COMO ASSIM, DINHEIRO NÃO DÁ EM ÁRVORE ?

como assim dinheiro não dá em arvore?

“… quando o assunto é satisfação imediata, não há concorrência para as árvores não frutíferas. O problema é que elas só dão sombra, e só de sombra não se vive.” (página 40 do livro)

Como assim, dinheiro não dá em árvore?

Pode dar, sim, desde que a “dinheireira” seja plantada em solo fértil, devidamente regada, adubada, podada e, o mais importante: que o jardineiro saiba a hora e a maneira certa de colher os frutos.

Investir em ações é arriscado?
Financiar a casa própria é melhor que pagar aluguel?
Todas as dívidas são ruins?

Focado na realidade brasileira, o autor mostra os possíveis caminhos para a prosperidade, apresentando dados concretos para um planejamento sensato e cuidadoso das finanças pessoais.

De maneira divertida, e sempre levando em conta a tendência mundial (infelizmente, apenas nascente) de moderar a ganância e o consumismo desenfreados e de visar a qualidade de vida, o livro ensina a poupar, ver o mundo “com olhos livres” e planejar a vida e as finanças de modo a atingir os tão sonhados objetivos.

Sobre o autor:

Bacharel em Estatística pela Universidade de Brasília e profissional Certified Financial Planner, Waldir Leôncio Netto alcançou a independência financeira antes dos 30 anos, mas acredita que é muito cedo para pendurar as chuteiras; trabalha como planejador financeiro junto à Oficina das Finanças desde 2008 e espera contribuir cada vez mais para uma sociedade financeiramente mais inteligente.

Sumário do livro (256 páginas):

Prefácio 9

Agradecimentos 11

INTRODUÇÃO 13
As regras do jogo 15
A importância da educação financeira 19
O milagre dos juros compostos 27

Capítulo 1 – CONCEITOS IMPORTANTES 31
O valor do dinheiro no tempo 31
Custo de oportunidade 33

Capítulo 2 – DINHEIRO NÃO DÁ EM ÁRVORE 37
Ativos frutíferos 39
Seu carro não é um investimento 43
Quando colher os frutos? 52
Como fazer sua árvore crescer mais rápido 62
A regra dos 72 69
Dois exemplos práticos 70
O primeiro milhão é o mais difícil 74
Como comprar barato e vender caro 77
Vantagens fiscais da árvore de dinheiro 83
Preparando o terreno 86
Por que se dar ao trabalho 97
Conclusão 99

Capítulo 3 – INVESTIR É ARRISCADO 101
Escola de milionários 102
Investir em poupança é arriscado 104
Investir em ações pode não ser arriscado 104
O imposto pelo desconhecimento da teoria da probabilidade 105
Risco e volatilidade 108
Abrindo a própria empresa 111
Controlando o risco 113
A supervalorização da segurança 118
Ser empregado é arriscado 119
Planejar é arriscado 123
Conclusão 129

Capítulo 4 – O DINHEIRO É A RAIZ DE TODOS OS MALES 131
Dinheiro e riqueza 134
Dinheiro e liberdade 135
Dinheiro não traz felicidade 136
Devolvendo à sociedade 139
Conclusão 142

Capítulo 5 – COMPRE À VISTA, FUJA DO CARTÃO DE CRÉDITO 145
Dívida boa 147
O poder da alavancagem 148
O custo do capital próprio 149
Comprar à vista ou a prazo? 153
Cartões de crédito: mocinhos ou bandidos? 157
Um método para quitar suas dívidas 162
Conclusão 166

Capítulo 6 – MORAR DE ALUGUEL É JOGAR DINHEIRO FORA 167
Por que morar de aluguel pode ser mais barato 171
Faça você mesmo as contas 174
A falácia da compra na planta 177
Conclusão 182

Apêndice A – MATERIAL DE APROFUNDAMENTO 185

Apêndice B – COMO FAZER SOBRAR DINHEIRO 199

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Veja também esta entrevista com o autor, retirada do site Futuro da Gente*:

*Como a entrevista foi feita em 2012, algumas informações temporais podem não se aplicar ao momento da leitura do artigo.

1. É comum observar que as pessoas se dedicam muito para ganhar dinheiro, mas dedicam pouquíssimo tempo para aprender a utilizá-lo melhor. Na sua visão, dedicar um tempo para aprender a gastar, poupar ou turbinar os investimentos é tão importante quanto o tempo dedicado para ganhar dinheiro? Por que?

Waldir Leôncio – Definitivamente. A partir do momento em que nossas necessidades básicas estão atendidas, ganhar mais não trará grande acréscimo de felicidade. No entanto, é comum inflarmos nosso estilo de vida na medida em que progredimos em nossas carreiras e, consequentemente, ganhamos mais. Por isso, muitas vezes rever e reduzir gastos em, digamos, R$ 500 pode ser mais fácil e trazer uma satisfação maior do que um aumento de R$ 500 no salário.

2. Qual é a importância de ler livros de finanças pessoais e estudar mais sobre o tema?

Waldir – Pela primeira vez na história de nosso país, temos uma moeda estável, inflação sob controle e juros relativamente baixos. Menos de três décadas atrás, ninguém pensava em planejar para o futuro porque ninguém conseguia enxergá-lo direito. A estratégia financeira mais sensata que havia era pegar seu salário e gastá-lo o mais rápido possível, pois no dia seguinte tudo estaria mais caro. Esse Brasil ficou para trás, mas as pessoas ainda não adaptaram suas estratégias financeiras. A geração X não aprendeu a cuidar de dinheiro e, consequentemente, não ensinou a Y a fazê-lo. Por isso, se quisermos um futuro financeiro próspero, precisaremos buscar esse aprendizado fora de casa, e é aí que entram os livros, cursos e profissionais de finanças pessoais.

3. É importante que a família converse sobre o dinheiro?

Waldir – Sim, é essencial que todos os membros da família tenham não só ciência da situação financeira da casa, mas também que sua opinião acerca das receitas e despesas da família seja ouvida e respeitada. A partir dos três anos de idade, a criança já é capaz de compreender alguns conceitos básicos como de onde vem o dinheiro e para que ele serve. Os adolescentes, mesmo não trabalhando, podem ajudar a encontrar soluções para reduzir as despesas. Tratando todos não como hóspedes sanguessugas da casa, mas como importantes membros da família, as chances de cooperação aumentam muito.

4. A maioria dos brasileiros acha difícil poupar. Que estratégias o senhor considera eficientes para mudar essa visão?

Waldir – A primeira coisa a fazer é esquecermos essa história de “sobrar dinheiro para poupar”. Ter dinheiro para imprevistos e objetivos futuros deve ser uma prioridade na família, e não algo que se faz com dinheiro que porventura sobre. Para ter dinheiro suficiente para poupar para o futuro e gastar com o presente, não tem segredo: é preciso minimizar as despesas e maximizar as receitas.

5. No atual cenário econômico brasileiro, em que há um estímulo ao consumo e ao crédito, de que forma a educação financeira pode melhorar a vida das pessoas?

Waldir – Todo plano financeiro que se preze começa com a análise dos objetivos e anseios da pessoa. É uma análise pessoal, que deve ser feita com base nos valores de cada um, e não no que terceiros achem bonito, chique, elegante ou digno de uma pessoa de sucesso. Uma pessoa financeiramente inteligente faz escolhas com base em seus valores, que se estiverem bem definidos (aproveite e faça hoje à noite uma lista das cinco coisas mais importantes em sua vida) ajudam a ignorar os apelos consumistas veiculados nos meios de comunicação.

6. O que o seu livro trouxe de novo para o mercado de publicações sobre educação financeira ou finanças pessoais?

Waldir – Por melhores e mais bem intencionadas que sejam as atuais publicações sobre o assunto, muita gente ainda evita estudar finanças pessoais, simplesmente porque acha chato. Ouvi isso até mesmo de pessoas inteligentes e cultas que têm grande facilidade com números. “Como assim, dinheiro não dá em árvore?” tenta mudar isso, abordando diversos assuntos como orçamento, dívidas e investimentos de forma descontraída e ao mesmo tempo informativa. Antes de sairmos por aí ensinando a poupar e investir, precisamos motivar as pessoas a realmente querer fazer isso.

  • Edson Ichihara

    Boa recomendação!