TUDO SOBRE A FUNPRESP E FUNDOS DE PENSÃO

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Tudo sobre a Funpresp e Fundos de Pensão

Como forma de agradecimento aos comentários do artigo sobre Previdência Privada, aprofundarei o assunto sobre fundos de pensão, mais especificamente sobre a Funpresp.

A única experiência sobre este assunto que eu tenho é a aposentadoria da minha mãe. Como ex-funcionária de um banco público, agora aposentada, ela consegue viver tranquilamente com os rendimentos do fundo de pensão dela.

Como a previdência dos servidores públicos estava próxima à falência, o governo criou a Funpresp para auxiliar na aposentadoria desses funcionários.

A aposentadoria dos servidores públicos é um assunto que todos devemos ter conhecimento, visto que é pago com o seu dinheiro via impostos. Para melhor entendimento, explicarei como era antigamente e depois falarei sobre a Funpresp.

Como era a previdência?

Era de repartição simples, ou seja, não havia formação de poupança. Toda a contribuição dos servidores ativos e da União era destinada ao pagamento dos inativos e pensionistas, ou seja, a geração ativa pagava os benefícios dos aposentados. Ela dependia da relação de 4 servidores ativos para cada 1 inativo para se manter equilibrado.

A contribuição do servidor era limitada a 11% do total de sua remuneração , enquanto a União contribuía com 22%.

Era muito bom para os aposentados, mas criou um déficit muito grande para a União. Em 2011, o valor chegava aos 60 bilhões de reais.

Para resolver a situação do déficit, a União criou a Funpresp.

O que é a Funpresp?

É a Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo – Funpresp-Exe, criada por autorização da Lei 12.618, de 30/04/2012, e efetivada pelo decreto nº 7808/2012. Sua função é administrar e executar os planos de benefícios de previdência complementar para os servidores públicos titulares de cargo efetivo da União, suas autarquias e fundações.

Plano ExecPrev

O Plano Executivo Federal (ExecPrev) é um plano de previdência complementar, exclusivo para os servidores civis em atividade no Poder Executivo Federal, estruturado na modalidade de Contribuição Definida (CD), na qual as contribuições são previamente estabelecidas pelo participante, de acordo com o regulamento do plano.

O valor do benefício é definido no momento da concessão, com base no saldo das reservas individuais acumuladas pelo participante, e recalculado anualmente, de acordo com o saldo remanescente.

O benefício dependerá do valor e do tempo de contribuição. A rentablidade líquida das aplicações dos recursos também influenciará diretamente no montante acumulado.

Vamos para uma análise mais prática:

Esse plano só entrou em vigor para os servidores que entraram após 04/02/2013.

Se você entrou antes, poderia migrar para esse plano voluntariamente. Para ajudar nessa decisão, veja quanto é a contribuição da União para seu plano atual (feito antes de 04/02/2013). Se for maior que 8,5%, não vejo vantagem em mudar para o plano atual.

Como é feita a divisão da contribuição?

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A taxa de carregamento é de 7%. Esse valor é considerado alto, mas, com a contribuição por parte da União, ela fica diluída no aporte total. A Reserva Acumulada Suplementar é o que realmente será creditado no seu saldo. Veja que 21,53% vai para o Fundo de Cobertura de Benefícios Extraordinários (FCBE), que dá cobertura no caso de invalidez ou pensão por morte.

Essa cobertura por invalidez ou pensão por morte é um diferencial muito importante, porque você não consegue ela em outros investimentos. Seria como um seguro de vida para você. Somente na previdência social pelo INSS é que você tem essa cobertura.

Resumindo essa etapa: vantagem pelo FCBE e desvantagem pela taxa de 7%.

Alíquotas de participação

Você tem 3 escolhas para escolher: 7,5 , 8 ou 8,5 % sobre salário de participação. Como você pode mudar a aliquota anualmente, não tem muito o que discutir. Para aproveitar melhor a contribuição da União, eu sugeriria escolher 8,5 %.

O que é o salário de participação?

É a diferença entre o salário (base de contribuição) e o teto do INSS.

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A partir dessa conta teremos dois tipos de servidores:

Se seu salário for menor que o teto INSS ou igual:
Chamado de participante ativo alternativo, você não terá a contribuição do patrocinador e nem os beneficios de invalidez e morte. Você poderá contratar estes benefícios voluntariamente.
Se você se encontra nessa situação, eu sugeriria avaliar os custos destes beneficios e comparar com empresas de seguro privado.

Se seu salário for maior que o teto do INSS:
Vocé poderá contratar o plano com patrocinador e os benefícios e é chamado de participante ativo normal. Veja o quadro para uma alíquota de 8,5%:

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O segredo é verificar se a paridade do patrocinador é maior que a taxa de carregamento. Como sempre será maior essa conta, o seu custo para o plano será zero. Para cada 1 real contribuído, o patrocinador contribuirá com 0,86 centavos. (descontei os 7 % do carregamento na contribuição do patrocinador).

Agora que já expliquei a contribuição, vamos aos benefícios:

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O importante é avaliar o período de carência dos planos. No caso da aposentadoria normal, é de 60 meses:

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E da aposentadoria por invalidez de 12 meses:

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Na questão de pensão por morte, eu vejo um grande diferencial do plano porque ele dá direito mesmo no caso em que o participante já esteja assistido (já começou a receber os benefícios). E outra característica importante é o benefício por sobrevivencia do assistido, que dará uma renda vitalícia para o beneficiado.

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Caso de Perda de Vínculo:

Você poderá continuar com o plano ou sair do plano.

As opções para continuar com o plano são o autopatrocinio e o beneficio proporcional deferido. Nos dois casos, acho desvantagem devido ao alto custo de carregamento (7%).

Ao sair do plano, terá duas opções:

Portabilidade para outro plano:

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Observe que o Plano ExecPrev é considerado PGBL e há uma carência de 3 anos para a portabilidade.

Ou Resgate do plano:

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Observe que o resgate da parte do patrocinador só será possível a partir dos 3 anos e no máximo 70 % do valor do mesmo. Por isso, se você não tiver a certeza de continuar no cargo que ocupa, não vale a pena entrar no plano.

Dica extra:

Se você tiver um plano de previdência privada PGBL, você poderá realizar a portabilidade para o Execprev sem custos. Veja se sua rentabilidade da sua previdência privada é menor que IPCA + 4 % e faça a portabilidade caso seja menor.

Tributação:

Conforme o artigo da Previdencia Privada, você deve escolher entre a tributação regressiva e progressiva. A vantagem da tributação progressiva é a possibilidade de declarar na Declaração Anual de IR e ficar isento do imposto de renda dependendo do valor total recebido no ano.

No resgate antecipado do plano progressivo, é cobrado uma taxa de 15 %, e no resgate antecipado do plano regressivo é de acordo com o tempo de acumulação.

Dedução Fiscal nas contribuições:

Por ser um Plano PGBL, você poderá deduzir até 12 % doas contribuições da Declaração Anual IR. Como o Plano ExecPrev é deduzido do seu contra cheque, o imposto pago no contracheque vai ser menor (7,5, 8 ou 8,5 %) que a pessoa que não contribui para o plano. Veja a tabela abaixo:

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Agora que conhecemos a parte burocrática, vamos avaliar a rentabilidade.

Na política de investimentos, observamos a meta de IPCA + 4 %:

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Observe que o índice de referencia é IPCA + 4 %, porém na própria Política de Investimento ele não dá como garantia essa rentabilidade nem mesmo como meta. Ou seja, o fundo já tira a sua responsabilidade em relação a rentabilidade da mesma.
Veja na tabela abaixo os tipos de investimento do fundo:

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Veja que apesar de 80 % ser em renda fixa, 10 % está em renda variável
(através de fundo de índice IbrX-100) e investimentos estruturados.

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Observe na tabela acima que os investimentos do fundo incluem: títulos privados (de bancos), FIDC (fundo de investimento em direito creditórios), FIP (fundo de investimento em participações), FIEE (fundo de investimento em empresas emergentes), FII (fundo de investimento imobiliários), e ETF (fundo de índices). Ou seja, você pode ter uma rentabilidade negativa neste fundo.

Vamos avaliar a rentabilidade de 2014:

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Observe que 94,57 % está em renda fixa e 5,43 % em renda variável. Na renda fixa, com Títulos do Tesouro IPCA de curto prazo e longo prazo, a rentabilidade bruta foi de 12,42 % enquanto a renda variável (com ETF de IBrX-100) houve ganho de 0,64 %. No final, houve um ganho de 11,41 % de rentabilidade.
Veja algumas ações que fazem parte do IBrX-100:

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Como há o aporte do patrocinador (para cada 1 real, o patrocinador paga 0,86 centavos), devemos multiplicar a rentabilidade por 1,86. No caso, 11,35 % seria igual a uma rentabilidade de 21,11 %. É a vantagem do pagamento por parte do patrocinador.
Com o IPCA + 4 % (apesar de ser uma rentabilidade não garantida) multiplicado por 1,86, temos uma rentabilidade de IPCA + 7,44 %. Já é maior que a rentabilidade da poupança e de muitos investimentos atrelados ao IPCA, como os títulos do Tesouro IPCA 19 ,24 e 35 (gráfico abaixo) durante o ano de 2014.

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Conclusão:

A ExecPrev na teoria me parece um excelente fundo por 3 motivos: o pagamento da paridade por parte do patrocinador, possui benefício de invalidez e morte e a renda é vitalício.
Apesar da liquidez baixa (o resgate da parte do patrocinador é realizado somente após 3 anos) e risco moderado (não temos controle sobre o tipo de investimento, podendo ter 10 % em renda variável e 10 % em investimento estruturado), a rentabilidade considerando a parte paga pelo patrocinador é de 7,44 % + IPCA. Dificilmente encontramos um investimento com essa rentabilidade.
Se você recebe menos que o teto do INSS, não vale a pena entrar no plano alternativo. Oriento estudar outros tipos de investimentos como o Tesouro Direto.
Se você recebe mais que o teto do INSS, você deve avaliar se vai realmente ficar no emprego por mais que 3 anos, para poder usufruir das vantagens do fundo. Você deve contratar o plano pensando em longo prazo, e considerar como um seguro de vida e invalidez.

Enfim, eu contrataria o plano Execprevi como um seguro de vida, no plano progressivo para poder usufruir da restituição do IR na Declaração Anual. Considero um excelente Plano de seguro de vida e de invalidez e com uma rentabilidade maior que a maioria de outros investimentos.

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Edson Ichihara

  • Leonardo Savian Batistella

    Um Médico dando aula de Direito Previdenciário que muito Advogado quebraria a cabeça.
    Parabéns pela qualidade do artigo e pelas orientações, realmente temos de avaliar e reavaliar quando o assunto é aposentadoria, principalmente em se tratando do INSS, o qual é muito bom e abrangente, um sistema modelo realmente, mas que na realidade brasileira encontra sérias restrições e é um investimento precário a título de aposentadoria.
    Abraço!!

  • ROSANA CALDI

    Olá Edson!
    Excelente matéria!
    Gostaria apenas de fazer uma complementação : o servidor público, diferentemente dos demais trabalhadores deste país, após sua aposentadoria continua pagando a previdência social (antigamente já era assim e atualmente idem), mesmo depois de contribuir por no mínimo 30 anos (mulheres) e 35 anos (homens). Por este motivo, dizer que as contribuições dos servidores ativos são destinadas à totalidade do pagamento dos aposentados é uma meia verdade, já que os aposentados continuam contribuindo também. Outro diferencial : Se, depois de 25 anos de trabalho, por exemplo, o servidor público resolver pedir exoneração do cargo, sai literalmente com uma mão na frente e outra atrás, pois não tem FGTS.

  • Edson Ichihara

    Obrigado pelo elogio e pelas informações. Então os funcionários públicos continuam pagando a aposentadoria? Isso não faz sentido, visto que vc deveria receber o montante aplicado mais a rentabilidade na aposentadoria. E justamente pelo funcionário público não ter FGTS, ele deve estudar educação financeira e com isso fazer seu próprio “fundo” com títulos do Tesouro Direto, ações e fundos imobiliários, e assim terá uma rentabilidade muito maior que o FGTS!

  • ROSANA CALDI

    É exatamente o que estou fazendo agora! Como pode ver, a mídia conta só a parte que realmente interessa ao governo…

  • RC

    Edson,
    como de costume, mais um excelente artigo. Obrigado por ter lembrado do meu questionamento no post do dia 30/06/15. Como levantado pela Rosana, há muitas ideias erradas sobre ser servidor público. Óbvio que, num país tão tumultuado como o nosso, a estabilidade é um fator que pesa muito, mas nem tudo são flores. Sobre o post atual, tenho que confessar que você me deixou com mais dúvidas ainda sobre aderir ou não à Funpresp. Inicialmente, por que você disse que “para cada 1 real contribuído, o patrocinador contribuirá com 0,86 centavos”? Digo, por que você descontou 14% ao invés de 7% (que daria 0,93 centavos)? Depois, você escreveu “No final, houve um ganho de 11,41 % de rentabilidade” e, depois, escreveu “(…)devemos multiplicar a rentabilidade por 1,86. No caso, 11,35 % seria igual a uma rentabilidade de 21,11 %.” De onde veio esse 11,35%? Não seria 11,41%, que daria 21,22% de rentabilidade? Sei que a diferença é mínima mas, para ser mais didático… ☺ Além disso, seria 1,86 ou 1,93 o fator de multiplicação? Por fim, você afirmou que “com o IPCA + 4 % (apesar de ser uma rentabilidade não garantida) multiplicado por 1,86, temos uma rentabilidade de IPCA + 7,44 %”. O grande problema, na minha opinião, reside no fato que é um investimento baseado em um premissa que não se pode garantir (esses 4% acima do IPCA) e sem liquidez. Fora o risco de calote, da Funpresp quebrar, que é o que mais me preocupa. Para terminar, segundo a própria Funpresp “(…) a rentabilidade alcançada pela carteira de investimentos dos planos administrados pela Funpresp-Exe (em 2014) foi de 11,41%, superando o índice de referência de IPCA + 4% ao ano conforme demonstrado na Política de Investimentos dos Planos, que registrou em 2014 o valor de 10,66%”. Será que esse rendimento foi líquido para o contribuinte? Não sei. Como o IPCA de 2014 foi de 6,41%, qualquer título que pagasse mais que IPCA + 5% já seria melhor (o NTNB Principal 2019 estava pagando IPCA + 6,20% em 02/01/2014. O mínimo do ano de 2014 foi IPCA + 5,27% em 04/09/14. A rentabilidade acumulada (bruta) desse mesmo título em 2014 foi de 13%). Ou seja, se não fosse a contraparte do governo e o seguro de vida, não haveria vantagem alguma ao meu ver. Enfim, gostaria de encontrar um estudo mais aprofundado comparando uma mesma quantia sendo aplicada no TD (por exemplo) e na Funpresp, descontando-se IR, taxa de carregamento, BVMF, taxa do agente de custódia, etc, por um bom período de tempo. Talvez começando em 2013, para termos uma ideia de como foi o rendimento passado (embora não seja garantia para o futuro). Talvez eu consiga fazer uma planilha do tipo futuramente, para me ajudar a decidir. De qualquer forma, agradeço novamente pelas informações e pelo esforço em manter um site tão bacana para troca de informações. Abraços.

    PS! – Uma coisa interessante é que, segundo dados de julho/14 da Funpresp, entre os órgãos públicos que empossaram mais de 50 servidores, o que teve maior adesão ao plano foi o Banco Central do Brasil (BACEN), com 74,4% de adesão. Será que posso considerar que esse pessoal que trabalha no Banco Central entende mais de economia e finanças que o resto da população? ☺

  • Edson Ichihara

    Obrigado pelo feed back RC! Primeira dúvida: a taxa de carregamento é de 7 % do Total (seu investimento + o do patrocinador), então se vc investe 1 real, o patrocinador te pagará 1 real . Esse total será 2 reais, e a partir dele pagamos 7 % de taxa, ao total de 14 centavos. Por isso, no final ele ajuda com 86 centavos (vc tira 7 centavos do que vc pagou + 7 centavos do que o patrocinador pagará) . entendeu? O 11,35 % é a rentabilidade líquida e os 11,41 é a rentabilidade bruta. O fator de multiplicação é 1,86 (vc está esquecendo que é 7 % de carregamento do total!). Como vc disse, o Funpresp é bom por causa do patrocinador e por ser um seguro de vida. Isso já seria uma ótima justificativa para entrar no Funpresp.

  • Guilherme

    Olá, Edson.

    Excelente o post. Sou servidor federal recentemente concursado e ainda não tive tempo de estudar o Execprev.

    O seu post ajudou muito. A minha principal dúvida, no entanto, continua sendo quanto ao resgate e à rentabilidade no caso de eu me desligar do serviço público, quer dizer, se o plano vale a pena como aplicação financeira para quem não pretende leva-lo até o final. Mas como o RC falou no seu comentário, acho que seria o caso de montar uma planilha e compara-lo com outros investimentos.

    Fora, isso, algo que me chamou a atenção foi a dedução fiscal no imposto de renda. Ela não poderia ser encarada como uma rentabilidade adicional?

    Abraços e parabéns pelo blog!

  • Edson Ichihara

    Ola Guilherme, obrigado pela mensagem. Realmente, se vc pensar em um resgate antes do vencimento, eu não acho que valha a pena. Vc teria que transferir para outro plano ou continuar pagando, mas sem a parte do patrocinador. Como ela ainda só tem poucos anos, fica difícil comparar com outros investimentos, visto que ele tem dedução fisca, tem a parte que funciona como seguro. A dedução fiscal realmente ajuda como uma rentabilidade adcicional (paga menos imposto). Obrigado e divulgue o site para seus colegas!

  • José Ferraz Neto

    Parabéns pelo artigo!

  • Edson Ichihara

    Obrigado pelo elogio José!

  • Glauber

    Boa tarde Edson,

    E para quem não é servidor da União? Procurei informações sobre o fundo da minha empresa, mas não achei muita coisa.

  • Edson Ichihara

    Obrigado pela mensagem Glauber! Qual é o nome da pensão da sua empresa?

  • Glauber

    Bom dia Edson!
    É o compesaprev, da empresa de saneamento do estado de Pernambuco.

    Tenho um pé atrás com ele.

  • Edson Ichihara

    Olá Galuber. Eu analisei o CompesaPrev (veja neste link http://www.compesaprev.com.br/banco_imagens/Relat%C3%B3rio%20Anual%202015_FINAL%20%2808.06%29.pdf ) . Ele investe em fundos de renda fixa e tenta a rentabilidade de INPC + 5,125 %. Eu já não gosto quando a previdencia investe em títulos públicos (porque vc pode investir diretamente com menos custos), mas essa Previdencia investe em fundo que investe em títulos públicos… Não compesa a meu ver..e ele mistura um pouco com plano de saúde tb neh?

  • Glauber

    Obrigado Edson. A única vantagem que vejo nele é o plano de saúde, que é mais barato que o tem no mercado.

  • Fabiola

    Edson, obrigada pelos esclarecimentos! Foram muito úteis. Eu gostaria de entender melhor a diferença real entre o progressivo e regressivo. A funpresp me sugeriu a adesão pelo regressivo.

  • Edson Ichihara

    Oi Glauber. Vc consegue ver pelo extrato da previdencia. Terá o valor q vc investiu e o valor da empresa. Depois vc avalia seu holerite e verifique se o valor q vc pagou é igual ao do extrato.

  • Edson Ichihara

    Obrigado pela mensagem Fabiola

    Progressivo – Vc vai pagar o imposto dependendo do valor q receber no resgate (varia de 7.5 % a 27,5 %). Igual ao imposto de renda dos salários..Quanto maior o valor, maior o imposto. Se vc receber um valor menor que o mínimo, vc não paga imposto. Se resgatar antes do prazo, vc paga 15 % de imposto.

    Regressivo – vc paga o imposto de acordo com o tempo do investimento. Ele começa com um valor mais alto (35 %) e no fim termina com 10 %.

  • Jean Arsego

    Edson, parabéns pelo artigo! PRIMEIRA PARTE: Não entendi o fator de multiplicação utilizado. Acredito que seria mais seguro utilizar o fator de multiplicação de 1,43 e não 1,86. Se você investe 1 real, o patrocinador te pagará 1 real. Logo, o total depositado será de 2 reais. Destes 2 reais pagamos 7% de taxa de carregamento (total 14 centavos), e pagamos também 21,53% de FCBE (total 43 centavos). Dos 2 reais depositados, será descontado o total de 57 centavos, restando assim 1,43. SEGUNDA PARTE: Acredito que a forma de calcular a rentabilidade pode ser vista de forma diferente. Vamos considerar que a cada 1 real depositados pelo funcionário, resulte em 1,43, conforme descrevi na “primeira parte”. Considerando a rentabilidade em 2014, que foi de 11,35%, aplicada sobre o valor de 1,43, resulta no valor de 1,59 (1,43 x 11,35%). Logo, se o funcionário depositou 1 real e agora tem 1,59, significa que sua aplicação rendeu 59%. No entanto, é ilusória a rentabilidade de 59%, pois ela se aplica somente uma vez para cada depósito. Isso ocorre somente no ato do depósito, pois há o aporte do patrocinador. Nos próximos anos, esse mesmo valor de 1,59 vai render o percentual que o fundo alcançar de rentabilidade, e nada diferente disso. O que você acha? Abraço!

  • Jean Arsego

    Edson, com relação a tributação fiquei em dúvida. Reproduzo texto do artigo abaixo:
    “Conforme o artigo da Previdencia Privada, você deve escolher entre a tributação regressiva e progressiva. A vantagem da progressivo é poder declarar na Declaração Anual de IR. No resgate do plano progressivo, é cobrado uma taxa de 15 %, e no resgate do plano progressivo é de acordo com o tempo de acumulação.”
    Os 15% citados referem-se recolhimento sobre o resgate, na fonte, ou ao recolhimento final? Eventual compensação acontece na Declaração de Ajuste Anual de IR, certo? Ou seja, sobre o valor de resgate posso ter que recolher até 27,5% de IR.

  • Edson Ichihara

    Olá Jean. Isso mesmo. Na tributação progressiva você poderá realizar a compensação na Declaração de Ajuste Anual de IR. Dependendo do valor total recebido do ano, poderá ter que pagar até a taxa de 27,5 % ou até restituir o imposto pago se o valor for menor que rendimento tributável mínimo do ano.

  • Edson Ichihara

    Olá Jean. Obrigado pela mensagem e elogio. Eu considerei o fundo FCBE. Mas você tem razão se tirarmos a quantia aplicada no FCBE, a rentabilidade diminui. Como nas novas aplicações também haverá os aportes do patrocinador, você pode considerar a rentabilidade de 1,59 no seu caso. Caso você perca o aporte do patrocinador, ai sim sua rentabilidade vai diminuir. É claro que a diferença vai diminuir com o tempo, mas como é juros compostos, você vai ter uma rentabilidade maior se comparar um depósito de 1 real sem o aporte do patrocinador. No ano de 2014 no seu exemplo, teríamos a diferença entre 1,1135 (sem aporte) e 1,59 (com aporte), caso no ano de 2015 a rentabilidade fosse 10 %, teríamos 1,2248 (sem aporte) e 1,7490 (com aporte). Você percebe que a rentabilidade sempre vai ser maior que uma aplicação sem patrocinador.

  • Jean Arsego

    Obrigado pela resposta. Exatamente. O aporte do patrocinador é o que acaba fazendo este tipo de previdência “valer a pena”.
    Você considerou o fundo FCBE por algum motivo? Este valor aplicado no FCBE retorna para o servidor em algum momento? Por exemplo, no momento da aposentaria, em que o servidor realize o resgate do saldo, sem ter acionado o seguro por invalidez ou pensão por morte, o valor aplicado no fundo FCBE retorna ao servidor? Ou é um valor “morto”?

  • Edson Ichihara

    Olá Jean. Essa regra do FCBE precisa ser analisado com a Funpresp. Para não ter surpresas no futuro, é melhor considerar um valor morto como vc considerou. Mas eu válido tentar resgatar esse valor tb no futuro (caso não use até o resgate).

  • Igor Barbarioli

    Edson, Boa tarde! Entrei recentemente no serviço público federal e desde então tenho pesquisado sobre a Funpresp. O sindicato orienta os professores para não adesão, mas me parece que é mais por bronca da mudança do regime previdenciário do que propriamente por achar o produto desvantajoso. Além disso, não nos informa detalhadamente a respeito da Funpresp e nem de outro investimento para fazer o famoso “pé-de-meia”. Neste caso, a gente que é leigo no assunto de finanças e investimentos fica sem rumo. Das análises feitas pelo produto Funpresp, especialmente aquelas de origem independente, ou seja, isentas de influências, apontaram que, no momento, é o melhor investimento para o servidor, quando comparada com outras previdências e poupança. A minha duvida diz respeito ao regime de tributação, pois você opina que o plano progressivo seria a melhor opção, ou pelo menos aquela que você aderiria; entretanto, a Funpresp, ao analisar o meu perfil, “sugeriu” que eu entrasse no regressivo, uma vez que estou no cargo almejado e tenho muito tempo para contribuir. Nesse sentido, levando em consideração meu perfil, gostaria que você opinasse sobre qual caminho seguir, o progressivo ou o regressivo. Abraços e parabéns pelo texto!

  • Edson Ichihara

    Olá Igor, obrigado pela mensagem e elogio. Se vc tem certeza que trabalhará por muitos anos, vc pode escolher o regressivo (assim, pagará a menor cota do imposto no momento do resgate). O progressivo é bom se vc precisar resgatar antecipadamente e se o salário não for alto. No caso do progressivo , vc poderá restituir o valor na declaração do imposto de renda, mas se o salario for muito alto, não vai compensar.

  • Andréa Fachel Leal

    Olá! Estou tentando aprender sobre o fundo e seu artigo me ajudou. No entanto, fiquei com uma dúvida: o servidor que ingressou antes de 2013 pode aderir ao fundo, mas neste caso, pelo que eu entendi, a União não contribui. Ainda assim valeria a pena? No meu caso, estou no regime em que receberei 80% dos meus melhores salários na aposentadoria, e a renda do fundo complementaria a minha aposentadoria. Agradeço desde já pela atenção! Andréa

  • Edson Ichihara

    Olá Andréa. Se vc entrou antes, o tipo da aposentadoria é diferente né? Ao inves de colocar no funpresp para ter um outro fundo para a posentadoria, eu colocaria no TEsouro IPCA, já que vc vai perder a vantagem de a União não contribuir. Veja se a União vai contribuir ou não. Se ela não contribuir, não vale a pena.

  • Andréa Fachel Leal

    Justamente, a União não contribui. Eles queriam me empurrar o fundo como algo complementar… mas achei que não valia a pena mesmo! Você ajudou muito. Aprendi lendo o seu artigo!! Abraço, Andréa

  • Tarcísio Lima Filho

    Bom dia Edson,
    Primeiramente, parabéns pelo artigo. Muito esclarecedor.
    Optei por aderir ao Funpresp mas estou na dúvida quanto ao regime de tributação que eu devo aderir, progressivo ou regressivo.
    Eu tenho 28 anos e estou no cargo almejado (professor de universidade federal), portanto, tenho muito tempo para contribuir e não pretendo realizar o resgate antecipadamente. Por esses fatores, acredito que o regressivo seria mais adequado, uma vez que irei pagar o imposto de acordo com o tempo do investimento.
    Porém, o meu salário não é muito alto e restituir o valor na declaração do imposto de renda, procedimento possível pelo progressivo, poderia ser vantajoso.
    Levando em consideração meu perfil, gostaria que você opinasse sobre qual caminho seguir, o progressivo ou o regressivo.
    Abraços

  • Olá Tarcisio, obrigado pela mensagem e elogio. Vc já fez a analise! Vai depender da quantia do salario e do tempo que pretende trabalhar. Como vc conseguiria a restituição no progressivo, valeria a pena. A outra vantagem do progressivo seria vc poder fazer um resgate antecipado pagando apenas 15 % de imposto. No regressivo, vc pagaria de acordo com o tempo investido. E lembre-se q o imposto no progressivo é sobre o total e no regressivo sobre a rentabilidade.

  • Edson Ichihara

    Olá Tarcisio, obrigado pela mensagem e elogio. Vc já fez a analise! Vai depender da quantia do salario e do tempo que pretende trabalhar. Como vc conseguiria a restituição no progressivo, valeria a pena. A outra vantagem do progressivo seria vc poder fazer um resgate antecipado pagando apenas 15 % de imposto. No regressivo, vc pagaria de acordo com o tempo investido. E lembre-se q o imposto no progressivo é sobre o total e no regressivo sobre a rentabilidade.

  • JOÃO PAULO

    Olá Edson, boa noite!
    Meus parabéns pelo artigo está sendo muito útil.
    Tenho uma renda bruta de 10.000,00 e pretendo aderir o Funpresp-Exe. Notei que para quem pretende ficar mais de 10 anos no cargo a melhor opção seria pela tabela regressiva. Vi que se referiu à renda… por isso pergunto, levando em conta minha renda e meu desejo de permanecer no cargo até a aposentadoria a tabela regressiva torna-se mais atraente que a progressiva?

  • Bia Lucena

    Edson, sou servidora pública que ingressou em 2010, portanto, estou na regra de transição para aposentadoria. Gostaria de ter alguma renda complementar para a aposentadoria e gostaria de saber qual é a sua opinião para quem não é servidor novo e, portanto, não conta com a contrapartida do patrocinador, para adesão à Funpresp como uma espécie de aposentadoria complementar. Estou com muitas dúvidas se devo aderir ou não… Agradeço a resposta.

  • Edson Ichihara

    Olá Bia, muito obrigado pela mensagem. Se não tiver a contraparte, não vale a pena. Investir no Tesouro Direto é melhor nesse caso. Você teria melhor rentabilidade e maior controle sobre seus investimentos!

  • Paulo Godoi

    Edson, ficou muito bom o artigo. Parabéns.
    É interessante a sua análise sobre aderir ou não ao Funpresp.
    Todavia, gostaria da sua opinião sobre migrar (ou não) do RPPS para o RGPS+Funpresp.

  • Edson Ichihara

    Olá Paulo! muito obrigado pela mensagem. Vai depender de cada caso. A RPPS é o modelo antigo, os funcionarios aposentados podem ganhar mais, porém a chance de o governo não pagar caso aconteça uma grande crise como o que ocorre no Rio de Janeiro (http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/09/faltam-r-574-milhoes-para-rj-pagar-todos-aposentados-e-pensionistas.html) é maior no RPPS do que na Funpresp.

  • Paulo Godoi

    Tem muitos servidores públicos na mesma situação que eu, talvez você pudesse escrever um artigo sobre isso:

    Tenho 27 anos e sou servidor público federal há cinco anos e meio. Estou vinculado ao RPPS, no qual contribuo com 11% da minha renda bruta.

    Atualmente, no RPPS a minha aposentadoria é calculada pela média das 80% maiores contribuições. Porém, com a nova reforma, isso deve mudar para 94% da média das 80% maiores contribuições (aos 65 anos).

    Tenho considerado a possibilidade de migrar do RPPS para o RGPS + Funpresp (PGBL) + Benefício Especial (5 anos e meio de contribuição para o RPPS).

    No RGPS, eu contribuiria com 11% sobre o teto do INSS + 8,5% da renda tributável no PGBL (7% de carregamento, porém sem taxa de adm.), sendo que nesse último caso a união também contribuiria com igual valor..

    obs.: de 100% investidos no Funpresp, é preciso descontar 7% de carregamento e 21,53% para um Fundo Especial que serve como um seguro de vida e contra acidentes. Ou seja, apenas 70% dos aportes mensais iriam formar a minha poupança. Considerando a contraparte da União, iria para a minha conta no PGBL 140% de minhas contribuições mensais.

    A diferença das contribuições (RPPS – (RGPS+Funpresp)) me traria uma economia mensal de cerca de R$ 362,50 para poder aplicar em produtos de previdência pelos próximos 38 anos.

    A pergunta é: vale à pena migrar para o Funpresp ou devo permanecer onde estou? Ou seria melhor migrar e contribuir pela alíquota mínima (7,5%), o que me traria uma economia mensal de R$508,91 para investir em outros produtos? Nesse caso, quais produtos eu deveria investir pensando em aposentadoria aos 65 anos?

  • Edson Ichihara

    Olá Paulo. Sua resposta já mostra que fez a lição de casa. Vc pode mudar para o Funpresp e o dinheiro que sobrar , colocar em outros investimentos como o TEsouro direto. Como vai mudar as regras da RGPS, ficará dificil saber o quanto vai receber. Na Funpresp, vc tb poderia escolher o PGBL para poder receber a restituição no Imposto de Renda. Pode colocar o valor da aliquota minimo mesmo. Faz o nosso curso de Tesouro Direto para vc aprender sobre o Tesouro Direto http://jornadadodinheiro.com/mini-curso-tesouro-direto/

  • Matheus Figueiredo Coelho

    olá Edson, parabens tb pelo post. ótimas colocações. Estou para assumir um cargo publico federal porém a minha remuneração será menor que o teto do INSS. Como vi no seu post, realmente, não vale a pena entrar como Participante Ativo Alternativo ou o Autopatrocinado? Obrigado!