5 GASTOS INVISÍVEIS QUE PREJUDICAM SEU ORÇAMENTO

Até mesmo para pessoas mais engajadas em controle financeiro, eles estão presentes: os silenciosos gastos invisíveis.

Aquela sensação angustiante de não saber exatamente onde seu salário foi parar pode estar diretamente ligada a custos que, num primeiro momento, passam despercebidos.

Por isso, é fundamental que você passe uma lupa com mais atenção para identificar como o seu dinheiro é gasto e em qual momento as despesas invisíveis aparecem.

Um primeiro passo é criar uma planilha financeira e manter as informações bem distribuídas. De um lado, insira o que você ganha de salário em valores líquidos e, do outro, distribua todas as despesas.

Num primeiro momento, estabeleça os seus gastos fixos: contas de água, telefone, internet, aluguel, mensalidades da faculdade, entre outros.

Essa simples tarefa abrirá caminho para que você enxergue custos que são menos óbvios no dia a dia, mas que, no longo prazo, acabam comprometendo o seu orçamento. 

Faça uma lista com as pequenas despesas que você tem no dia a dia. Pode ser aquele doce depois do seu almoço ou até mesmo aquele café da manhã que você costuma tomar.

Identifique a frequência desses custos e calcule o quanto você pode gastar em um ano. Se você come uma sobremesa de 4 reais em cinco dias da semana, por exemplo, você já comprometeu 88 reais do seu salário. Em um ano, você terá gasto 1.056 reais com esse custo. 

Se você somar todos os pequenos hábitos diários de gastos, perceberá que incorpora pequenas compras que, se somadas, retém uma parte considerável dos seus ganhos. 

Como identificar os gastos invisíveis

Eles aparecem pouco na sua fatura do cartão de crédito, pois geralmente são pequenas quantias pagas em dinheiro ou cartão de débito. 

Para evitar os sustos no final do mês, você pode adotar algumas medidas simples que ajudarão a controlar melhor seus rendimentos.

Uma organização financeira mais rigorosa, onde todos os custos são considerados, ajudará a dar passos mais seguros em direção ao equilíbrio financeiro.

Existem diversos aplicativos de educação financeira que podem ajudá-lo nesse controle, por exemplo.

Outra dica importante é estabelecer uma quantia mensal para esses gastos, afinal, não se trata de parar de consumir, mas sim priorizar gastos. 

Agora que você já sabe como se planejar melhor para identificar e minimizar os gastos invisíveis do seu orçamento, confira cinco exemplos de gastos que comprometem seu orçamento sem que você perceba. 

Cinco gastos invisíveis que prejudicam seu orçamento

1 – Tarifas bancárias e cartão de crédito

Se você possui uma conta no mesmo banco há muito tempo, é bem provável que você pague uma mensalidade que inclui a manutenção da conta e outros serviços, que, muitas vezes, você acaba nem utilizando.

Se costuma utilizar linhas de empréstimo e outras funcionalidades recorrentes na sua conta, é interessante mapear o custo desses serviços com o seu banco.

Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) mostra que, entre 2017 e 2019, alguns pacotes bancários tiveram acréscimo de até 50%. 

Em alguns pacotes de conta corrente, o cliente pode pagar até 44 reais por mês. Em um ano, serão 528 reais apenas para a manutenção da conta e serviços que você pode nem utilizar.

Por isso, experimente negociar um pacote mais em conta ou até mesmo opte por contas sem tarifas. Os bancos não costumam fazer propaganda, mas todos disponibilizam esse formato. 

Sempre polêmica, a anuidade do cartão de crédito é outro gasto que passa despercebido, mas que pode comprometer suas finanças mensais.

Uma alternativa é negociar com a operadora para que o valor seja diminuído ou, dependendo da situação, até mesmo não precisar pagar pelo valor. Contudo, isso dependerá de critérios como média de gastos do cartão, pontualidade dos pagamentos e categoria do cartão. 

2 – Policie os doces e cafezinhos

Esses gastos são os mais tradicionais na sua rotina. Você se rende aos pequenos prazeres, mas não se dá conta de que, no final do mês, isso fará uma grande diferença nas suas contas.

Beber um café depois do almoço ou comer aquela sobremesa algumas vezes na semana não soam como gastos agressivos em um primeiro momento, mas podem ocupar seu orçamento muito mais do que você imagina.

Esses são aqueles hábitos que impulsionam o gasto dos últimos trocados da sua carteira e, por isso, devem ser mais monitorados na sua rotina.

Se você toma uma média de cinco cafés por semana a um preço de 3 reais, por exemplo, gastará em média 60 reais por mês. Em um ano, isso dá 720 reais.

3 – Aplicativos de transporte

A forma de se locomover em grandes centros urbanos mudou significativamente na última década. A praticidade dos smartphones permite chamar um carro de corrida particular que pode chegar até você em menos de 2 minutos.

Contudo, o uso dessa modalidade também se tornou um gasto invisível. É o que mostrou uma pesquisa realizada em junho deste ano pelo Guia Bolso (plataforma de organização de finanças pessoais), em junho deste ano. 

De acordo com o levantamento, os principais apps de transporte comprometeram 9,5% da renda dos 72 mil clientes da plataforma que utilizaram a modalidade. O gasto médio dos usuários com esses aplicativos foi de 119 reais.

4 – Parcelamentos de longo prazo

A possibilidade de parcelar em prazos maiores sempre chama a atenção, principalmente quando não há inserção de juros.

Comprar aquele bem que você tanto quer em prestações a perder de vista pode ser vantajoso, mas você precisa calcular os riscos e os juros que a operação pode envolver.

Quando você assume uma dívida de compras a prazo, é fundamental ter clareza do seu orçamento mensal.

Sua renda é fixa todo mês ou você trabalha de forma autônoma e têm ganhos variáveis? Seus rendimentos cobrem todas as rendas e ainda sobra?

Depois disso, é necessário analisar os juros incidentes caso a operação não entre no prazo de pagamento sem juros. 

Essa informação geralmente passa despercebida e fica no rodapé da oferta, em letras minúsculas que detalham os juros da operação.

Se você não conseguir realizar o pagamento à vista, procure equilibrar o número de parcelas ao que seu orçamento permite naquele momento. 

5 – O perigo das promoções

A ideia de levar um terceiro produto de graça ao pagar apenas por dois pode soar interessante em primeiro momento.

Porém, se você não consome aquele item com frequência considerável, será que é realmente necessário comprar em quantidades maiores?

Muitas vezes, promoções dessa natureza resultam no acúmulo de itens que você utiliza muito pouco.

Por isso, um passo para economizar com esse gasto é considerar se é realmente oportuno aproveitar aquela promoção.

Na prática, é o seu dinheiro que ficará guardado no fundo de um armário e poderá até mesmo perder o prazo de validade.