CARTEIRA DE AÇÕES DO JORNADA – 05/08/2019

Chegamos ao quinto mês desde a criação da Carteira de Ações do Jornada. Caso ainda não tenha visto, leia aqui o artigo com a montagem do portfólio.

Durante o mês de julho, o Ibovespa chegou a bater o patamar de 105.800 pontos, mas retornou para 100.097 pontos no fechamento de 05/08.

Tivemos vários investidores realizando lucros durante o mês, e o atrito entre os EUA e a China contribuíram para a queda de 2,5% hoje.

Indo na contramão do Ibovespa, nossa carteira teve um desempenho excelente, conforme você poderá ver a seguir.

Eu continuo otimista com as ações. Ainda vejo muitas potencialmente baratas, especialmente pelo crescimento que podemos esperar em um cenário de melhores condições econômicas.

O mercado internacional ainda demonstra muita instabilidade e poderá vir uma crise a qualquer momento. Quedas nas bolsas do exterior podem gerar mais quedas aqui também (como ocorreu hoje), mas isso só deve reforçar a convicção de compra das nossas empresas.

Outro fato interessante é que grandes investidores estrangeiros ainda não começaram a investir forte aqui no Brasil. A maioria aguarda uma melhor definição sobre a reforma da previdência e outras alterações econômicas para saberem melhor como será a regra do jogo daqui para frente.

Veja o vídeo com os comentários da carteira:

No fechamento de julho, a carteira apresentava uma valorização total de R$ 2.584,78, que representa 18,05% sobre o valor que investimos e praticamente dobrando a rentabilidade que tínhamos acumulado até então.

Enquanto o Ibovespa caiu quase 1%, tivemos uma valorização de cerca de 8%. É nessas horas que vemos a grande diferença entre comprar um ETF de índice com várias ações, boas e ruins, em relação a selecionar somente boas ações e com preços atrativos.

Como sempre, aproveito para lembrar que, assim como tivemos grandes desvalorizações desde a criação da carteira, essa valorização de agora também não deve ser vista com euforia, mas é uma sinalização de que as empresas da carteira estão sendo valorizadas pelo mercado.

Devemos continuar observando os fundamentos das empresas e, caso elas estejam entregando resultados, as cotações tendem a seguir subindo no longo prazo.

Portanto, o fechamento da nossa carteira no dia 05/08/2019 ficou assim:

O destaque negativo é o Itaú novamente, sendo a única empresa da carteira com desvalorização.

Já o destaque positivo foi a Guararapes, que entrou na carteira no mês passado, e já alcançou excelentes 19,75% de valorização. Mesmo assim, é uma ação que continua barata, especialmente se considerarmos seu P/L de 7,84.

Além disso, até agora tivemos o release de resultados de 4 empresas da carteira: Fleury, Itaú, Log e Weg.

Na comparação entre o segundo trimestre de 2019 e o segundo trimestre de 2018, a Fleury (FLRY3) apresentou aumento de 8,2% da receita líquida, mas o lucro líquido teve queda de 11,1%, muito impactado por não recorrentes, devido a despesas com aquisições e outras provisões. O lucro líquido recorrente teve aumento de 4,2%.

Nada a se preocupar aqui. Muito pelo contrário, a empresa segue crescendo a um excelente ritmo e conseguindo manter boa lucratividade e margens, além de distribuir dividendos bastante satisfatórios.

O Banco Itaú (ITUB3) apresentou aumento de 10,22% do lucro líquido, aumento de 2 pontos percentuais do ROE e aumento de 0,1% da carteira de crédito. O aumento do lucro foi inferior ao do Bradesco, mas continua sendo mais lucrativo em termos absolutos (7 bilhões contra 6,4 bilhões de reais).

Há quem diga que os bancos digitais vieram para tomar boa fatia dos principais bancos. Eu tenho minhas dúvidas, pois os próprios bancões já têm suas partes digitais e estão diminuindo o uso de agências, conseguindo enxugar ainda mais seus gastos. Acredito que esse oligopólio ainda dura um tempinho.

A Log Commercial Properties (LOGG3) divulgou aumento de 3,1% da receita líquida e aumento de 25,9% do lucro líquido. Além disso, reduziu sua vacância estabilizada para 4,9% e aumentou sua ABL entregue em 15,7%.

Essa empresa segue me surpreendendo positivamente. Eu gostaria de ter comprado mais, porém vejo tantas oportunidades atuais ainda, que acabo optando por diversificar.

Por fim, a Weg (WEGE3) divulgou aumento de 7,5% da receita líquida e um aumento de 15,6% do lucro líquido. Essa é a típica empresa reloginho, que não tem muito o que comentar sobre os resultados.

As outras quatro empresas da carteira divulgarão seus resultados em agosto. Comentarei sobre elas na próxima atualização.

Com relação a dividendos, recebemos somente os pagamentos mensais de Itaú, no montante de R$ 0,98.

Portanto, para a nova compra da carteira, temos esses R$ 0,98, o caixa de R$ 5,85 e o novo aporte de R$ 1 mil, totalizando R$ 1.006,83.

Com esse valor, decidi comprar ações da Camil (CAML3). Essa é uma das principais empresas de alimentos do Brasil, dona das grandes marcas Camil, União e Coqueiro.

Essas marcas são responsáveis pela fabricação e distribuição de arroz, feijão, açúcar e peixes, principalmente. Ou seja, são alimentos que dificilmente deixariam de existir na alimentação do povo brasileiro.

Além disso, a Camil apresenta um P/PV atual de 1,38 e um P/L de 8,25, ambos números excelentes para uma empresa que deve crescer muito ainda.

Com isso, comprei mais 100 ações da CAML3, pelo preço médio de R$ 7,23. Assim, restou um caixa de R$ 283,60 para ser utilizado no próximo mês.

Como sempre, ressalto que não estou recomendando compra ou venda, mas apenas apontando ativos que estou comprando para a minha própria carteira.

Ainda está com dúvidas se deseja entrar no mercado de ações? Dê uma lida no artigo “Vale a Pena Investir em Ações?”, onde mostro os prós e contras para que você possa tirar suas próprias conclusões.

E você que já investe: que ações tem em sua carteira? Quais você não teria? Deixe seu comentário!

Até a próxima atualização! Grande abraço!

Vitor Hernandes