e 3 domingos). Portanto, teríamos 9 x 110 = 990 reais por mês.

Além disso, a cada 3 diárias que pago, recebo uma gratuitamente. Portanto, no mês, eu pagaria por 7 diárias e teria 2 gratuitas. Os gastos já cairiam para R$ 770,00.

Agora, listarei os meus gastos com o acompanhamento desde a compra do meu veículo até a data da venda:

Pedágio / estacionamento = R$ 719,00
Seguro parcelado em 4 meses = R$ 3.944,00
Combustível = R$ 2.231,00
IPVA = R$ 1.185,00
Multa = R$ 310,00
Lavagens = R$ 67,00
Mecânico / manutenção = R$ 2.158,00
Peças = R$ 1.142,00
Depreciação com a venda = R$ 2.000,00
Total = R$ 13.756,00 em 9 meses

GRAFICO

Agora, vamos comparar o gasto mensal de um automóvel e um carro alugado, sem considerar despesas com gasolina, pedágio, estacionamento e lavagem, pois acontecem em ambos, ok?
Lembrando que, na data da venda, o mercado estava disposto a pagar apenas 32 mil reais, e não mais os 34 mil reais que o carro valia na época. Mesmo que eu não vendesse, a depreciação já diminuiu o valor de mercado do meu automóvel.

Temos um total de R$ 13.756,00 que, subtraindo os gastos com combustível (R$ 2.231,00), pedágio/estacionamento (R$ 719,00) e lavagem do carro (R$ 67,00), daria um gasto de R$ 10.739,00 no período de 9 meses, ou R$ 1.193,22 mensais.

Portanto, ao comprar o carro, meus gastos foram de R$ 1.193,22 ao mês, enquanto, ao alugar meus gastos seriam de R$ 770,00. Ou seja, sobrariam R$ 423,22 todo mês que poderiam ser aplicados em excelentes investimentos para acumulação de patrimônio.

Vantagens do carro próprio

1- Possuir um bem desejado (por fatores emocionais e psicológicos)
2- Praticidade e liberdade para poder usar no dia a dia e em caso de emergências
3- Maior conforto em relação ao transporte público
4- Poder comprar o automóvel de acordo com seu perfil: esportivo, mais potente, com maior tecnologia, diferentes funcionalidades, etc.

Desvantagens do carro próprio

1- Alta depreciação
2- Alto custo de manutenção
3- Perda de custo de oportunidade em investir o dinheiro (valor alto imobilizado em um bem)
4- Preços exorbitantes no mercado, principalmente com impostos tão altos no Brasil
5- Se o carro for utilizado todos os dias, a depreciação e os gastos com manutenção são ainda mais frequentes e, portanto, maiores também.

Vantagens do aluguel

1- Cheiro de carro novo sempre
2- Poder dirigir vários modelos diferentes, alguns dos quais não seria possível adquirir por meio de compra
3- Não sofre impacto da depreciação do veículo
4- Custo de oportunidade de investir (ter o valor do veículo disponível para investimentos)
5- Com o clube de fidelidade, a cada 3 diárias, tenho direito a uma grátis (no seu caso, analise as opções de ofertas que a locadora de automóveis oferece)
6- Sem custo de manutenção
7- Não é necessário pagar o IPVA
7- Seguro já incluso no valor da diária
8- Carro sempre revisado por mecânicos da companhia
9- Se você usar o carro todos os dias da semana, existem pacotes promocionais e, assim, acumula mais bônus de fidelidade, conseguindo mais diárias gratuitas.

Desvantagens do aluguel

1- Necessidade de se locomover até a concessionária para buscar e devolver o carro
2- Necessidade de se programar com antecedência para quando for usar

Caso você lembre de alguma outra vantagem ou desvantagem para compra ou aluguel do veículo, comente ao final do artigo para discutirmos.

O impacto da compra do automóvel no orçamento

Para efeitos de cálculo de impacto da compra de um veículo no orçamento, levarei em conta todos os gastos que tive até a data da venda:

R$ 13.756,00 / 9 meses = R$ 1.528,00 mensais.

A princípio você pode achar o valor bem alto. A questão é que, como ele é diluído em pequenas parcelas, você acaba não percebendo. É o que chamamos de custo invisível.

Veja os campeões de gastos:
1- Seguro (28,67%) = 3944 / 13756
2- Combustível (16,21%) = 2231 / 13756
3- Mecânico/manutenção (15,68%) = 2158 / 13756
4- Depreciação (14,53%) = 2000 / 13756

Custo de oportunidade

Vejamos agora o custo de oportunidade de investir o dinheiro em uma aplicação.

Meu automóvel foi pago à vista, no valor de 34 mil reais. Porém, ao vender, recebi apenas 32 mil reais.

Se eu tivesse aplicado no fundo mais conservador de renda fixa que é o Tesouro Selic, estaria, hoje, rendendo 14,25% ao ano. Para efeitos de cálculo e com o IR na maior alíquota, teríamos
14,25 x 0,775 = 11,04% ao ano, ou 0,92% ao mês.

Também poderíamos alocar esse dinheiro em fundos imobiliários. Em uma carteira mesclada entre setores, inquilinos e contratos, é possível conseguir em média 0,85% a.m. Ou seja, uma renda mensal de R$ 272,00 (0,85% de 32.000) livre de imposto de renda. Claro que haveria alguma oscilação do patrimônio para cima ou para baixo, mais os R$ 423,22 que me sobraram por mês alugando o carro em vez de ficar com o automóvel. Ou seja, tenho R$ 695,22 a mais todo mês que podem ser reinvestidos.

Eu já investia antes de comprar o carro. Porém, ao vender automóvel e alugar quando necessário, eu tive a oportunidade de não apenas ter mais dinheiro todo mês, já que gasto menos com aluguel, mas também pude investir o valor do carro em fundos imobiliários (FIIs) para me gerar mais renda e, assim, ficar mais próximo de minha independência financeira.

Hoje, com o rendimento da renda fixa e dos FIIs, sou cada vez menos dependente do meu salário e trabalho. Após a venda do automóvel, minha renda passiva cresceu 400%.

Atualmente, minha renda recebida dos investimentos já é capaz de pagar por 10% do meu padrão de vida. E, conforme acumulamos cada vez mais patrimônio, chegamos mais próximos de nossa independência financeira. Chegará um momento em que a renda passiva se tornará suficiente para pagar 100% do meu custo de vida. E é isso que desejo a todos vocês.

Um grande abraço e bons investimentos!

Anderson Chaves

  • Jonatam César Gebing

    Grande Anderson,

    Sabe que já pensei e repensei sobre meu automóvel. Parabéns pela corajosa e sábia decisão!

    Aproveito para te convidar a passar lá no meu blog.

    Publicamos recentemente uma análise sobre o Fundo Imobiliário RNGO11 (http://www.pobrepoupador.com/2015/10/rngo11.html) e emitimos uma opinião sobre o curso Tesouro Direto Descomplicado, do Rafael Seabra (http://www.pobrepoupador.com/2015/10/tesouro-direto-descomplicado.html)

    Assim que tiver um tempo, dê uma volta por lá!

    Abração!

  • Aline

    Boa noite, Anderson
    penso como você em relação a ter um carro. Muita gente me critica por isso. Mas para uma pessoa que ou está só, ou frequentemente fica apenas com a mãe, os custos da manutenção de um veículo são muito onerosos. Alegro-me em ver que não estou só nessa. Suas dicas de investimentos são muito boas.
    Obrigada!

  • Anderson Henrique Chaves

    Olá Aline. Poxa, fico muito satisfeito em ouvir sua opinião a respeito do carro. Acho que o momento de possuir o carro pode ser postergado, ainda mais no atual nível de preços do Brasil. Hoje os carros populares já são caríssimos e não tem o mínimo de segurança como ABS, e Airbags de fábrica. Muitos deles foram reprovados também em crash-tests que são feitos por empresas independentes.

    Como você citou mt bem, para quem ainda não saiu de casa, deve aproveitar esse momento para não entrar em gastos desnecessários e supérfluos, pois é dinheiro que poderia ser utilizado como investimento principalmente para a aposentadoria antecipada. Muita gente esquece principalmente dos gastos invisíveis como a depreciação e o custo de oportunidade por ter o dinheiro imobilizado.
    Obrigado pelo feed-back e conte com nossas dicas na jornada de vocês rumo à independência financeira.

    Até mais, @disqus_RBTuKILqw6:disqus

  • Anderson Henrique Chaves

    Fala Jonatam. Que honra ler teu comentário. Fico feliz também em saber que talvez você possa ter visto uma alternativa à posse do carro. Estou satisfeito com a venda e com os frutos que os rendimentos me oferecem hehe

    Inclusive, já conheço teu blog por um artigo do UórremBife que acredito que é o mesmo do fórum de fiis o qual estou estudando atualmente que é o blog do tetzner.
    Sobre o RNGO, ainda não estudei sobre o fundo mas darei uma olhada de curiosidade. Gosto mt tbm da metodologia do Seabra. Acompanho há uns 3 anos quando interessei-me mais profundamente pela educação financeira e fiquei fascinado com a idéia de antecipar a aposentadoria após ler o ebook Como Investir Dinheiro.

    Vamos nos falando!
    um grande abç e bons investimentos :}

  • Douglasrac

    Esse não é um bom exemplo, pois se você usa o carro só no final de semana realmente não faz nenhum sentido em ter um carro. Se você só dorme 2x por semana, é melhor ir no hotel do que ter um quarto em casa.

    Para quem usa o carro todo dia, acho difícil essa conta bater.

  • Anderson Henrique Chaves

    Fala Douglas. Bom dia.
    Na verdade é um exemplo diferente. Minha intenção foi mostrar o IMPACTO do carro no orçamento e oferecer uma ALTERNATIVA. Há muitas pessoas que não consideram nem metade desses gastos na hora da compra de um automóvel e muito menos o custo invisível de depreciação e perda de custo de oportunidade.

    A conta de ninguém vai dar igual. Cada um tem sua particularidade, modelo de carro diferente, cuidado diferente, entende? Se você usa o carro todo dia, já fez essa conta para ver o impacto exato no teu orçamento?
    Se não fez ainda, faça e compartilhe conosco aqui

    abç

  • LM

    Legal o artigo Anderson, sempre gostei de carro executivo, dentre alguns que tive, meu sonho era ter um honda new civic, juntei dinheiro por 3 anos e em 2012 comprei o mesmo a vista, o carro era lindo, chamava a atenção por onde passava, mas depois da conquista o sonho perdeu a graça, pensei em pegar um melhor ainda, mas parei para pensar e até onde isso iria continuar ? eis que em uma conversa com meu pai tomando uma gelada ele disse que já possuiu uns 48 carros desde que veio para São Paulo e chegamos a seguinte conclusão: imagina se todo esse dinheiro que meu pai investiu em carros desde a década de 70 ele tivesse investido em terreno e imóveis na época em que era barato ? hoje ele seria um milionário do ramo imobiliário. Após isso, comecei a calcular quanto esse carro me custava e tive a surpresa: considerando “apenas” Depreciação, IPVA e seguro, R$ 800,00 ao mês (sem contar todos os outros custos). não pensei duas vezes, após 1 ano com o carro anunciei e vendi, apliquei todo o dinheiro na renda fixa, hoje ganho R$ 600 a.m de juros + os R$ 800 que deixei de pagar, totalizando R$ 1400,00 que são reinvestidos mensalmente para ganhar nos juros compostos e muitas vezes usado para melhorar a qualidade de vida da família com viagens e passeios. Porém, precisava comprar outro carro para não ficar a pé, minha esposa sugeria um carro popular seminovo, e eu era 8 ou 80, ou seria um carro executivo (do qual já tinha me desfeito) ou seria o carro mais barato e com menor custo possível, pois não iria pagar 30 mil em um carro popular que iria me dar custo e mesmo assim eu não iria ficar satisfeito. vasculhei e encontrei um carro de garagem de uma senhora que o tinha a 15 anos apenas para ir a feira e supermercados nos finais de semana, um fiat palio 1997, barganhei e paguei 4500, na tabela valia 8500 mas ela não conseguia vender pois era um carro antigo e nenhum interessado tinha 4500 na mão para comprar e ela tinha pressa pois tinha acabado de comprar um carro zero a pedido da filha que tinha acabado de tirar carta (rs). resumindo: hoje tenho o capital aplicado gerando renda, não pago ipva, não pago seguro, o carro não desvaloriza, não tenho receio de assalto e sequestro como tinha com o outro, raramente gasto com estacionamento, baixíssimo consumo de combustível, viajo para todo lugar com minha família inclusive para lugares off road onde eu não colocava o civic, uso para trabalhar diariamente, estou com ele a 2 anos e a unica coisa que gastei foi 50 reais da troca de pastilhas de freio, e ninguém mais me pede dinheiro emprestado ou me invejam pois acham que eu cai de padrão de vida…kkkk pra mim foi um excelente negócio. Minha idéia é fazer patrimônio para daqui alguns anos alcançar a independência financeira e poder comprar o carro que quiser com a renda vitalicia que esse patrimônio irá me gerar.

  • Fala, LM! Que relato sensacional!

    Vender o carro e ainda melhorar o padrão de vida! Realmente é algo que todos procuramos!

    Para quem não gosta de transporte público, também tem a opção de táxi, embora seja um incômodo ter que chamar ou procurar um quando necessário (mas com os apps hoje em dia ficou bem mais fácil!).

    Participa também do nosso grupo de discussão no Facebook: https://www.facebook.com/groups/662338143896292/

    Temos algumas bem interessantes por lá e acho que se você reproduzisse esse comentário daria uma repercussão legal com vários pontos de vista!

    Grande abraço!

  • Douglasrac

    Sim. Faço conta de centavos. Adquiri o carro em 2013. Desde então o custo é o mesmo: 500 reais mensais (gasolina, limpeza, revisão, mecânico, estacionamento, seguro, ipva). Tudo, até uma flanela que eu comprar está computado nessa média de 500 reais mensais. O que não está computado é a depreciação (e a água usada para lavar o carro 🙂 ), que não é um custo, e sim um custo de oportunidade. Não posso colocar o custo de oportunidade no custo de ter um automóvel pois se fosse fazê-lo deveria descontar o custo de oportunidade de não ter um carro (ou seja, a inconveniência de ter sempre que procurar carona, a dificuldade de ir no supermercado de ônibus etc, e isso é muito difícil de colocar em números) então deixo esse custo de fora.

    Até porque em finanças pessoais o patrimônio que é usado para fins particulares não deve ser considerado patrimônio. Casa e carro não é patrimônio pois você não ganha dinheiro com eles. É um erro achar que sua casa é patrimônio se você não vai alugar e nem tem intenção de vender, é apenas um custo a mais.

  • Anderson Henrique Chaves

    Fala @LM@disqus_6xAXD3ywvD:disqus, excelente demais ler seu depoimento. Muito interessante mesmo.
    Uma curiosidade, você tem que idade?

    Pra você ver como a ostentação que nos é passada pela mídia só nos tira dinheiro enquanto enriquece os marketeiros por trás da propaganda. Imagine pegar a grana depreciada desses 48 carros de teu pai. Não dá nem pra mensurar o potencial dos juros compostos

    Outra coisa importante. Quem não tem pressa de comprar um bem e tem a grana líquida, consegue ótimas barganhas como você pode conseguir seu Palio. O ideal é ir contra a manada. Como?
    Enquanto tem pessoas que perdem dinheiro trocando carro todo ano aceitando qualquer valor e parcelando o resto, estamos nós à espera dessas barganhas para pagar o quanto quisermos e conseguir um baita desconto, pois o outro lado muitas das vezes está desesperado pra vender.

    Um NEW CIVIC realmente chama muito a atenção. E quando se é jovem, essa busca por status é mt perigosa. O carro é mais visado, o seguro geralmente é mais alto, voce quer colocar rodas mais chamativas e o consumo aumenta mais ainda, as peças esportivas são caras apesar da robustez e qualidade inquestionável dos modelos honda e toyota. Inclusive o meu carro foi um Honda FIT que não chamava mt atenção, mas me atendia pelo espaço e pela economia.

    Um ponto interessante que voce disse é que as pessoas acham mesmo que voce perdeu o emprego ou está passando uma dificuldade financeira só pq não tem mais uma carreta hehe. Como se um salário e um carro fossem as únicas medidas de avaliação do ser humano.

    Não se preocupe. Tua independência financeira está cada vez mais proxima e conte com nossa equipe pra auxiliar você nos investimentos.

    Um grande abç e parabens pela excelente escolha!!!!!

  • Anderson Henrique Chaves

    Fala @Dougl@Douglasrac:disqus!!!
    Voce está corretissimo de computar até mesmo os centavos hehe.
    Também faço isso. Tudo vai pra planilha e dividida por despesas específicas.
    Interessante esse seu ponto de vista que eu não havia pensado por esse lado. Entretanto, eu o considerei os gastos que não são comuns entre o carro próprio e o carro alugado como (depreciação, ipva, mecanico, revisão) e esse é o valor que me sobra no final do mês para investir a mais.

    Mas não deixa de ser um custo de oportunidade, afinal o dinheiro poderia estar completamente em um ativo gerador de renda. Ou seja, você têm uma escolha de arcar com os gastos do automóvel, ter menos dinheiro fim do mes para investir e poder usufruir desses benefícios que voce citou como não ter de procurar carona, poder sair a hora que quiser, não precisar usar onibus e etc.

    Concordo também que carro não pode ser considerado investimento. Tanto carro e casa são os passivos que mais retiram dinheiro do nosso bolso, justamente pelos custos invisíveis que citei no texto. Caso nao tenha lido, recomendo muito o livro Pai Rico Pai Pobre do autor Robert Kiosaky que aborda esse assunto de uma maneira mt didática.

    No mais, como o Vitor disse, cada caso é específico e merece ser estudado. Há pessoas que realmente precisam do carro e não suportam andar de onibus, mas elas devem ter em mente que isso vai custar algo no fim do mes. Eu fiz as contas e pra minha realidade, vale mais a pena alugar um carro próprio.

    Grande abç e obrigado pela opiniao!
    até breve e bons investimentos.

  • LM

    Hoje tenho 31 anos Anderson, mas quando comprei o Civic tinha 28, quando somos jovens ostentar um carro legal é o sonho da maioria (principalmente dos homens), alguns ganham a consciência que carro não é investimento e quanto mais caro mais você perde, outros passam a vida toda nessa ilusão… minha história com carro vai um pouco mais além: em 2003 (com 18 anos) consegui meu primeiro emprego, após 1 ano juntei 4 mil para comprar meu primeiro carro, um VW Santana 1988 Glsi automático, na época eu poderia comprar um terreno na periferia de Cotia-SP por esses mesmos 4 mil (inclusive me foi oferecido) mas eu era muito jovem e não pensava em terreno nem em investimentos pois morava com meu pai e queria mesmo era um carro, durante 2 anos gastei todo meu salário em baladas e na restauração do Santana, deixei ele impecável e vendi por 7 mil (porém já tinha gastado muito mais na restauração) mas foi aí que fiz a maior merda da minha vida: vendi o Santana que estava todo revisado pois tinha trocado quase tudo e comprei um GM Astra Sedan Elite com 2 anos de uso avaliado em 33 mil,dei os 7 mil e financiei o restante e adquiri uma divida de 50 mil, a parcela superava meu salário, mas eu contava com uma grana que havia emprestado para uma pessoa (altíssimo risco), após uns 6 meses o carro não parava de quebrar (descobri que o mesmo tinha sido de locadora e teve o hodômetro adulterado), manutenção caríssima, a pessoa que me devia me deu um calote e parou de me pagar, o motor travou 2 vezes, roubaram, achei, peguei enchente com o carro, bati várias vezes, roubaram de novo e o seguro pagou 19 mil (FIPE), fiquei 7 anos nessa bomba e foi após que comprei o New Civic. Resumindo: lembra o terreno que custava 4 mil na época que comprei o Santana ? hoje não acha por menos de 120 mil no mesmo bairro. Pessoal jovem que está lendo os comentários, espero que usem isso como lição, aprendi muito com a lição dos mais experientes, mas nesse caso de carro tive que sentir na pele para poder ensinar os mais jovens agora. PS: não estou dizendo que não devemos comprar carro, continuo gostando de carro, mas ele deve ser uma parcela muito pequena do seu patrimônio, um amigo meu “endinheirado” nunca fez seguro, pois na visão dele, só se pode ter um carro quando aquele valor for menos que 5% do seu patrimônio e não fizer diferença na sua vida se for perdido, por isso, ele não faz seguro. (é a visão dele, mas vale refletir). Meu pai diz que antigamente (1970/80/90) não tinha crédito disponível para comprar carro zero assim como hoje, portanto só comprava carro zero quem alcançava um certo sucesso na vida e normalmente vinha após os 40 anos de idade, hoje o jovem faz 18 anos estagiando e já entra no financiamento de um carro zero. rsrs

  • Douglasrac

    Nossa realmente uma lição e tanto. Investir quanto mais cedo melhor mesmo.

    Quanto ao seu amigo, diga para ele que seguro não é proteção do carro é proteção do patrimônio. Espero que ele não tenha que ter uma lição dura na vida para aprender isso. Se ele não está preocupado com o carro (roubo, colisão) deve se preocupar com responsabilidade civil, que pode destruir a vida financeira dele para sempre. http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2013/12/motorista-que-causar-acidente-com-morte-pode-ter-que-pagar-pensao.html. Seguro de responsabilidade civil é tão barato, não justifica não fazer. Obviamente ninguém acha que vai causar morte ou ferimentos no trânsito, mas ninguém que causou achava que iria causar também.

  • Anderson Henrique Chaves

    Fala Douglas. Tudo certo?
    Pois então, amigo, respondendo à tua pergunta. O intuito do artigo foi para demonstrar os impactos do custo de um automóvel e que muitas vezes é neglicenciado pela maioria. A minha principal preocupação em fazer esse artigo, foi ter o maior cuidado para fazer com que o leitor refletisse muito na hora de comprar um automóvel. Além do mais, cada um deve fazer as contas para saber se realmente vale a pena ou não. No meu caso, como pôde perceber, não compensa.

    Concordo contigo e acho muito improvável que as contas batam, até pq cada pessoa tem sua especificidade, diferentes frequências de utilização, modelos diferentes, um cuidado diferenciado, por exemplo.

    Não quero aqui, recomendar que automóveis não sejam comprados, mas que isso seja feita de uma maneira mais consciente no longo prazo, como por exemplo por conta dos custos invisíveis, da depreciação em se vender o carro todo ano em busca de status e ostentação, saca? Até mesmo no meu caso, eu optei por comprar um semi-novo justamente pela barganha que se obtém ao adquirir um veículo em excelentes condições vendido por alguém que está doido pra trocar de carro e aceita um preço bem mais baixo que o de mercado.

    De qualquer forma, agradeço o feedback.

    Abçs e bons investimentos!!

  • Anderson Henrique Chaves

    Fala @disqus_6xAXD3ywvD:disqus. Novamente, excelente seu depoimento. Fico satisfeito em saber que sua mentalidade hoje, está alinhada com um perfil que vai refletir num acúmulo de patrimônio muito mais acentuado. Talvez se voce continuasse com essa bomba até hoje, seu patrimônio estaria até diminuindo hehe

    Você tocou num ponto interessante e que foi citado no texto. Nós jovens, temos o desejo de ser aceitado por um grupo e o status (muitas das vezes, a ostentação mesmo), faz com que sejamos aceitos em um grupo com maior facilidade justamente por conta dessa ‘casca’ que quem está de fora enxerga você. É como se voce passasse a imagem de alguém bem sucedido, importante, feliz, somente pelo fato de possuir um carro que chama a atenção. A pior parte é que ao entrar nesse grupo, você acaba partilhando da mesma mentalidade e não fica nunca satisfeito. O DESEJO é infinito, mas as necessidades são finitas. Segundo Maslow, (aquele carinha lá das pirâmides das necessidades hehe http://www.significados.com.br/piramide-de-maslow/), devemos nos atentar sempre para NECESSIDADES, caso contrário viveremos uma vida infeliz correndo atrás do proprio rabo.

    Será que você conhece alguém que possui um carro 0km, anda de cordão de ouro, relógio, mas não tem o menor engajamento com a família, com os filhos, às vezes a casa está caindo aos pedaços mas a pessoa tem olhos apenas para o carro?

    Pois então. As necessidades mais básicas não foram satisfeitas.
    Nada de mal em ter luxos (DESEJO), desde que não tenha impacto muito grande no seu patrimônio e que as necessidades sejam cumpridas.

    Obrigado por compartilhar tua trajetória.
    Espero que já esteja investindo essa quantia que lhe sobra de modo a aumentar o seu patrimÕnio.

    grande abç e bons investimentos!!!!!

  • Anderson Henrique Chaves

    Fala Douglas. Obrigado por comentar.
    Na verdade, eu nem havia pensado nessa questão.
    Acho que se o carro vale menos de 5% do patrimônio, talvez não valesse a pena contratar o seguro em caso de perda / roubo. Mas a questão civil é bem mais delicada.

    Além do mais não podemos controlar uma batida acidental em um carro importado, danos a patrimônio, danos pessoais. Imagine o impacto que seria em caso de ferimentos graves e não ter seguro?

    Forte abç e bom dia!!!!

  • Elivan Moraes

    Olá, Anderson! Bacana esta experiência. Penso que compra x aluguel de carro é algo muito relativo. Os custos vão depender de muitos fatores, tais como: valor do carro adquirido, necessidade de utilização do veículo, cidade em que o proprietário mora, etc. De qualquer forma, um carro é um passivo que gera muitas despesas, desnecessário em muitos casos, inclusive.

  • Anderson Henrique Chaves

    Fala Elivan. Obrigado pela contribuição.

    Sim, voce tem razão. Os fatores vão variar de pessoa para pessoa. COmo eu disse, meu alerta aqui nao é para deixar ou não de comprar um automóvel, mas sim uma reflexão sobre o impacto do automóvel no nosso orçamento.

    como voce disse, ele é um passivo e um dos piores. Só perde para casas de praia que são compradas e ficam o ano todo vazias.

    Um grande abç e bons investimentos!

  • Anderson

    Caro Douglas, eu controlo todos os meus gastos e sei exatamente qual o custo de ter um carro. Alguns meses atrás coloquei estas informações na ponta da caneta e cheguei a uma exorbitante quantia de 162mil de prejuízo com meu carro. Estes dias esbarrei em um site bem interessante e fiquei perplexo com a precisão desta calculadora. No meu caso a diferença foi de pouco mais de 1.000 reais, que não considero nada em um universo de 162 mil. Sugiro dar uma olhada: http://www.carromonstro.com.br

  • Guilherme Fellet

    Eu troquei de carro quando minha filha nasceu. Comprei um Sedan para dar conforto a ela, e francamente… Não me arrependo, mesmo com os preços estratosféricos que pagamos. Por mais que carro seja um passivo, a gente tem que esperar a oportunidade certa de compra assim como fazemos com um determinado ativo. No caso era juro zero, IPI reduzido e essas outras papagaiadas. Sendo que a manutenção da Nissan ao meu ver é digna (R$ 239,00 no primeiro ano). Eu falo pra vocês, por mais que tenhamos que arcar com seguro, IPVA, gasolina, etc.. com criança hoje em dia (e no Rio de Janeiro) fica difícil seguir esse modelo do artigo. Não é só apenas a questão do conforto e da comodidade, e sim de uma eventual emergência, deixar numa creche ou um passeio inesperado. É o que o Anderson falou, tudo tem prós e contras, mas com bebê fica mais complicado abdicar disso.

  • Douglasrac

    Olá Anderson. Vi o site sim. Muito interessante. Diferente de outros sites ele não imbute a depreciação que só serve para alarmar. O meu deu R$ 757,93, total de R$ 64.587,78. Mas como o site não tem como colocar valores exatos ai está a diferença. O meu carro por exemplo desvalorizou 2.500 reais em 3 anos. Então estou bem nesse quesito. O meu carro faz 13 Km/l na cidade. (FIAT 500). O gasto total com o meu carro, excluindo a compra foi de 19.995,08 (meu controle e não o site) em pouco mais de 36 meses. Isso porque eu tenho um armário só para produtos de limpeza, mais de 2 mil reais foram usados nisso. Hoje sou mais normal :). Também troquei o óleo 2x. Uma na concessionária, depois achei que não tinham feito o serviço, eu mesmo comprei o oleo e pedi para outro mecânico trocar. Então esse valor poderia ser bem menor.

    Existem inúmeros sites falando mal do carro. O que é normal. O preço realmente é exorbitante. Nunca vi algum falando de como ter um carro é financeiramente bom. No entanto, não vivemos na Holanda, na Alemanha, onde facilmente você conhece pessoas com mais de 40 anos que nunca dirigiram um carro. Muitas vezes não é opcional. Eu economizo centavos, mesmo assim não consigo planejar uma forma de viver sem o carro. Eu posso até ir e voltar do trabalho de bicicleta, mas excluir o carro totalmente da minha vida não tem como. Mesmo quando fui comprar desejei muito que não fosse uma necessidade. Não comprei o carro por status ou desejo e sim por necessidade mesmo.

    Meus amigos que não tem carro, também planejam ter carro, mesmo sabendo de tudo isso. Não é status nem nada. É simples: de carro você gasta 10 minutos para ir ao trabalho, de ônibus você gasta 1 hora. Quando trabalham a noite, ainda pior, pelo perigo extra que corre. Vai pra academia tem que se planejar com 1 hora antes, de carro é 10, 15 minutos. Seu dia rende mais de carro. É carona aqui, é favor ali, é muito transtorno diariamente para evitar o carro.

    Quem já foi na Europa sabe que a independência e o carro não tem nada haver uma coisa com a outra. Você se vira no transporte publico mesmo sem nem sequer saber o idioma do país. Na minha cidade eu não sei nem como procurar informações das linhas. No site o máximo que tem são as paradas com os nomes das ruas. Nos EUA a mesma coisa. Sem carro você não é nada. Morei em Miami e sofri de bicicleta. Eu era o único que usava a calçada e o único de bicicleta. Não acha lugar de por bicicleta nem na biblioteca pública.

    A realidade é diferente. Considere isto o “o custo Brasil” para pessoas. Se o carro ficar cada vez mais caro e mais custoso, vamos usar carro usado, vamos usar moto, mas sem um veículo particular não tem como no Brasil. Infelizmente.

  • Anderson Henrique Chaves

    excelente xará.
    O carro para algumas pessoas pode ser um mal necessário.
    mas para mim, considero que o aluguel é o melhor custo-beneficio. para o meu caso obviamente.

    imagine essa grana investida!!
    grande abç e bons investimentos

  • Anderson Henrique Chaves

    Seu ponto de vista é muito valido Douglas. Devemos colocar tudo na balança, não somente o dinheiro gasto, mas o benefício que voce obtem pelo uso do carro.

    Infelizmente aqui não é primeiro mundo, e nem dá pra fazer uso do transporte público pois falta infra-estrutura.
    abçs e bons investimentos

  • Anderson Henrique Chaves

    Fala Gui. Tudo certo?
    Pois então, acredito que mais cedo ou mais tarde, poderei ter uma necessidade MAIOR do uso do carro, como por exemplo a chegada de um filho. Imagine se meu pimpolho passar mal e eu ainda ter que ligar pra alugar o carro, buscar o carro na concessionária, até chegar em casa? Imagine a situação…

    O intuito do artigo é refletir sobre o impacto mesmo. Cada um deve fazer as suas contas e já se preparar tanto psicologica, quanto financeiramente para a aquisição de um automóvel.

    Paguei o meu automóvel à vista (não teve um impacto maior por nao precisar de financiamento), mas percebi que essa outra modalidade de aluguel iria encaixar perfeitamente no meu caso atualmente. Pode ser que mude, mas atualmente têm me sobrado muito mais dinheiro inclusive para investir.

    Um grande abç e bons investimentos!!

  • Paulo

    Excelente artigo mas você comparou maças com laranjas. Qual seria o seu custo se precisasse do carro todos os dias? 23 diárias?

  • Raphael Monteiro dos Santos

    Show! Passei por uma situação bem parecida, agora dependo do transporte público.
    Não é muito conveniente ficar sufocado nas portas dos biarticulados que pego em minha cidade. Mas, quando olho para o bolso, sinto que a luz do fim do túnel está próxima.
    Minha curta história são de muitas enrascadas. Na cabeça de um jovem de 20 anos, sonhava em ter um VW – Fusca e consegui o mesmo, com o adjetivo da cor, Fusca Azul.
    A alegria da conquista me rendeu um empréstimo de R$ 5.000,00 que virou o dobro do valor. Mas para mim, o que importava era passar na frente das escolas e ver a galerinha se quebrando… (rsrs)
    Logo percebi que ele tinha um consumo alto e que precisaria de muitos reparos para continuar rodando. Como sempre muito esperto, vendi sem ter a desvalorização do valor pago por ele, apenas perdi o dinheiro das manutenções, algo em torno de R$ 2.000,00. Quanto ao empréstimo, a consequência era pagar essa burrada.
    Ainda não satisfeito, fiz outras mazelas até dizer: CHEGA!
    Cá estou correndo atrás do tempo perdido, ou melhor, do dinheiro perdido! Por sorte estou com 23 anos e com o excelente texto de aprendizado e dicas que compartilhadas, posso ter certeza que estou no caminho certo.
    Um grande abraço!

  • Anderson Henrique Chaves

    Oi Paulo.
    Cara, que pena, mas o Disqs não me avisou sobre esse teu comentário.
    Estou vendo agora só pq voltei ao meu artigo.

    mas respondendo tua pergunta, acho que a empresa tem um pacote mais barato para diárias mais volumosas como essa. Mas pra períodos mt longos, pelo meu estudo, o aluguel não compensa muito.
    Quanto mais você precisa usar o veículo, mais o automóvel proprio se torna vantajoso.
    Fazendo umas contas de padeiro, eu coloquei uma diária promocional de 90 reais x 21 dias de folga = 1890. Isso para um carro popular 1.0 com ar.

    Acontece que eu nao conseguia usar o meu carro proporcionalmente aos gastos que vinha tendo com ele. Principalmente com seguro e depreciação.

    Forte abç e sucesso!!!!

  • Paulo

    Olá Anderson, a minha mensagem foi mais no sentido de o artigo se basear em uma situação bem especifica, particular e quase exceção e de dificil alcance entre os leitores. Para efeitos de educação financeira e que ajudaria o maior numero de leitores, um caso como o do amigo que trocou o new civic pelo palio faria mais sentido, pois ele teve ganho financeiro mas continuou possuindo um carro. Abs.

  • Anderson Henrique Chaves

    Oi Paulo, tudo certo? Pois então, minha intenção com o artigo foi mostrar aos leitores o impacto do carro no orçamento e muitos custos que são desconsiderados ao possuir o mesmo. O meu caso em optar por alugar o carro e ter vendido o meu automóvel, foi bem específico, concordo. No entanto, os gastos são bem próximos dos gastos que os leitores têm em média.

    Foi essa conta que coloquei no lapis, podendo chegar até 2mil reais mensais, fora o custo de oportunidade ao deixar a grana imobilizada no automóvel. No entanto, o exemplo do amigo do civic foi muito pertinente e agregou muito ao meu artigo também.

    abç e sucesso

  • Tatiana Saito

    Anderson, achei bem interessante a abordagem do texto. Você fala da sua experiência e deixa claro que cada caso é um caso (perfeito, pois tem pessoas que se sentem atingidas e acham que é algum tipo de ofensa pessoal, sei lá! Ahahahahahha).

    Uma curiosidade: quando você precisa transportar a bicicleta, como faz?

    Nós temos 2 carros em casa que compramos quando usávamos diariamente. Hoje, um carro fica eternamente na garagem e outro é usado para levar o filho na escola de manhã.

    Eu vou de transporte público ou bicicleta para o trabalho e meu marido passou a trabalhar em casa.

    Como não estou totalmente preparada para abrir mão do carro pelas facilidades que ele proporciona, pensamos em vender os dois e comprar um novo. De tabela, eles valem R$15.000,00 cada. Na concessionária, ofereceram R$16.000,00 pelos dois! Ahahahahah! Nada feito.

    Decidimos anunciar os dois e esperar. Como os carros foram comprados zero km, um é 2007 e outro 2009, tem baixo consumo, IPVA baixo, seguro idem, quando ambos forem vendidos vamos ver como fica…

  • Moacir Santana

    Interessante sua ideia. Porém é preciso considerar que em muitas cidades grandes não se chega no local de trabalho em 10 minutos de carro. Muitas vezes leva algumas horas e, nesse período, o carro fica parado queimando combustível e o motorista fica desgastado.

    E ainda tem o outro lado: se estiver de transporte público (e sentado) ainda pode dar uma relaxada no engarrafamento.

    Na minha opinião, essa visão de que carro é uma necessidade devido a um transporte público de baixa qualidade é uma das estratégias de marketing das montadoras. Veja só: o transporte público, de um modo geral, é realmente ruim. Então a “solução” que a pessoa tem seria comprar um carro. Ok.

    Imagine se em uma cidade como São Paulo e Rio de Janeiro cada um dos milhões de habitantes tivesse seu carro e o utilizasse diariamente para ir e voltar sozinho(a) do seu trabalho. Se hoje o tempo médio de viagem nestas cidades leva de 2 a 3 horas, levaria o dia inteiro e ninguém sairia do lugar.

    E isso cada vez mais vai acontecer pq a renda da população melhorou nos últimos anos e a oferta de crédito tb.

    Atualmente, uma outra maneira de utilizar carro com motorista a um baixo custo é o Uber. Não é muito caro, em geral o serviço é muito bom e não temos todos os custos acima (além de não nos preocuparmos em dirigir e estacionar).

    Uma alternativa que penso ser válida tb é utilizar combinações para nos deslocarmos. Exemplo: Moro a cerca de 12km do trabalho. Se eu for de ônibus direto, levarei 1h30min para chegar. Se utilizar ônibus + metrô, levo 45min. Resolvi fazer o seguinte: caminho por 30min até a estação de metrô e levo mais 30min para chegar no trabalho, totalizando 1h de deslocamento. E ainda faço 1h de caminhada por dia, que tb auxilia na melhora da saúde, e ainda economizo dinheiro de duas passagens por dia. Tb poderia fazer parte dessa trajeto com as bicicletas do Itaú, mas prefiro andar.

    Há outras soluções além do carro….

  • Edson Koji Tamasiro

    Sensacional o seu relato, hoje tenho 50 anos e vivo uma situação parecida com a sua, apesar de não usar o transporte público, substituí meu carro por uma moto e completo esse mês 1 ano sem ele. Com o dinheiro que economizei estou colhendo os frutos e aprendendo a investir aqui com os amigos da Jornada do Dinheiro. Antes tivesse tido a oportunidade de conhecer esses relatos quando era mais jovem. Espero que sirva de orientação aos jovens e estes possam ter a consciência de se planejarem para um futuro melhor, seja com ou sem automóvel.

  • Anderson Henrique Chaves

    Olá Tatiana.
    Exato. Devemos deixar bem claro que eu respeito quem possui carro e tudo bem.
    Inclusive pretendo comprar outro mais em conta em breve pois vou me casar e o carro vai ser mais utilizado do que antes.

    Eu tinha um honda fit. Que é perfeito pra transportar qqr coisa tanto no lugar dos passageiros, quanto no porta-malas. Ele possui um banco rebatível que fica como se fosse uma picape de cabine estendida. Basta abaixar os bancos traseiros (que ficam no mesmo nível do piso do porta-malas). Inclusive já fiz uma viagem com um amigo para uma competição de triathlon e coube 2 Mountain bikes com nossas malas.

  • Anderson Henrique Chaves

    2 carros na garatem e apenas um é usado. Isso significa que você possui 15 mil reais imobilizados que poderiam ser aplicados gerando renda para ti (ativo), em vez de continuar com um passivo no qual ocupa espaço em casa, tem gastos com ipva, seguro e depreciação ao longo do tempo. Esse é meu ponto de vista.

    É possível que você venda os dois, que já sofreram bastante depreciação e comprar um novo. No entanto a pergunta que você deve se fazer é a seguinte.
    Pelo menos um dos carros me oferece tudo o que preciso como segurança, confiabilidade, conforto, me leva onde quero, é economico? Você já me disse que o consumo dele é baixo, o seguro também.

    Então, podemos supor
    1- nenhum dos carros hoje já oferece a confiabilidade que você precisa, estão velhos demais e você quer vendê-los por esse motivo e comprar um novo. OK. É valido.
    Nesse caso, eu recomendaria a compra de um semi novo do mesmo modelo de carro que vocês gostariam de comprar. Com isso vocês economizam muito dinheiro e adquirem um carro com cheirinho de novo.

    2- Os carros ainda dão pra rodar mais, mas ainda assim quero vendê-los para adquirir outro.
    Ai nesse caso, eu preferiria continuar com os carros mesmos antigos. Pois o seguro do carro novo será mais caro, talvez o consumo nao seja tão bom quanto o antigo.

    Recomendo que anuncie o carro e aguarde. Pesquise quanto está a tabela fipe, e quanto está a média de preço desses mesmos carros vendidos na sua região. Vender para concessionária é um péssimo negócio.

    boa sorte no negócio!